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Cabbage Crush: repolho será a estrela da gastronomia em 2026

Acompanhe a viagem pela culinária, cultura e criatividade em torno do repolho, o ingrediente surpreendente que vira estrela da gastronomia mundial

Aprendiz de Cozinheira|Aline SordiliOpens in new window

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Mesa posta com louças inspiradas no cabbage crush, tendências do repolho em 2026
Mesa posta com louças inspiradas no cabbage crush, tendências do repolho em 2026 Gemini IA

Prepare-se para conhecer a história completa de como o humilde repolho conquistará o mundo em 2026! Não estou falando de uma moda passageira, mas de um movimento cultural profundo que atravessa cozinhas, mesas, memórias afetivas e até o design de interiores.

Segundo o relatório Pinterest Predicts™ 2026, uma análise anual que antecipa comportamentos com impressionantes 88% de taxa de acerto, o repolho deixou de ser coadjuvante para se tornar protagonista absoluto da gastronomia mundial.


O Pinterest resume a tendência com uma frase-chave perfeita: “O repolho tem molho, mesmo se a receita não tiver”. E os dados comprovam essa revolução culinária. Entre setembro de 2024 e agosto de 2025, as buscas por receitas com repolho explodiram na plataforma.

  • Guioza de repolho (dumplings recheados): aumento impressionante de 110%;
  • Sopa de golumpki (inspirada nos charutos de repolho poloneses): alta de 95%;
  • Repolho ao molho Alfredo: crescimento de 45%;
  • Repolho fermentado (chucrute, kimchi): subida de 35%;
  • Bok choy com shoyu (acelga chinesa refogada): aumento de 35%.

Esses números revelam uma troca de vegetal. O repolho está substituindo a couve-flor como o vegetal crucífero favorito da vez. A tradicional “febre da couve-flor” que dominou anos anteriores, com pizza de couve-flor, “buffalo wings” de couve-flor e outras criações, está dando lugar ao repolho, que mostra-se capaz de oferecer alternativas ainda mais criativas, saudáveis e versáteis.


O Pinterest não apresenta o Cabbage Crush (apelido internacional da tendência que quer dizer paixão pelo repolho, em tradução livre) como uma moda isolada, mas como parte de um macro movimento emocional que orienta o consumo em 2026, estruturado em três eixos:

  1. Conforto emocional e nostalgia - busca por comidas familiares e rituais gostosos;
  2. Autopreservação e saúde - cuidado com o corpo através de ingredientes nutritivos;
  3. Criatividade prática e realista - hobbies e atividades que resgatam experiências sensoriais verdadeiras.

O repolho simboliza esse encontro perfeito porque é familiar e associado à comida de casa, nutritivo e acessível, além de capaz de ser reinventado sem perder autenticidade. Há um deslocamento claro do consumo aspiracional para o consumo significativo, quando pessoas buscam coisas simples que façam sentido. Nesse contexto, o repolho funciona como ícone do “grounded optimism” (otimismo com pés no chão), já que é acessível, nutritivo e versátil, encaixando-se no desejo por comidas que façam bem ao corpo e à mente.


A versatilidade infinita do repolho na cozinha

Do ponto de vista culinário, a versatilidade do repolho é simplesmente enorme. Ele pode ser consumido de múltiplas formas, cada uma revelando sabores e texturas diferentes:

Topoki, kimbap e kimchi são pratos clássicos coreanos Meta.AI

Fermentado e probiótico - Aqui está uma das razões principais do boom atual. Chucrute alemão, kimchi coreano e outras versões fermentadas transformam o repolho em superalimento repleto de probióticos benéficos para a saúde intestinal. E não para por aí: até coquetéis com kimchi estão aparecendo em bares sofisticados, mostrando um movimento de elevação criativa do vegetal em menus e bebidas!


Cru e refrescante - em saladas frescas, slaws cremosos e como base para wraps, o repolho oferece textura crocante e sabor levemente adocicado. A tradicional salada de repolho cremoso continua sendo acompanhamento popular em churrascos e refeições familiares.

Grelhado e caramelizado - quando vai ao fogo, acontece verdadeira magia. O repolho desenvolve doçura natural incrível, especialmente as variedades roxas. “Bifes” de repolho grelhado estão virando substitutos sofisticados para carnes, com marcas de grelha e bordas caramelizadas de dar água na boca.

Cozido e reconfortante - em sopas, caldos e ensopados, libera sabor profundo e acolhedor. As sopas da avó, aquele caldo quente que aquece a alma em dias frios, frequentemente têm o repolho como ingrediente secreto.

Recheado e enroladinho - folhas de repolho funcionam como embalagens naturais perfeitas para recheios diversos. Dos tradicionais charutos de repolho às modernas guiozas vegetarianas, essa técnica atravessa culturas e continentes.

