Júri descarta feminicídio e condena homem a 11 anos por matar esposa
Júri rejeita a qualificadora de feminicídio e aplica homicídio simples privilegiado, resultando em
Vanity Brasil|Do R7
Um homem de 48 anos foi condenado a 11 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Ponta Grossa (PR) por matar a esposa, Eli Maria Soares dos Santos Madureira, a facadas. O crime ocorreu na madrugada de 22 de setembro de 2024, na residência da família, no bairro Boa Vista, e foi presenciado pelos dois filhos adolescentes, de 12 e 14 anos na época.
Durante uma discussão, o réu teria pegado uma faca e atingido o tórax da vítima. Os filhos correram para a casa de vizinhos e pediram socorro; os moradores acionaram o filho mais velho de Eli. Pessoas que estavam nas proximidades contiveram o agressor, que foi encontrado desacordado em via pública pela Guarda Municipal e encaminhado para atendimento médico.
No julgamento, realizado nesta quinta‑feira (8), os jurados rejeitaram a acusação de feminicídio e aceitaram os argumentos da defesa, que sustentaram a prática do homicídio sob violenta emoção provocada. Por isso, a pena foi reduzida ao homicídio simples privilegiado, fixada em 11 anos de reclusão.
A defesa considerou o veredicto justo e estima que o condenado possa deixar a prisão nos próximos 30 dias, levando em conta o período de prisão preventiva já cumprido e os abatimentos previstos na lei. O réu, que permanecia detido desde o dia do crime, declarou em depoimento posterior não se lembrar dos fatos.















