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Advogada do caso de crianças de Bacabal choca com revelação

A advogada da mãe das crianças desaparecidas de Bacabal revelou erros nas buscas e impressionou.

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Advogada da mãe das crianças que sumiram se pronunciou Reprodução: Instagram / @claricecardoso1004

A advogada da mãe das crianças que sumiram em Bacabal no Maranhão impressionou ao revelar os erros que foram feitos nas buscas. Os pequenos Ágatha Isabelly, seis anos, e Allan Michael, quatro anos, desapareceram há mais de nove meses, no dia 4 de janeiro.

Os dois irmãos sumiram juntamente com o seu primo, Anderson Kauã, então com oito anos. Anderson Kauã foi encontrado três dias após o desaparecimento, em uma região de floresta. Ele foi encontrado desnutrido e desidratado, mas felizmente se recuperou e atualmente está saudável em casa com sua família.

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Já os irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael nunca foram achados. Também nunca foi encontrado qualquer vestígio físico das duas crianças. Há dois meses, a mãe de Ágatha e Allan, Clarice Cardoso, contratou a advogada Nathaly Moraes para auxiliá-la nas buscas por seus filhos.

E agora, a advogada impressionou ao apontar falhas da investigação. Ela viajou para Brasília acompanhada de Clarice e de Marize Araújo, mãe do menino Edson Davi que também está desaparecido.

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Nathaly Moraes começou falando sobre a questão da delegada de Bacabal. “Relacionado ao caso de Clarice, primeiro grande erro: a delegada responsável pelo caso, Dra. Ariana Souza, ela não era competente. Ela foi colocada no cargo de delegada mesmo não tendo passado na prova, mesmo não tendo sido submetida a nenhuma outra etapa do concurso público, sendo nomeada por meio de uma tutelar feita em segredo de justiça. Nunca atuou, não tinha experiência nenhuma e ela que estava a frente das investigações”, contou.

Advogada diz que pistas sobre as crianças foram apagadas

A advogada Nathaly Moraes continuou e falou sobre as duas primeiras linhas de investigação da polícia. “A polícia em um primeiro momento diz o que, estamos trabalhando com duas linhas de investigação: ou as crianças se perderam na mata, então as equipes vão lá buscar elas. Só que elas não foram achadas porque não estavam no local. Então, todo o esforço que aconteceu foi para buscar em uma área que elas já não estavam mais”.

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“E ai tem a segunda linha de investigação deles: a possibilidade da mãe ter vendido as crianças! Então se eles consideraram isso, estamos falando de tráfico de pessoas. Então por que não houve naquele momento um pedido de cooperação com a Polícia Federal? Por que não houve naquele momento um pedido de alerta para a difusão amarela e a difusão azul. Os procedimentos básicos deveriam ser seguidos! O básico deixou de ser feito. A estrutura de investigação foi falha! Eles perderam tempo”.

É importante ressaltar que as investigações conseguiram provar que a mãe das crianças, Clarice Cardoso, não teve envolvimento nenhum com o desaparecimento delas. Portanto, Clarice não é mais uma suspeita.  

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A advogada também afirmou que pistas relacionadas a desaparecimento de Ágatha e Allan teriam sido apagadas. “Três crianças desapareceram e uma voltou. Por que só uma foi encontrada? E por que ela foi encontrada sem roupas? Por que as roupas dela estavam estendidas como se alguém tivesse estendido? Por que havia vestígios de que essas crianças estavam na chamada casa caída, mas essa casa caída foi queimada? Quem estava tentando acabar com essas pistas? A luta é muito grande porque estamos falando de suspeita de envolvimento de autoridades”.

Ela também afirmou que o básico não foi realizado nas buscas pelos irmãos desaparecidos. “O básico não foi feito! Não foi levantado quem entrou e quem saiu da cidade de Bacabal naquele período (do desaparecimento). Não foi levantado os telefones que poderiam estar acionados na proximidade. Não levantaram se teve registro tardio de crianças na faixa etária dos meninos. Não foi registrado se teve registro tardio de óbitos nessa faixa etária. Então me diz como é que elas seriam encontradas se não estavam sendo procuradas?”.  

A advogada afirmou que não acredita que os dois irmãos se afogaram: “E queriam que eu e a Clarice acreditássemos que as crianças se afogaram no rio. Gente, tinha sonar que não encontrou nada, tinha uma equipe de bombeiros profissionais, os bombeiros mesmos diziam: ‘essas crianças não estão aqui! Nós já procuramos em todos os lugares!’”.

A advogada da mãe das crianças que sumiram Reprodução: Instagram / @claricecardoso1004
Mães das crianças desaparecidas em busca de respostas Reprodução: Instagram / @claricecardoso1004
Crianças continuam desaparecidas nove meses depois Reprodução: Instagram / @claricecardoso1004

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