Uniformes da seleção para a Copa do Mundo enfrentam críticas na internet: ‘Roupa de hospital’
Modelagens largas em tom azulado idealizadas por Ricardo Almeida foram comparadas a roupas profissionais e pijamas

A seleção brasileira embarcou nesta segunda-feira (1º) para os Estados Unidos, onde disputará a Copa do Mundo de 2026. Na ocasião, a comitiva exibiu pela primeira vez os uniformes desenvolvidos pelo estilista Ricardo Almeida para esta edição do campeonato mundial, depois que ele assinou os trajes da equipe em 2018 e 2022.
Para o novo trabalho, o designer paulista optou por diferenciar as roupas da comissão técnica e dos atletas. Enquanto os treinadores vestem um conjunto clássico de blazer, calça social, camisa branca e gravata, os jogadores usam uma modelagem mais contemporânea.
No lugar do paletó, uma camiseta de fio pima acompanhada de um caban, terceira peça sem estruturas internas ou ombreiras, com um aspecto mais descontraído. O look despojado foi desenvolvido com lã fria italiana, em azul petróleo suave. Tudo confeccionado sob medida.
“A intenção foi criar peças que mantivessem a elegância e a identidade da alfaiataria, ao mesmo tempo em que incorporamos proporções e desconstruímos a técnica formal. Tudo isso, traduzindo uma linguagem contemporânea, conectada ao perfil dos jogadores, que acompanham tendências, consomem moda e utilizam o vestir como forma de expressão pessoal”, conta Ricardo Almeida.


A silhueta folgada combinada à coloração, no entanto, não foi bem recebida pelo público, que comparou o traje a roupas hospitalares e pijamas. Nas redes sociais, muitos apontaram semelhanças com uniformes de profissionais da saúde, mecânicos, cobradores, presidiários e até do personagem Julius, da série “Todo Mundo Odeia o Chris”.
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