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MET Gala: a expressão "circo da moda" nunca fez tanto sentido 

Tapete vermelho do baile Metropolitan Museum of Art, realizado nesta segunda (7), exige mudança no conceito de quem vê e de quem vai

Blog da DB|Do R7 e Deborah Bresser

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Rihanna levou o red carpet do Met a outro patamar
Rihanna levou o red carpet do Met a outro patamar

Tapete vermelho é como lava de vulcão, que se esparrama na entrada dos eventos e vai queimando um a um, conforme chegam e passam as celebridades. Costuma ser a hora do "vamos ver" para famosas de alto calibre, alvo eterno de perguntas maledetas como "o que você está vestindo", reduzindo a um pedaço de pano personalidades radiantes. Mas há quem saia ileso dessa patacoada, subvertendo o esperado e sapateando na cara dos caretas. 

Para quê, afinal, serve um red carpet como o do Met Gala, que tem se tornado cada vez mais parecido com uma festa à fantasia? Para isso mesmo! Desempoeirar as ideias e mostrar que o óbvio não cabe naquelas escadarias.


Ali é o palco profano das excêntricas da moda. Sem elas, ficaria tudo restrito para sempre aos babados e bordados e bem comportados vestidos de princesas. Rihanna tem feito o favor de desbancar esse mofo. 

Se existe algum espaço em que vale pirar no figurino este lugar é o red carpet do Met Gala. Quem vai e quem vê precisa mudar a expectativa com relação ao evento. Não se trata, e faz tempo, de um tapete vermelho para acomodados. Ali é onde a moda berra e se escancara como elemento de ousadia. É ridículo? Quem há de cravar um carimbo desses em roupas de grifes parrudas? O que está em jogo é o poder da imagem, muito mais do que o vai ou não virar "moda". 


Não é o feio ou bonito o critério. É o delírio de usar asas, como fez Katy Perry de Versace. É desfilar a Capela Sistina como fez Ariana Grande, com o vestido de Vera Wang que reproduziu a pintura 'Juízo Final', de Michelangelo. Encarnar a Joana D'Arc como provocou Zendaya. Ou, claro, chegar logo catequizando o mundo com vestes papais, como fez Rihanna em um John Galliano da Maison Margiela. 

Para os que vivem apegados a um tempo em que a moda era classuda e chique, oh, céus, onde foi parar a elegância, um lembrete: o tempo é hoje. A vida é já. E a moda, que já foi uma senhora visionária, agora depende desses momentos para deixar a UTI e respirar sem a ajuda de aparelhos. 

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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