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Produtor italiano prova que uvas têm ouvidos e colhe vinhos ao som de Mozart

A vinícola toscana “enlouqueceu” a crítica especializada com suas ideias

Contra Rótulo|Dado LancellottiOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A vinícola Il Paradiso di Frassina, na Toscana, utiliza música de Mozart para cultivar uvas Sangiovese.
  • O produtor Carlo Cignozzi acredita que as ondas sonoras melhoram a fotossíntese e a resistência das plantas.
  • Pesquisas confirmaram que a música realmente altera o metabolismo das videiras, resultando em uvas que amadurecem mais rapidamente.
  • Os vinhos da vinícola receberam altas pontuações de críticos, destacando a harmonia entre ciência e arte na produção de vinho.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Se você entrar em um vinhedo comum na Toscana, ouvirá o som do vento, das cigarras e, ocasionalmente, o ronco de um trator. Mas no coração de Montalcino, na Itália, um dos territórios mais sagrados do vinho mundial, o silêncio foi banido. Ali, entre as colinas de Siena, as uvas Sangiovese não apenas crescem sob o sol, elas são educadas por sinfonias.

Bem-vindos ao Il Paradiso di Frassina, a vinícola que decidiu tratar o vinho como uma obra de arte auditiva.


O herói: o advogado que virou maestro

O protagonista desta história é Carlo Cignozzi, um ex-advogado milanês que, no início dos anos 2000, decidiu abandonar os tribunais pelo campo.

Mas Cignozzi não era um agricultor comum. Apaixonado por música clássica, ele tinha uma obsessão: a fonobiologia, o estudo dos aspectos biológicos, fisiológicos e anatômicos que se submetem à produção e recepção de sons, comunicação humana e deglutição. Ele acreditava piamente que as plantas, seres vivos e vibrantes, reagiam às ondas sonoras.


Em 2006, o que parecia uma excentricidade de um homem rico virou um projeto sério. Ele instalou 56 alto-falantes da marca Bose entre as fileiras de suas parreiras.

A trilha sonora? Exclusivamente Wolfgang Amadeus Mozart. Segundo Carlo, a música barroca de Mozart possui frequências matemáticas que estimulam a abertura dos estômatos das folhas, melhorando a fotossíntese e a resistência a fungos. Uau!!!


Antes e depois: o milagre sonoro

Antes da implementação do sistema de som, o Il Paradiso di Frassina era uma propriedade charmosa, mas que lutava contra as pragas comuns da região e o tempo de amadurecimento irregular das uvas.

Após o início do “concerto perpétuo” (que toca 24 horas por dia, 365 dias por ano), os resultados foram bizarros. As uvas mais próximas aos alto-falantes amadureciam até 15 dias antes das demais.


Mais do que isso: as videiras “musicais” apresentavam uma densidade foliar maior e uma resistência natural a parasitas, já que as vibrações das cordas e sopros de Mozart pareciam confundir o sistema de acasalamento de insetos invasores.

O adubo químico foi deixado de lado e o fertilizante agora era a Nona Sinfonia. Carlo foi um visionário!

O que diz a crítica (e a ciência)

Você deve estar pensando: “Isso é apenas um truque de marketing para vender vinho para turistas”. Mas é aqui que a história fica séria. Universidades renomadas, como a de Florença e a de Pisa, enviaram pesquisadores para monitorar o vinhedo. Os relatórios confirmaram que as ondas sonoras de baixa frequência realmente alteravam o metabolismo das plantas.

E os críticos? O temido James Suckling, um dos maiores nomes da crítica mundial, já conferiu 95 pontos (em 100 pontos como máxima nota) aos vinhos da casa, descrevendo o Brunello “Mozartiano” como vibrante, sedoso e com uma elegância fora do comum.

O vinho carro-chefe da vinícola, o Mozart – Brunello di Montalcino, não é apenas uma curiosidade. É um rótulo disputado em leilões e restaurantes estrelados.

Curiosidades

Por que Mozart? Cignozzi testou rock e heavy metal, mas as plantas reagiram negativamente. As frequências desordenadas estressavam as videiras. Mozart, com sua estrutura harmônica quase divina, era o único que trazia o equilíbrio perfeito.

A “playlist” das raízes: Recentemente, descobriram que as raízes das plantas crescem em direção à fonte sonora se a música for suave, como se a videira estivesse tentando “abraçar” o som.

Momento pop: Imagine se o Spotify fizesse uma parceria com produtores de vinho. Hoje, Carlo Cignozzi é visto como um “outsider da Viticultura”, alguém que pensou fora da caixa (literalmente, da caixa de som) para criar um produto que é puro sentimento.

Outras vinícolas famosas que adotaram a música como parte fundamental de seu processo

Montes (Vale de Colchagua, Chile): ao contrário de Cignozzi, que toca música no campo, tocam cantos gregorianos 24 horas para os seus vinhos ícones, como o Montes Alpha M e o Purple Angel, na cave de amadurecimento, que foi desenhada com princípios de Feng Shui, criando um ambiente quase místico onde as barricas parecem monges em oração.

Kaiken (Mendoza, Argentina): “irmã” da vinícola Montes, também aposta na tradição dos cantos gregorianos em solo argentino, na sala de barricas.

DeMorgenzon (Stellenbosch, África do Sul): são os embaixadores da música na África do Sul, tocando tanto nos vinhedos quanto na adega. O estilo que preferem é o barroco e o clássico, com muito Bach e Albinoni ecoando entre as parreiras.

Long Meadow Ranch (Napa Valley, EUA): com abordagem mais descontraída e “California Dreaming”, focam principalmente na experiência sensorial dos visitantes, preferindo tocar Jazz, Blues e Oldies (clássicos antigos).

O brinde final

No final do dia, a vinícola Il Paradiso di Frassina nos ensina que o vinho é muito mais do que fermentação alcoólica. É sensibilidade. Carlo Cignozzi provou que a ciência e a poesia podem caminhar juntas. Se você tiver a sorte de abrir uma garrafa de seu Brunello, feche os olhos e, talvez, entre um gole e outro, você consiga ouvir os violinos que ajudaram aquela uva a virar lenda.

Saúde🍷.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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