Substituto Criativo - folhas de repolho podem virar wraps ou tacos (pegada low-carb e sustentável), e preparos inusitados como o “repolho Alfredo” mostram que não há limites para a experimentação.

Diversidade em forma de arco-íris de variedades

A diversidade de tipos disponíveis é outro segredo do sucesso do repolho. Existem diversos tipos – do repolho verde tradicional ao roxo, passando pelas variedades orientais como bok choy e Napa (acelga chinesa):

  • Repolho verde tradicional - o clássico de cabeça compacta, perfeito para refogados, sopas e conservas;
  • Repolho roxo - com sua cor vibrante e sabor levemente mais doce, é a estrela de saladas coloridas e preparos que merecem destaque visual;
  • Repolho napa (acelga chinesa) - de folhas mais delicadas e sabor suave, protagoniza pratos asiáticos;
  • Bok choy - primo oriental do repolho, com talos crocantes e folhas macias, apreciado em pratos asiáticos rápidos ao wok;
  • Repolho de folhas soltas - variedades menos compactas, ótimas para cozimentos lentos.

Por exemplo, o bok choy é apreciado em preparos asiáticos rápidos, enquanto repolhos ocidentais aparecem em preparos cremosos como o inusitado “repolho Alfredo”. Essa criatividade reflete uma busca por alimentação limpa e caseira com um toque diferente.

Pratos tradicionais que rodam o mundo

O repolho é verdadeiramente um ingrediente global, presente em culturas culinárias muito diferentes. Essas variações mostram como um conceito simples, onde as folhas são embalagem comestível e se adaptam aos ingredientes e sabores de cada região, criando pratos únicos que carregam a identidade cultural de cada povo.

Esses exemplos abaixo mostram como o repolho transita entre o simples e o sofisticado, o tradicional e o criativo, o caseiro e o de tendência, reforçando a ideia central do Cabbage Crush, que é o repolho como ingrediente versátil e culturalmente rico, capaz de ser protagonista em formas surpreendentes ao redor do mundo.

Europa Oriental e Bálcãs

O conceito de enrolar carne e arroz em folhas de repolho aparece em dezenas de culturas, cada uma com seu nome e toque especial:

  • Holubtsi (Ucrânia) - repolho recheado com carne e arroz, cozido em molho de tomate ou creme azedo;
  • Golubtsy (Rússia) - versão russa com enchimento de carne e arroz, com temperos característicos;
  • Gołąbki (Polônia) - literalmente “pombinhos”, pela aparência delicada dos rolinhos;
  • Chou Farci (França) - versão francesa mais elaborada, com carnes nobres, ervas aromáticas e cozimento lento;
  • Sarma (Turquia e Bálcãs) - do verbo “enrolar”, preparado com especiarias orientais marcantes;
  • Káposztás tekercs (Hungria) - a versão húngara temperada com páprica;
  • Kåldolmar (Suécia) - adaptação nórdica com influência turca.

Outros clássicos mundiais

Podvarak (Sérvia e Bálcãs) - prato festivo popular feito com repolho (fresco ou chucrute) e carne (pode ser porco, frango ou cordeiro), assado lentamente com cebola e especiarias. É consumido especialmente em reuniões familiares e épocas frias.

Kapuska (Turquia e região do Mar Negro) - ensopado reconfortante de repolho com ou sem arroz e grão-de-bico, muitas vezes com carne, refletindo a tradição culinária turca e dos Balcãs.

Pkhali (Geórgia) - em algumas preparações georgianas, o repolho aparece entre vegetais picados e combinados com temperos, no estilo de pastinhas ou saladas tradicionais.

Frango assado dentro do repolho inteiro - uma trend moderna que viralizou nas redes, onde o repolho funciona como “panela” natural para cozinhar a carne, muitas vezes com cerveja ou outros líquidos para aromatizar e manter a suculência. Essa versão conquistou por unir simplicidade e sabor num único preparo. Leia meu post anterior sobre repolho aqui no Aprendiz de Cozinheira.

Frango com repolho salteado - combinação simples e saborosa presente em diversas cozinhas do Leste e Sudeste Asiático, misturando frango com repolho em refogados ou frituras rápidas, integrando sabores umami e vegetais de textura crocante.

Pan-roasted chicken and cabbage - versão de forno onde o repolho fica caramelizado e o frango suculento, frequentemente servido com molhos rápidos preparados na mesma panela.

Outros fatores da tendência do cabbage cruch

1. Nutrição e Saúde

O repolho é um verdadeiro powerhouse nutricional: rico em fibras, vitaminas C e K, além de antioxidantes e compostos anti-inflamatórios. Em versões fermentadas, adiciona probióticos essenciais para a saúde intestinal (gut health). Numa época em que as pessoas buscam alimentação limpa e funcional, o repolho entrega tudo isso sem precisar de discurso de marketing mirabolante.

