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Famílias brasileiras farão Natal de menos excessos e mais afeto

Pesquisa mostra que cardápio de Natal está sendo redesenhado em formato e até na ceia

Aprendiz de Cozinheira|Aline SordiliOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Natal no Brasil está se tornando mais simples e íntimo, refletindo mudanças nas estruturas familiares.
  • Uma pesquisa da Nestlé indica que 30% das famílias já adaptaram suas tradições natalinas para formatos mais significativos.
  • A nova ceia prioriza menos pratos, mas mais significativos, mantendo, no entanto, algumas tradições afetivas.
  • A ressignificação das celebrações mostra que momentos de afeto são mais importantes que excessos na cozinha.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A ceia tradicional, com muitos pratos e grandes sobras, vem sendo substituída por cardápios mais enxutos Freepik/@freepik

O Natal continua sendo uma das datas mais emocionais do ano para os brasileiros. Mas a forma de celebrar vem mudando. E essa mudança começa dentro de casa, ou melhor, dentro das famílias. Menores, mais diversas e, muitas vezes, espalhadas geograficamente, as famílias estão redesenhando rituais, cardápios e até o significado da ceia.

Uma pesquisa inédita realizada pelo C.Lab, laboratório de Consumer & Market Insights da Nestlé, com mil brasileiros de todas as regiões do país, confirma o que muita gente já sente na prática: o Natal está ficando mais simples, mais leve e mais íntimo, sem perder o afeto, a memória e a tradição.


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“A ressignificação não é transgressão”, explica Célia Nishio, diretora da área de Consumer & Market Insights da Nestlé Brasil. “O Natal não deixa de ser importante, emocional ou bonito. Ele apenas ganha novos formatos, mais alinhados com a forma como as pessoas vivem hoje”, disse Célia ao Aprendiz de Cozinheira.


Os dados do Censo 2022 do IBGE já indicavam uma mudança estrutural no país: o número médio de moradores por domicílio caiu e os arranjos familiares se tornaram mais diversos. O estudo do C.Lab foi além e investigou como essas transformações impactam, na prática, as celebrações de fim de ano.

Embora 70% das pessoas ainda afirmem manter um Natal tradicional, cerca de 30% já mudaram o formato da celebração, atribuindo um novo significado à data. Não se trata de romper com o passado, mas de adaptar o ritual à realidade atual.


Essa mudança aparece principalmente em três dimensões:

  • O lugar: o Natal já não precisa acontecer apenas dentro de casa. Viagens, encontros fora do ambiente doméstico e celebrações em contato com a natureza ganham espaço;
  • As pessoas: além da família, os amigos assumem um papel central. Em muitos casos, são eles que formam a chamada “família escolhida”, especialmente quando parentes moram longe;
  • O propósito: menos formalidade, menos excesso e mais presença. A ideia é curtir o momento, não cumprir um protocolo.

“O Natal fica mais leve. Ele deixa de ser uma obrigação cheia de regras e passa a ser um encontro que faz sentido para aquele grupo”, resume Célia.


Uma das mudanças mais visíveis está na mesa. A ceia tradicional, com muitos pratos e grandes sobras, vem sendo substituída por cardápios mais enxutos. Mas a pesquisa mostra que isso não aparece como uma decisão motivada por economia ou conscientização financeira.

“O que vimos foi um novo ritual”, explica a executiva. “As pessoas escolhem menos pratos, mas escolhem aqueles que realmente importam.”

Em vez de várias sobremesas, fica apenas uma. Em vez de uma mesa montada para durar dias, uma ceia pensada para aquele momento específico. A abundância continua existindo, mas sem o excesso que já não faz mais sentido para muitas famílias.

Para quem está começando na cozinha, essa mudança é libertadora. O Natal deixa de ser um desafio impossível e passa a ser algo realizável. Um prato bem-feito, carregado de memória, vale mais do que uma mesa cheia sem significado.

Mesmo com a simplificação, a tradição não desaparece. Ela se concentra em um ou dois pratos simbólicos, aqueles que carregam memória afetiva.

Pudim, manjar, pavê, panetone e farofa seguem como protagonistas da ceia brasileira. O pudim, em especial, continua imbatível, a ponto de virar tendência nas redes sociais, com disputas bem-humoradas entre famílias para ver quem faz o melhor.

“Esses pratos conectam as pessoas com a infância, com os avós, com momentos felizes”, explica Célia. “Mesmo quem faz um Natal menos tradicional faz questão de manter pelo menos um prato que remeta à tradição.”

Um Natal brasileiro e com sotaque regional

A pesquisa também reforça que o Natal no Brasil é profundamente regional e atravessado por diferenças sociais, sem perder a identidade comum.

Entre os destaques:

  • Farofa e frango ou chester aparecem como quase universais na Classe C, presentes em 81% das ceias.
  • O peru assado segue mais frequente na Classe A, com presença em 72% dos lares.
  • Sorvetes ganham espaço na ceia da Classe C, aparecendo em 43% dos casos, mostrando que o Natal também se adapta ao clima e ao gosto local.
  • No Nordeste, os doces ganham ainda mais protagonismo: pudim e pavê se destacam, presentes em 64% e 61% das mesas, respectivamente.

Ou seja, os pratos mudam pouco em essência, mas ganham variações que refletem o território, o clima, a renda e a história de cada região.

Dentro desse cenário, a Nestlé aparece de forma espontânea associada ao ato de cozinhar. Não como sinônimo de sofisticação, mas como a base do fazer cotidiano. “A marca é lembrada como a marca do fazer”, explica Célia. “Do cozinhar como demonstração de carinho.”

Leite condensado, creme de leite e ingredientes básicos aparecem como protagonistas das sobremesas feitas em casa, especialmente no Natal. Não é sobre oferecer algo completamente novo, mas sobre estar presente nos momentos que ativam memórias.

No fim das contas, a ressignificação do Natal não apaga a tradição. Ela a reorganiza. “O emocional continua muito forte. As pessoas querem manter aquilo que as conecta com suas raízes, mesmo celebrando de uma forma mais leve”, conclui.

Se existe uma mensagem clara nessa transformação do Natal brasileiro, é que não é preciso fazer tudo. Basta fazer o que importa. Escolher um prato especial, cozinhar com carinho, dividir tarefas, convidar amigos para a mesa. O novo Natal mostra que menos pode ser mais, desde que venha acompanhado de afeto.

E isso, no fundo, é tudo o que a cozinha sempre foi. Boas Festas a todos!

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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