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EUA prometem reduzir filas nos embarques com projeto de inspeção fora dos aeroportos

Novo sistema permitirá que passageiros realizem inspeção da TSA antes de chegar ao terminal aéreo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA iniciarão um projeto piloto em 2026 permitindo inspeção de segurança fora dos aeroportos, começando no Aeroporto Internacional Logan, em Boston.
  • O programa "Straight to Gate" visa reduzir filas e congestionamentos, permitindo que passageiros façam check-in e inspeção de segurança em um terminal remoto.
  • O transporte até o aeroporto custará US$ 9 por trecho, com estacionamento no terminal remoto a US$ 7 por dia.
  • Especialistas veem o modelo como o futuro da aviação comercial nos EUA, mas alertam para desafios logísticos e adaptação dos passageiros.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

EUA iniciam projeto inédito de inspeção de segurança fora dos aeroportos e prometem reduzir filas nos embarques. Imagem gerada por IA/Gemini Nano Banana

Os Estados Unidos estão prestes a iniciar um projeto considerado revolucionário para a aviação comercial. A partir de 1º de junho de 2026, passageiros poderão realizar toda a inspeção de segurança da TSA (Administração de Segurança nos Transportes) fora do aeroporto e seguir praticamente direto ao portão de embarque.

O projeto piloto começará no Aeroporto Internacional Logan, em Boston, um dos mais movimentados da região nordeste dos Estados Unidos, e inicialmente atenderá passageiros das companhias Delta Air Lines e JetBlue Airways.


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A iniciativa faz parte do programa “Straight to Gate” (Direto ao Portão), criado para reduzir filas, diminuir congestionamentos nos terminais e acelerar o fluxo de passageiros em aeroportos americanos, especialmente diante do crescimento recorde no número de viajantes nos últimos anos.

Como vai funcionar o novo sistema

O novo modelo permitirá que passageiros realizem check-in, despacho de bagagens, inspeção de segurança da TSA e verificação documental em um terminal remoto localizado em Framingham, no estado de Massachusetts, a cerca de 40 quilômetros do aeroporto de Boston.


Após passarem pela checagem, os passageiros embarcarão em ônibus especiais autorizados e seguirão diretamente para áreas restritas do aeroporto, sem necessidade de enfrentar novamente detectores de metais, scanners corporais ou filas tradicionais dentro do terminal.

Segundo autoridades americanas, o objetivo é aliviar o chamado “gargalo estrutural” dos aeroportos dos Estados Unidos, muitos deles construídos há décadas e que atualmente enfrentam limitações físicas para expansão.


Custos e operação do projeto

De acordo com informações divulgadas pela Massport (Massachusetts Port Authority — Autoridade Portuária de Massachusetts), o transporte custará US$ 9 por trecho, valor equivalente a aproximadamente R$ 50 na cotação atual.

Já o estacionamento no terminal remoto custará cerca de US$ 7 por dia, aproximadamente R$ 39.


O trajeto entre Framingham e o Aeroporto Logan deve durar entre 45 e 80 minutos, dependendo das condições de trânsito.

Crescimento do fluxo aéreo preocupa autoridades

O projeto surge em um momento de forte pressão sobre os aeroportos americanos.

Segundo dados da TSA, o ano de 2025 registrou recordes históricos de movimentação aérea, com vários dias ultrapassando a marca de 3 milhões de passageiros processados em apenas 24 horas nos controles de segurança.

Com isso, filas longas, atrasos e congestionamentos passaram a se tornar rotina em grandes aeroportos como Nova York, Miami, Atlanta, Chicago e Los Angeles.

Especialistas avaliam que o novo modelo pode representar o futuro da aviação comercial nos Estados Unidos, principalmente em cidades onde a expansão física dos aeroportos já enfrenta limitações estruturais.

Projeto pode chegar a outros aeroportos

O programa piloto começará em Boston, mas autoridades americanas já confirmaram que outros aeroportos receberam autorização para testar o modelo futuramente.

A operação será administrada pela empresa Landline, especializada em integração entre transporte terrestre e setor aéreo.

Segundo David Sunde, CEO da companhia, muitos aeroportos americanos já não possuem espaço físico suficiente para expansão tradicional, tornando a descentralização dos processos aeroportuários uma tendência cada vez mais necessária.

O que isso muda para brasileiros

Para brasileiros que viajam aos Estados Unidos, especialmente pensando em grandes eventos internacionais como a Copa do Mundo de 2026, o novo sistema pode representar menos tempo em filas, maior previsibilidade no embarque e redução do estresse aeroportuário durante períodos de alta demanda.

Ainda assim, especialistas alertam que o projeto permanece em fase inicial e poderá enfrentar desafios logísticos relacionados ao trânsito, sincronização operacional dos ônibus e adaptação dos passageiros ao novo modelo.

Além disso, o sistema não substitui exigências migratórias, entrevistas consulares ou autorizações de entrada nos Estados Unidos.

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Por Carlos Silva – Jornalista 0099348/SP e influencer digital

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