Vidigal e Rocinha estão entre os 20 pontos mais visitados por turistas no Rio
Levantamento da prefeitura aponta aumento de visitantes em comunidades cariocas no primeiro semestre
Vanity Brasil|Do R7

As favelas do Vidigal e da Rocinha estão entre os 20 pontos mais visitados por turistas na cidade do Rio de Janeiro, segundo dados do Observatório de Turismo Carioca referentes ao primeiro semestre deste ano. O Vidigal registrou 193.247 visitas turísticas no período, enquanto a Rocinha contabilizou 186.995.
Com esses números, ambas as comunidades ficaram à frente de pontos turísticos tradicionais, como a Escadaria Selarón, que teve 148.287 visitas, e a Feira de São Cristóvão, com 71.752. No ranking geral mantido pelo órgão municipal, que reúne visitantes nacionais e internacionais, o Vidigal ocupa a 14ª colocação e a Rocinha surge em 16º lugar.
O levantamento da prefeitura também passou a acompanhar este ano o Morro da Providência, com 66.876 visitas, e o Santa Marta, com 32.627. A inclusão da Providência está associada ao projeto Inovatur, da Secretaria Municipal de Turismo, que trabalha a comunidade como destino de visitação.
Segundo a secretária municipal de Turismo, Daniela Maia, “o turismo, em especial na Rocinha, vive um momento de expansão acelerada de uns anos para cá, e um dos fatores são os moradores transformando suas lajes e vielas em palco de experiências autênticas que movimentam a economia local”.
Metodologia de contagem
Para contabilizar os dados sem o uso de catracas ou formulários, a prefeitura utiliza dados de telefonia celular fornecidos pela operadora Claro e processados pela empresa Kido Dynamics. A equipe do Observatório mapeia as áreas de interesse na cidade por meio de recortes geográficos chamados polígonos, cobrindo as antenas de telefonia da região.
Conforme explicou o gerente da plataforma Observatório de Turismo, Renato Oliveira, “em cima do mapa da cidade e da posição dessas antenas de telefonia celular, eu vou criar recortes nas áreas que são minhas áreas de interesse”. Ele acrescentou que, “dentro daquele recorte geográfico, é possível identificar quem está ali naquele espaço”.
Para determinar o local de residência e descartar moradores e trabalhadores, a análise observa a permanência do aparelho ao longo do mês fora do horário comercial. Aparelhos em roaming internacional ou de turistas de outros estados com chips novos também são identificados.
Critérios para caracterizar visita
Uma visita só é contabilizada se o usuário permanecer pelo menos 30 minutos no perímetro e não residir, trabalhar ou estudar no local. O critério considera o número total de visitas e não a quantidade de indivíduos únicos.
“Se ele foi duas vezes dentro da Rocinha, três, quatro vezes, ele vai ser contado quatro, cinco vezes. Porque a gente está contando as visitas e não a pessoa”, ressaltou Renato Oliveira.
A expansão do monitoramento para outras comunidades enfrenta limitações técnicas. Em áreas com pouca densidade de antenas ou proximidade com praias e pontos turísticos vizinhos, como Copacabana e Leme, a precisão do sinal fica comprometida.














