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Patricia Lages

Educação financeira começa na infância e vai além de evitar consumo

A participação no dia a dia, com limites e escolhas, ajuda crianças a desenvolver consciência sobre dinheiro desde cedo

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O comportamento financeiro começa a ser moldado muito antes da vida adulta e, muitas vezes, sem que os pais percebam. Crianças aprendem principalmente pela observação: repetem hábitos, erros e acertos dentro de casa.

Ou seja, pais endividados tendem a gerar filhos endividados, enquanto pais que lidam bem com o dinheiro tendem a gerar filhos que façam o mesmo.


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Além do exemplo, é importante incluir as crianças em pequenas decisões do dia a dia. Levá-las ao supermercado pode ser uma ótima oportunidade de aprendizado. Uma das lições pode ser permitir que a criança participe de algumas escolhas, como qual fruta ela prefere, ensiná-la a selecionar, ensacar e colocar no carrinho.

Também é possível fazer do processo uma brincadeira, onde cada troca saudável (um alimento industrializado por um in natura, por exemplo) renda à criança um prêmio que não envolva dinheiro, como uma passeio no parque, assistir um filme em família etc.


Outra atividade de alto valor educativo é dar à criança uma quantia em dinheiro (conforme sua idade e seu grau de entendimento) e permitir que a criança compre o que quiser, sem completar a quantia, caso ela escolha algo além do orçamento.

Essa prática estimula a comparação de preços, a noção de limites, a análise entre as possibilidade e até mesmo a capacidade de abrir mão de desejos imediatos para fazer escolhas mais conscientes. Ou seja, é comum que as crianças prefiram guardar o dinheiro para algo maior do que gastar na hora.


Muito além do “não gaste”

Ao contrário do senso comum, como vimos, educação financeira infantil não se resume a restringir compras ou ensinar a economizar.

O ponto central está na construção de uma lógica:


  • entender o valor do dinheiro;
  • diferenciar desejo de necessidade;
  • aprender a esperar;
  • desenvolver responsabilidade sobre as próprias escolhas.

Na prática, isso significa que a criança precisa participar, ainda que de forma simples, de decisões quem envolvam dinheiro.

Essas pequenas experiências funcionam como simulações do mundo real, fazendo com que a relação com as finanças aconteça de forma natural na adolescência e na vida adulta.

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