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Biógrafo inglês de García Márquez diz: "Ele fez com que o comum parecesse mágico"

Escritor colombiano morreu aos 87 anos nesta quinta-feira (17), em sua casa, no México

Entretenimento|Do R7

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Biógrafo relembra momentos pessoais ao lado de Gabo
Biógrafo relembra momentos pessoais ao lado de Gabo

Gerald Martin, o biógrafo britânico de Gabriel García Márquez, disse nesta sexta-feira (18) à Agência Efe que o colombiano "foi e é o escritor mais famoso do mundo" e lembrou a habilidade do "extraordinário" romancista para conseguir "que o comum parecesse mágico".

Em entrevista à Efe, o catedrático inglês se declarou "muito, muito triste" após saber da morte, ontem, aos 87 anos, do prêmio Nobel de literatura colombiana de 1982 em seu domicílio da capital mexicana, e admitiu que ainda se sente "incapaz de pensar com clareza".


— Me vem todo tipo de lembrança à mente. Era tão extraordinário, tão global, tão polifacético e, a sua maneira, intenso, embora ao mesmo tempo fosse uma pessoa muito tranquila.

O professor especializado em literatura sul-americana, que em 2009 publicou na Espanha a primeira grande biografia autorizada pelo escritor, intitulada Gabriel García Márquez, Uma Vida, lembrou como o colombiano era o tipo de pessoa "que sempre fazia você sentir que vale a pena viver e sempre fazia você sorrir".


— Nesse sentido, a verdade é que me lembra um pouco Charlie Chaplin, meu compatriota, como um dos paralelismos mais próximos, pois era uma pessoa tão humana para quem os risos e as lágrimas nunca estavam longe demais as umas das outras.

Por outro lado, a morte do autor dos aclamados Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos do Cólera fez seu biógrafo sentir "uma espécie de validação ou de justificativa".


— As pessoas sempre me olharam um pouco como se eu exagerasse quando falava dele, pelo fato de que nos últimos anos [García Márquez] tenha sido "meu homem".

Por isso, Martin considerou que "esta manhã ficou provado que foi, e é, o escritor mais famoso do mundo. Que ultrapassa todas as fronteiras, todas as culturas e nacionalidades". E, de alguma forma, toda a atenção centrada agora na vida e na obra do escritor colombiano faz com que seu biógrafo se sinta "orgulhoso e exultante".


O catedrático inglês, que viu García Márquez pela última vez há três anos em Havana (Cuba), antecipou que a morte do autor latino-americano fará, ironicamente, "com que volte". No pessoal, Martin, que manteve "grandes conversas" com o romancista, ressaltou as qualidades que faziam com que Gabo fosse um ser especial.

— Era muito caloroso e sempre digo que, por um lado, você nunca podia esquecer que estavas com alguém extraordinário, com um gênio. Era muito rápido, muito inteligente e parecia saber sempre que é o que você estava pensando. Era simplesmente a pessoa mais sociável, normal e direta que você poderia encontrar. E fazia com que o comum parecesse, de alguma maneira, mágico.

Segundo o professor inglês, embora agora "todo o mundo use a palavra mágico quando fala dele", o certo é que García Márquez "tinha uma habilidade mágica para fazer com que você se desse conta de que valia a pena estar no mundo e que cada momento era especial".

Destacou, além disso, seu "rapidíssimo senso do humor" e o fato de que "podia fazer uma piada sobre qualquer coisa, o que lhe caía muito bem para se proteger dos jornalistas, pois sempre tinha um comentário inteligente na ponta da língua".

— Foi um prazer e um privilégio estar em sua companhia desde a primeira vez que lhe conheci até a última.

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