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Reino Unido começa a liberar entrada por reconhecimento facial nos aeroportos; veja o que muda para brasileiros

Nova tecnologia dispensa a leitura física do passaporte nos portões eletrônicos para passageiros elegíveis; implantação começou em outubro e será ampliada até 2027

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Reino Unido liberar entrada por reconhecimento facial nos aeroportos. Foto de Aron Van de Pol na Unsplash

O Reino Unido iniciou uma nova etapa de digitalização do controle de fronteiras com a implantação de um sistema de reconhecimento facial que permite a determinados passageiros passar pelos portões eletrônicos dos aeroportos sem colocar o passaporte no leitor do equipamento. A tecnologia começou a ser implementada em 6 de outubro de 2026, segundo o Ministério do Interior britânico (Home Office) e a Força de Fronteira (Border Force).

Chamado de contactless travel, ou viagem sem contato, o sistema utiliza uma imagem capturada no momento da passagem para confirmar a identidade do viajante com base em informações verificadas de imigração, viagem e passaporte disponíveis nos sistemas oficiais. Quando as verificações são concluídas, o portão pode abrir automaticamente.

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A novidade, porém, não significa que todos os estrangeiros poderão entrar no país apenas com o reconhecimento facial. Nesta fase inicial, o recurso está disponível para cidadãos britânicos elegíveis, enquanto a ampliação para outras nacionalidades autorizadas a utilizar os portões eletrônicos está prevista para etapas posteriores.

Como funciona o reconhecimento facial nos aeroportos britânicos?

O passageiro elegível se aproxima do portão eletrônico, onde uma câmera captura sua imagem. O sistema compara essa fotografia com os dados de identidade, viagem e passaporte disponíveis nos registros oficiais. Se as verificações forem concluídas com sucesso, o portão é liberado sem que o viajante precise posicionar fisicamente o documento no leitor.

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O procedimento não elimina os controles migratórios e de segurança. Caso a tecnologia não consiga confirmar a identidade ou sejam necessárias verificações adicionais, o passageiro poderá ser orientado a utilizar o leitor tradicional do passaporte ou encaminhado a um agente da Border Force.

O objetivo é tornar a passagem pelo controle de fronteira mais ágil para quem atende aos critérios de utilização, mantendo as verificações previstas pelas autoridades britânicas.

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Brasileiros poderão entrar apenas com reconhecimento facial?

Por enquanto, não com base apenas na nacionalidade brasileira. A implantação inicial contempla cidadãos britânicos elegíveis que entram no país com passaporte britânico. O governo pretende ampliar o uso da tecnologia para outras nacionalidades que já podem utilizar os portões eletrônicos, mas isso não representa uma autorização automática para brasileiros.

O acesso aos e-gates depende das regras de elegibilidade aplicáveis ao passageiro. Ter uma autorização eletrônica de viagem aprovada, por exemplo, não significa que a pessoa poderá usar automaticamente os novos portões sem apresentar o passaporte ao equipamento.

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Por isso, brasileiros que planejam visitar o Reino Unido devem continuar seguindo as instruções oficiais sobre documentos, autorização de viagem e controle migratório, sem contar com o reconhecimento facial como substituto dessas exigências.

Quais aeroportos receberão a tecnologia?

A implantação começou no Aeroporto de East Midlands, onde um número limitado de portões eletrônicos passou a utilizar o sistema. A expansão será gradual e contempla os seguintes aeroportos:

  • Birmingham
  • Bristol
  • Cardiff
  • East Midlands
  • Edimburgo
  • Gatwick
  • Glasgow
  • Heathrow
  • London City
  • Luton
  • Manchester
  • Newcastle
  • Stansted

Segundo o governo britânico, a expectativa é que os portões eletrônicos dos aeroportos do país sejam adaptados até o início de 2027. A instalação da tecnologia, contudo, não significa que todos os passageiros estarão autorizados a utilizá-la desde o primeiro dia. O acesso continuará sujeito aos critérios definidos pelas autoridades.

O passaporte deixará de ser obrigatório?