2. Economia e acessibilidade

Em tempos de inflação alimentar, o repolho brilha: custa pouco, dura muito na geladeira e rende várias refeições. Um único cabeção pode alimentar uma família por dias em diferentes preparos. É o ingrediente perfeito para quem quer experimentar sem gastar muito.

3. Sustentabilidade

O repolho é um vegetal resistente, que cresce bem em diferentes climas, exige menos recursos que muitas outras hortaliças e praticamente não gera desperdício (até as folhas externas podem ser aproveitadas). Para consumidores preocupados com impacto ambiental, é uma escolha inteligente que converge com valores de sustentabilidade financeira e ambiental.

4. Memória afetiva e conforto

Aqui mora algo especial: o repolho evoca lembranças profundas. Sopas da avó, chucrute caseiro, aquele refogado simples mas delicioso do almoço de domingo. Em 2026, as pessoas buscam conforto emocional através da comida em linha com a busca por nostalgia positiva, e o repolho oferece exatamente isso – aquele abraço culinário que nos faz sentir em casa.

Quem está puxando a tendência do repolho?

Aqui vem uma informação surpreendente: diferente de muitas trends virais recentes dominadas pela Geração Z, o repolho hype é impulsionado principalmente por Baby Boomers e Geração X, que são as pessoas entre 45 e 75 anos.

Essa distinção é importante: enquanto muitas modas atuais nascem do TikTok para o mundo, o repolho hype nasce de uma combinação de insights de dados e do comportamento orgânico de gerações que buscam significado no passado para reinventar o presente.

Boomers e Gen X cresceram em épocas onde o repolho era presença constante na mesa familiar em forma de sopas sustanciosas, saladas de repolho (coleslaw), chucrute caseiro ou charutos de repolho nos almoços de domingo. Resgatar essas receitas traz sensação de conforto emocional e pertencimento. Essa geração está reinventando pratos da vovó com orgulho.

Pessoas de meia-idade e acima estão muito focadas em saúde e longevidade. O repolho encaixa-se em dietas leves (é low-carb, fibroso, nutritivo) e principalmente nas tendências de alimentos fermentados para saúde intestinal. Depois de anos exaltando a couve-flor e o kale, esse público descobriu no repolho uma alternativa igualmente saudável e talvez mais saborosa ou versátil (e mais barata). Fazer conservas de repolho em casa é visto como hobby saudável e sustentável, atraindo quem busca autopreservação via alimentação natural.

Os Boomers/Gen X, mais do que jovens, têm paciência para projetos culinários demorados (como fermentar por semanas) e apreciam os benefícios à imunidade que esses alimentos trazem.

Muitos entraram na moda do faça-você-mesmo gastronômico, fazendo pães, conservas e testando receitas artesanais (comportamento reforçado durante a pandemia e que permaneceu). O repolho oferece terreno fértil para essa criatividade: pode ser fermentado, recheado, enrolado, desidratado em chips, transformado em “steak” vegetal.

O repolho, sendo barato e durável, converge com valores de sustentabilidade financeira e ambiental dessas gerações que se preocupam em evitar desperdícios e economizar. O repolho rende muito: um único cabeção pode alimentar uma família em diferentes preparos.

Essa atitude de “curadoria, não cópia” de tendências, como adaptar para o que faz sentido pessoalmente, é justamente apontada pelo Pinterest como característica de consumo atual. Os consumidores mais velhos estão pegando a tendência do repolho e moldando-a ao seu estilo de vida, não seguindo uma moda passageira.

O jornal The Guardian brincou que as tendências alimentares de 2026 para Boomers/Gen X serão “crucíferas” (referência à família das couves), com kimchi, dumplings e golumpki elevando o status do repolho.

Quando o repolho vira estética visual e design

Mesa posta com louças inspiradas no cabbage crush, tendências do repolho em 2026
Mesa posta com louças inspiradas no cabbage crush, tendências do repolho em 2026 Gemini IA

Não é só na cozinha que o repolho brilha. Visualmente ele virou tendência em design, fotografia e decoração! A estética apelidada de “Cabbage Couture” ou “Cabbage Crush” traz elementos retrô e naturais para cenários domésticos e redes sociais.

Uma das expressões mais charmosas dessa tendência é o uso decorativo do motivo de repolho, evocando nostalgia campestre. Itens de louça e cerâmica em formato de repolho, conhecidos como cabbageware, estão de volta à mesa. Pratos, tigelas, travessas e até xícaras imitando folhas de repolho aparecem em mesas postas com ar vintage. Essas peças remetem aos clássicos da cerâmica portuguesa (como as famosas louças de Bordallo Pinheiro) e dão um toque lúdico e “eco-chic” às refeições. Eu acho lindo!

