Desemprego cai para 5,8% e registra menor taxa para um mês de abril em 14 anos
Taxa de desemprego cai para 5,8% e atinge menor nível em abril desde 2012
Vanity Brasil|Do R7

A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no trimestre encerrado em abril, conforme dados divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta marca representa uma redução de 0,3 ponto percentual em comparação com os 6,1% registrados em março, estabelecendo o menor índice para o mês de abril em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
Os resultados, provenientes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, superaram as expectativas do mercado financeiro, que projetavam uma taxa de 6% para o período. A relevância desse desempenho é sublinhada pela comparação com anos anteriores, como abril de 2025, quando a desocupação estava em 6,6%, indicando uma trajetória de melhoria no cenário laboral nacional.
O contingente de pessoas em busca de trabalho no trimestre móvel entre fevereiro e abril de 2026 foi de aproximadamente 6,3 milhões. Contudo, ao comparar com o trimestre finalizado em janeiro, que registrava uma taxa de desemprego de 5,4%, houve um incremento de 471 mil pessoas no grupo dos desocupados. Em contrapartida, a população ocupada somou 102,3 milhões, representando um nível de 58,4% da população em idade de trabalhar, embora tenha apresentado uma leve queda em relação aos 58,7% do trimestre encerrado em janeiro.
Além dos indicadores de ocupação e desocupação, os dados do IBGE revelaram a manutenção da renda média real em patamar recorde. O valor chegou a R$ 3.732, cifra que, apesar de ser ligeiramente inferior aos R$ 3.750 do trimestre findo em março, representa uma estabilidade em comparação com os R$ 3.732 registrados em janeiro. No que tange à informalidade, houve uma redução de 37,5% (equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais) para 37,2% (totalizando 38,1 milhões) em comparação com os três meses até janeiro, um sinal positivo para a formalização do mercado de trabalho. Similarmente, a população subocupada por insuficiência de horas, que compreende aqueles que trabalham menos de 40 horas semanais e desejam ampliar a carga horária, registrou uma queda de 5,5% em relação a janeiro e um recuo de 7,3% na comparação anual.
Os números apresentados pelo IBGE sinalizam um panorama de recuperação e estabilização do mercado de trabalho brasileiro, com a menor taxa de desemprego para o mês de abril em uma década e meia. A consolidação da renda média em níveis elevados, aliada à queda nas taxas de informalidade e subocupação, reforça a percepção de um ambiente econômico em evolução, apesar dos desafios pontuais observados em algumas comparações trimestrais.













