Pontos, milhas ou cashback? Descubra qual combina mais com você
Entenda a diferença entre pontos, milhas e cashback, como esses benefícios funcionam e descubra qual opção pode fazer mais sentido para você
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Você certamente utiliza seu cartão de crédito nas compras do dia a dia. Provavelmente também já ouviu falar em acúmulo de pontos, milhas ou ganho de cashback.
Talvez o que você ainda não tenha percebido é o quanto entender um pouco mais sobre pontos, milhas e cashback pode abrir portas para uma série de benefícios e economia de verdade.
Para isso, no entanto, você precisa compreender a diferença entre pontos, milhas e cashback, entender por que eles existem e como cada peça funciona.
E não é preciso gastar mais para aproveitar esses benefícios: a ideia é fazer com que despesas que você já teria passem a gerar algum tipo de recompensa.
Todos querem fidelizar você para que você volte
Você já deve ter recebido um cartão de fidelidade em algum estabelecimento comercial, como uma loja de roupas, salão de beleza ou barbearia. São benefícios como: a cada dez compras, você ganha uma peça ou serviço gratuito. A lógica por trás disso não é diferente da que move bancos, companhias aéreas e redes de hotéis.
Só que, nesses casos, a escala é bem maior. Em vez de um carimbo no cartão, você acumula pontos ou milhas, que depois podem ser utilizados em passagens, diárias de hotel, produtos ou outros benefícios, dependendo do programa.
O ganho está em ambos os lados: empresas e clientes. Manter um cliente que já compra é mais barato do que conquistar um novo. Além disso, o programa de fidelidade oferece informações valiosas, como seu perfil e hábitos de compra, viagens, gastos mensais, entre outras coisas.
Foi na década de 1980 que esse modelo começou a ganhar força no setor aéreo, principalmente com a American Airlines, companhia aérea norte-americana que esteve entre as precursoras desse mercado. A ideia deu tão certo que hoje praticamente toda companhia aérea, banco e rede de hotéis tem a sua própria versão dela.
No Brasil, os nomes mais conhecidos desse universo entre companhias aéreas são Smiles, LATAM Pass e Azul Fidelidade. Cada um funciona como uma espécie de conta paralela, em que voos, transferências de pontos, compras e outras atividades elegíveis podem gerar recompensas e até ajudar o cliente a conquistar status dentro do programa.
Pontos, milhas e cashback: no fim, é tudo a mesma coisa?
Não é bem assim. Os três termos aparecem juntos com tanta frequência que é comum misturá-los. Porém, cada um segue uma lógica própria, e vou tentar destrinchar a diferença entre pontos, milhas e cashback de forma simples.
Pontos: a peça mais flexível do jogo
Os pontos costumam vir de programas bancários, como Livelo e Esfera, ou de cartões que já nascem vinculados a um programa de fidelidade. Você os acumula ao usar o cartão no supermercado, na farmácia, no posto ou em outras compras do dia a dia.
Mas atenção: nem todo cartão de crédito acumula pontos. Por isso, vale consultar as regras do seu cartão e descobrir se existe um programa de recompensas associado a ele, qual é a taxa de acúmulo e se os pontos possuem prazo de validade.
A vantagem está na flexibilidade. Dependendo do programa, dá para trocar pontos por produtos, vale-compras ou transferi-los para o programa de milhas de uma companhia aérea, especialmente em períodos bonificados, ou seja, quando a transferência gera milhas extras.
É justamente aqui que muita gente se confunde sobre como funcionam pontos e milhas. De forma simplificada, o caminho pode ser: você faz uma compra no cartão, acumula pontos no programa associado e, posteriormente, transfere esses pontos para um programa de fidelidade de companhia aérea, onde eles se transformam em milhas.
Foi essa flexibilidade que fez de Livelo e Esfera dois dos programas mais difundidos do país. Eles são programas de fidelidade flexíveis, reunindo uma grande rede de parceiros, incluindo companhias aéreas, e permitindo transitar entre diferentes formas de resgate.
Milhas: a moeda que compra passagens
Milhas estão mais diretamente ligadas aos programas de fidelidade das companhias aéreas e seu uso mais conhecido — e frequentemente mais vantajoso — é a emissão de passagens.
Você pode acumulá-las voando, transferindo pontos de programas bancários para o programa da companhia ou, em algumas ocasiões, comprando-as diretamente em promoção.
Aqui, vale um detalhe que costuma surpreender quem está começando: o valor de uma milha não é fixo. Assim como acontece com diversos produtos e serviços, o custo de uma passagem em milhas pode variar de acordo com fatores como destino, data e demanda.
Portanto, o mesmo trecho pode custar bem menos milhas em um período de baixa procura do que em alta temporada, o que torna o planejamento tão importante quanto o próprio acúmulo.
Outro ponto importante para quem está começando a acumular milhas é acompanhar sua validade. Pontos e milhas podem expirar, e as regras variam de acordo com cada programa.
Cashback: seu dinheiro de volta
Cashback segue outra lógica. Em vez de virar pontos ou milhas, uma porcentagem do que você gastou volta em dinheiro, crédito na fatura ou outra modalidade prevista pelo cartão ou programa.
Não existe tabela de conversão entre pontos e milhas para acompanhar. É por isso que o cashback costuma atrair quem prefere simplicidade a estratégia. Você sabe quanto gastou e sabe qual percentual receberá de volta. Pode funcionar como um “desconto” adicional na sua compra.
Afinal, pontos, milhas ou cashback: qual vale mais a pena?
A resposta muda de pessoa para pessoa. Quem viaja com frequência e tem paciência para acompanhar promoções tende a tirar mais proveito das milhas, já que elas podem proporcionar um retorno maior quando utilizadas de forma estratégica.
Já quem busca praticidade, sem precisar entender muito sobre o mercado de passagens aéreas e resgates, geralmente se dá melhor com cashback.
Pontos ficam no meio do caminho: mantêm a porta aberta entre as duas opções, sem exigir uma escolha definitiva logo de início. É, portanto, uma alternativa bastante flexível.
Então, se você está se perguntando como começar a juntar pontos e milhas, não precisa mudar seus hábitos de consumo nem sair gastando mais. Comece entendendo quais benefícios seu cartão já oferece, em qual programa você acumula e quais são as regras para utilizar esses pontos.
De qualquer forma, o primeiro passo não é escolher o programa “perfeito”. É entender que parte das compras que você já faria de qualquer jeito pode passar a trabalhar um pouco a seu favor.
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