7 meses após crianças sumirem, mãe fala o que foi descoberto
A mãe das crianças que desapareceram em Bacabal, Clarice Cardoso, falou sobre o que já foi descoberto.
Bebê Mamãe|Do R7

A mãe das duas crianças que sumiram em Bacabal no Maranhão, Clarice Cardoso, falou sobre se houveram descobertas no caso. Já se passaram mais de sete meses desde o sumiço dos filhos de Clarice, o menino Alan Michael, quatro anos, e a menina Ágatha Isabelle, seis anos.
As crianças desapareceram juntamente com seu primo, Anderson Kauã de oito anos, enquanto brincavam na área externa de sua comunidade em Bacabal. A procura pelos três pequenos gerou uma grande mobilização em todo o país.
Participaram das buscas pelas crianças mais de mil pessoas, entre membros das forças de segurança e voluntários. O primo de Ágatha e Allan, o menino Anderson Kauã, foi encontrado após três dias. Ele foi achado na floresta. O menino ficou alguns dias no hospital, mas felizmente se recuperou plenamente.
Apesar do sucesso ao conseguirem localizar Anderson Kauã, nenhum vestígio de Ágatha Isabelly e Allan Michael foi encontrado. Nenhuma peça de roupa, nem nada físico. Clarice contou que chegou a conversar com Anderson Kauã algumas vezes. “Depois que ele apareceu eu conversei com ele, tudo que ele me falou foi passado para a polícia. Eu acho que quem fala melhor sobre isso são os pais dele porque ele tem problema de autismo e tem uma equipe que acompanha ele. Os pais e a equipe têm mais informações do que eu”, disse ela.
Clarice já havia explicado que para ela o menino Anderson Kauã revelou que viu um homem levar os pequenos Ágatha Isabelly e Allan Michael.
Mãe das crianças conta se houve alguma descoberta
Em suas redes sociais, Clarice Cardoso afirmou que não foi informada pelos investigadores sobre nenhuma descoberta em relação ao paradeiro de seus filhos. “Aquela movimentação de pessoas foi só naqueles tempos, depois foi diminuindo, diminuindo, até que parou! Até hoje depois que eles pararam eles não foram mais atrás. Eles não mandam mais mensagem para mim quem manda mensagem para eles são eu. Não estou sendo informada, eles não me informam. Se eu não mandar mensagem para eles, eles não me mandam e quando eu mando não tem respostas!”, disse ela.
Clarice também reclamou do fato de não ter respostas dos investigadores. “O mais angustiante é quando eu mando mensagem e não tem respostas. Ele sempre fala que está investigando e não tem o resultado, tá com sete meses! É impossível, tinham que ter uma resposta para me passar e não tem!”.
A mãe das crianças ainda afirmou que não recebeu nenhuma ligação ou informação, mesmo que anônima, sobre o paradeiro de seus filhos: “Não recebi nenhuma ligação desde quando meus filhos desapareceram dia 4 de janeiro. Já completou 7 meses e eu não tenho informação nenhuma do paradeiro dos meus filhos e do que pode ter levado ao desaparecimento”.
Clarice ressaltou que não consegue passar novas informações do caso do seu filho. “Eu não tenho nada para passar porque eu não sei! Eu sei que vai ter uma nova investigação e minha advogada está vendo isso”.
Mãe das crianças revela que já foi investigada
A mãe das crianças ainda falou sobre ela mesma ter sido investigada neste caso. “Eu não tive acesso a nada que foi investigado, eu queria saber o que está acontecendo nessa investigação durante esses sete meses! As pessoas elas preferem julgar, eu sempre tive lá, disponível para as investigações. Eu também fui investigada, meu celular ficou 10 dias com eles”, contou Clarice.
E afirmou: “E quando eu fui pegar meu celular eu vi comentários falando que eu tinha feito alguma coisa com meus filhos. O que eu mais via era isso. A delegada me falou que eles foram muito atrás do que falavam na internet e isso atrapalhou muito as investigações. As palavras que as pessoas falam machucam bastante, eu já tive que pedir para pararem de me atacar”.

















