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Ícone da moda, Costanza Pascolato diz: "Vou ao shopping pra ver as pessoas levando os cachorrinhos"

Consultora diz que conserva um certo estilo e que está velha: "Já tenho coisas demais"

Moda|Bruna Ferreira, do R7


Aos 75 anos, Constanza Pascolato é sinônimo de elegância
Aos 75 anos, Constanza Pascolato é sinônimo de elegância

Costanza Pascolato, ícone da moda, conhece tudo o que está rolando de mais importante no Brasil e no mundo no cenário fashion. Incansável, ela acompanha aos desfiles da SPFW com entusiasmo, paciência e sempre muito solicíta.

Aos 75 anos, ela enxerga com propriedade uma mudança com relação ao comportamento das pessoas ao se vestir.

— Eu nasci na primeira metade do século XX, tive uma educação formal, europeia, com gente que já se vestia bastante. O que aconteceu é que a roupa era muito mais formal e a coisa foi cada vez mais deselitizando e ficando mais casual. Você pega foto de rua de cada década e vai ver as pessoas cada vez mais relaxadas, menos vestidas, sobretudo aqui no Brasil, mas mesmo lá fora. A única diferença é que os tempos foram ficando com uma imagem cada vez menos formal.

Para ela já houve um tempo em que a moda conseguiu criar algo novo, mas o que mais se vê atualmente é a criação influenciada pelo contexto atual.

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— A política e a atualidade influenciam a roupa, a moda não é mais moda, ela já foi, a gente já fez. Tem moda de ocasião, mas o dia a dia, olha a bagunça que está aqui [aponta para as pessoas ao redor]. Se fosse há 20 anos, estava todo mundo igual. Nunca teve tanta oferta a todos os preços.

Costanza sempre foi sinônimo de elegância. Ela diz que mudou pouco o perfil, mas que está cada vez mais preocupada com o conforto, mas também não se deixa levar por ondas consumistas.

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— Eu sou uma velha, já tenho coisas demais! Guardo as coisas que são históricas, tenho noção do que é bom e do que não é. O que ainda me cabe. Às vezes, eu dou pras filhas e tal. Hoje, eu tenho que conservar um estilo, que sempre foi bem parecido.

Questionada se ainda hoje vai ao shopping fuçar araras, encarar provadores, Costanza foi além, mostrando que adora falar de comportamento humano.

— Eu vou ao shopping pra ver as pessoas levando os cachorrinhos. Isso que é o comportamento de hoje: a solidão absoluta. O cachorro te fornece o amor absoluto, ele não reage, ele é teu.

Assista:"A moda está muito mais democrática", diz Constanza Pascolato

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