Não. O governo britânico confirmou que todos os passageiros devem continuar viajando com passaporte válido, mesmo quando forem elegíveis para usar o sistema sem contato.

A mudança permite dispensar a leitura física do documento no portão eletrônico, mas não elimina a obrigação de portar o passaporte nem a possibilidade de apresentá-lo às companhias aéreas ou às autoridades quando solicitado. O reconhecimento facial funciona como uma nova forma de verificação de identidade durante o controle de fronteira, e não como substituto do documento de viagem.

Brasileiros continuam precisando da autorização eletrônica ETA?

Sim. Brasileiros que viajam ao Reino Unido para turismo, visitas familiares e determinadas atividades de negócios normalmente precisam obter a ETA (Electronic Travel Authorisation, autorização eletrônica de viagem) antes de embarcar, desde que não tenham outro tipo de autorização migratória que os dispense dessa exigência.

A ETA é vinculada eletronicamente ao passaporte utilizado no pedido e permite viagens para finalidades autorizadas, geralmente por até seis meses por visita. Sua validade é de até dois anos ou até o vencimento do passaporte, prevalecendo o que ocorrer primeiro. Se o passaporte vencer ou for substituído, será necessário verificar a necessidade de solicitar uma nova autorização.

A ETA não é um visto tradicional, mas também não garante a entrada no Reino Unido. A decisão final permanece sujeita às regras de imigração e ao controle de fronteira. Quem já possui determinados vistos ou autorização para viver, trabalhar ou estudar no país pode estar dispensado da ETA, conforme as condições aplicáveis.

A solicitação deve ser feita pelo canal oficial do governo britânico: https://www.gov.uk/eta.

Reconhecimento facial e ETA são a mesma coisa?

Não. Os dois mecanismos têm funções diferentes. A ETA é uma autorização prévia de viagem exigida de determinadas nacionalidades, incluindo brasileiros que viajam sem visto para visitas de curta duração. Já o reconhecimento facial é uma tecnologia utilizada para verificar a identidade de passageiros elegíveis durante a passagem pelo controle de fronteira.

Assim, ter uma ETA aprovada não garante acesso aos novos portões sem contato. O passageiro precisa atender separadamente às regras de entrada no país e aos critérios de utilização dos e-gates.

O que acontece se o sistema não reconhecer o passageiro?

A tecnologia não elimina a possibilidade de atendimento convencional. Se a imagem não permitir confirmar a identidade ou se forem necessárias verificações adicionais, o passageiro poderá receber orientação para posicionar o passaporte no leitor tradicional ou ser encaminhado a um agente da Border Force.

Esses procedimentos fazem parte do controle migratório. A finalidade da inovação é agilizar a passagem de passageiros elegíveis, sem retirar das autoridades a capacidade de realizar verificações adicionais.

O que muda para brasileiros que viajam em 2026 e 2027?

Para a maioria dos brasileiros que visitam o Reino Unido, as exigências de entrada permanecem inalteradas com a implantação do reconhecimento facial. É necessário verificar a validade do passaporte, a necessidade de ETA ou visto e as condições aplicáveis à finalidade da viagem.

A novidade representa um avanço tecnológico no funcionamento dos aeroportos britânicos, mas não deve ser interpretada como flexibilização automática das regras de imigração. A ampliação para outras nacionalidades dependerá de decisões e orientações oficiais.

Para Carlos Silva, jornalista e CEO da Digital Vistos, a modernização dos controles de fronteira pode facilitar a experiência de passageiros elegíveis, mas é importante distinguir conveniência tecnológica de autorização migratória. A possibilidade de passar pelo portão sem apresentar fisicamente o passaporte ao leitor não significa que o documento deixou de ser obrigatório nem que as condições de entrada foram eliminadas.

Brasileiros que pretendem viajar ao Reino Unido devem acompanhar as atualizações oficiais antes do embarque e confirmar que possuem toda a documentação necessária. A tecnologia pode tornar a passagem pelo aeroporto mais rápida para alguns viajantes, mas não substitui o passaporte, a ETA ou o visto exigido para cada situação.

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