Imagine uma mesa posta combinando louça em formato de folha de repolho, tons de verde e lilás, arranjo central com repolhos ornamentais e até guardanapos dobrados em forma de flor de repolho. A estética mistura o nostálgico rural (cottagecore) com um toque de elegância brincalhona, transformando o humilde vegetal no centro das atenções visuais.

Paleta de cores e linguagem visual

As cores predominantes da tendência são obviamente as do vegetal:

  • Verde folha
  • Verde oliva
  • Branco cremoso
  • Roxo violáceo do repolho roxo
  • Lilás acinzentado

Esses tons, muitas vezes combinados em arranjos, trazem uma paleta fresca porém com ar retrô (o verde pastel e o lilás podem lembrar decorações dos anos 60-70). Como descrito em análises de design: “Roxo, verde, branco e babados são o nome do jogo” na estética Cabbage Crush. Ou seja, mesclar verde e roxo com formas de folhas sobrepostas virou sinônimo de estilo.

Mais tendências para fotografia e eventos

Na fotografia gastronômica e de design, o repolho fornece texturas e cores marcantes. Folhas rústicas e enrugadas criam “babados naturais” (ruffles) interessantes para composições.

Em eventos, cenários de casamentos e jantares adotam repolhos ornamentais em arranjos de mesa. De fato, os “ornamental cabbages” (aquela variedade de repolho usada em paisagismo, de cores verde e roxo claras) viraram substitutos ou complementos para flores em centros de mesa, buquês e vasos, conferindo um ar rústico-chic e sustentável.

Além das louças, aparecem estampas e ilustrações de repolhos em padronagens de toalhas, papéis de parede e itens têxteis, seguindo a linha grandmillennial (a avó moderninha) que valoriza motivos de jardim. Em suma, o repolho hype no design resgata o encanto do rústico e do retro kitsch (quem diria que louças de repolho, antes consideradas bregas, seriam cool de novo?) e o insere em contextos contemporâneos com muito humor e criatividade.

Cultura visual nas redes sociais

Nas redes sociais, especialmente entre criadores de conteúdo de bem-estar, cozinha e vida no campo, há um aumento de posts exibindo colheitas de hortas caseiras, arranjos de produtos agrícolas e receitas. E o repolho frequentemente protagoniza essas cenas. Fotos de usuários segurando um grande repolho orgânico da feira ou mostrando o processo de produzir kimchi em casa estão em sintonia com a estética slow living.

Essa valorização do rústico conecta-se ao movimento naturalista e eco-chic: pessoas (incluindo jovens) apreciando o ato de cultivar, cozinhar e decorar com vegetais de forma estilosa.

Perfis influentes de lifestyle saudável compartilham receitas de suco verde com folha de repolho ou exibem potes de conserva na despensa, quase como itens de decoração retrô. Essa convergência de culinária, decoração e moda cria um lifestyle coerente: quem adere ao repolho hype provavelmente se interessa por horticultura urbana, gosta de brechó (peças vintage combinam com a louça da vovó) e opta por um visual “limpo” e descontraído.

A história milenar do repolho

Para entender completamente o repolho hype, vale conhecer as raízes históricas desse vegetal.

Origem botânica

O repolho pertence à espécie Brassica oleracea, que é a mesma família botânica de couve, brócolis, couve-flor e couve-de-bruxelas. Essa espécie não surgiu já como repolho. Ela deriva de uma planta selvagem conhecida como couve-marinha, que crescia naturalmente em regiões costeiras do Mediterrâneo, sul da Europa e oeste da Ásia. Essa planta selvagem tinha folhas soltas, resistentes ao vento e ao sal do mar.

A partir dessa couve ancestral, civilizações antigas começaram a selecionar plantas com características específicas: folhas mais largas, mais macias e que cresciam mais juntas. Com o tempo, esse processo de seleção artificial levou ao surgimento do repolho de cabeça compacta que conhecemos hoje. Esse processo começou há mais de 2.000 anos!

Repolho na Antiguidade

  • Gregos antigos já cultivavam e consumiam repolho, atribuindo propriedades medicinais
  • Romanos espalharam o cultivo por toda a Europa, valorizando sua durabilidade e valor nutricional
  • Na Idade Média, tornou-se alimento central no inverno europeu, justamente porque resiste bem ao frio e pode ser conservado.

Agora que você conhece toda a história, a cultura e as possibilidades do repolho, que tal experimentar? Comece simples: um refogado caprichado, uma salada colorida, talvez se aventurar num chucrute caseiro. Observe as camadas, sinta as texturas, brinque com as cores.

Lembre-se: não existe forma “errada” de cozinhar com repolho. Ele perdoa, se adapta, surpreende. Pode ser o ingrediente principal de um jantar sofisticado ou o toque especial que transforma uma sopa comum em extraordinária. Bom apetite, e que venham muitas experiências deliciosas com nosso querido repolho!

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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