Descoberta sobre pais surge após 2 filhos partirem em 1 ano
Pais perderam dois dos seus bebês em um ano, descobertas sobre o que eles fizeram vieram à tona.
Bebê Mamãe|Do R7

Após pais de 22 anos terem levado seu bebê de 5 meses sem vida para uma Unidade de Pronto Atendimento em Criciúma (SC), uma série de descobertas surgiram e geraram uma reviravolta em toda a situação. As descobertas foram tão preocupantes que o casal está preso no momento.
O casal levou o seu bebê para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Rio Maina na última segunda-feira (31). Assim que os médicos avaliaram o bebê já constataram que ele estava sem vida. E além disso, pelo estado do corpo, a morte já tinha acontecido horas antes, pois o bebê apresentava rigidez cadavérica.
Duas horas após os pais terem dado entrada na unidade com o seu bebê já sem vida, os policiais descobriram que os genitores haviam deixado o filho de 4 anos preso dentro do carro. O pai disse aos policiais que tinha deixado o menino de 4 anos, a quem se referiu como enteado, no carro. O menino foi resgatado após ter passado duas horas dentro do veículo sem qualquer supervisão.
Enquanto os pais ainda estavam na unidade de saúde, foi pedido ao pai que esvaziasse a blusa porque ele tinha um volume suspeito. Os policiais então encontraram drogas e cerca de três mil reais em dinheiro com o homem. Diante do que foi encontrado, o homem alegou que é usuário de drogas e que aquilo que portava era para consumo próprio.
Pais tiveram outro bebê que partiu no ano passado
A polícia, por fim, fez uma última descoberta muito mais grave. O casal já havia perdido um filho de sete meses no ano passado! E a situação na qual este filho partiu é muito semelhante a morte do seu bebê da última segunda-feira (31).
Em ambos os casos os pais alegaram que os bebês haviam partido em decorrência de engasgo. Porém, também nos dois casos, os médicos constataram que a causa da morte não foi engasgo. No caso de 2025, a mãe levou o bebê a Unidade Básica de Saúde do bairro Mina do Mato, Criciúma.
A mãe chegou ao local dizendo que o bebê estava engasgado, porém, assim que iniciou o atendimento, o médico constatou que não era caso de engasgo. O bebê apresentava tônus muscular flácido, estava sem pulso e cianótico, com a coloração arroxeada, que é uma característica de falta de oxigênio. Os profissionais de saúde tentaram ressuscitar o bebê por 45 minutos, mas ele não resistiu e partiu.
A Polícia Militar também foi acionada no caso de 2025 e os pais não souberam explicar há quanto tempo a criança estava apresentando aquelas características. Além disso, os genitores deram versões diferentes sobre o que teria acontecido com o bebê. Ambos alegaram que ele engasgou, mas a mãe diz que já estava fazendo compras em um mercadinho quando o marido chegou com o filho engasgado ao local. Já o marido alega que estava com a esposa em casa quando o bebê engasgou.
Na época, o caso foi registrado como morte acidental. Em 2025, a Polícia Civil compareceu ao local com um agente da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI). Mas a Polícia Científica não fez o deslocamento alegando que se tratava de uma morte acidental e que por isso a perícia não era necessária.
Pais voltaram a dar versões diferentes sobre o que houve
Agora, na partida de seu outro filho em 2026, os pais voltaram a darem versões diferentes sobre o que havia acontecido. Para os policiais, a mãe disse que amamentou o filho às 3:40 da madrugada e que o bebê teria engasgado neste momento, tendo feito manobras de reanimação.
A mãe alegou que o bebê voltou ao normal depois das manobras e que então foi dormir no sofá e deixou o filho em outro quarto. A mãe alega que o marido lhe acordou às 9:00 da manhã dizendo que o bebê estava com vômito e sem sinais vitais.
Já o pai disse que chegou em casa por volta de 6:30 da manhã, retornando do trabalho. Ele afirmou que naquele momento o filho estava bem. O pai então afirmou que dormiu por duas horas e quando voltou a checar o filho o encontrou pálido e com vômito, sem sinais vitais. Ambos relatam que tentaram reanimar o filho antes de o levarem para a unidade de saúde.
Ocorre que a médica que atendeu o bebê afirmou que a criança não apresentava sinais de vômito! A médica ainda destacou que a criança contava com lacerações na região íntima.
Diante de toda a situação, os pais foram presos, mas não por causa das mortes de seus dois bebês, mas sim pelo abandono do filho de quatro anos no carro por duas horas. Eles deixaram o menino preso dentro do veículo enquanto levaram o bebê para a unidade de saúde nesta segunda-feira (31). O menino chegou a ficar com a avó materna, mas agora está sob os cuidados de uma família acolhedora.
Porém, a Polícia Militar considera que o fato do casal já ter perdido dois bebês de formas semelhantes evidência reincidência de negligência nos cuidados com os filhos. Já o Conselho Tutelar, que está acompanhando o caso, afirmou que a causa da morte do bebê de cinco meses, ou seja, daquele que faleceu há poucos dias, ainda não está esclarecida. As investigações do caso continuam.

















