Laudo da bebê Alice expõe causa da sua partida e impressiona
A bebê Alice Fraga Delgado de Oliveira partiu com um ano de idade e o laudo revelou o que aconteceu.
Bebê Mamãe|Do R7

O laudo cadavérico emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou qual foi a causa da partida da bebê Alice Fraga Delgado de Oliveira, de somente um ano e três meses. E maiores detalhes do caso vieram à tona e impressionaram.
A menina Alice deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento de Samambaia, Distrito Federal, no dia 25 de outubro. Ela chegou ao local desacordada em parada cardiorrespiratória e não resistiu.
O laudo concluiu que a bebê sofreu espancamentos constantes ao longo do tempo. Seu corpo estava com marcas de agressões antigas e recentes. Havia fraturas nas costelas que apresentavam sinais claros de calcificação, ou seja, que já haviam ocorrido um tempo atrás. A perícia constatou que estes ossos, inclusive, já haviam sido quebrados repetidas vezes.
No dia 25 de outubro foi a última vez que a menina foi agredida. Desta vez ela não resistiu às agressões. A menina teve um quadro grave de hemopneumotórax e a ruptura total do tecido cardíaco. Ou seja, seu coração praticamente estourou no peito devido à agressividade das agressões que foram aplicadas contra a região peitoral, que já estava fragilizada de agressões anteriores.
A certidão de óbito e a autópsia apontaram que as causas da morte foram hemorragia aguda, politraumatismo e ação contundente.
As investigações apontaram que o responsável por tirar a vida da bebê foi o seu padrasto, João Carlos Pereira da Costa, de 23 anos. Ele foi preso na última sexta-feira (06) por ser o principal suspeito de causar a morte da enteada.
A advogada do pai da menina Alice, Ariane Rodrigues Silva e Luciana Villaça Ros, emitiu uma nova sobre o caso. Ela disse: “A defesa recebe a notícia da prisão como um passo importante rumo à verdade e reconhece o empenho da Polícia Civil do Distrito Federal, em especial da equipe da 32ª DP, na condução das investigações”.
Juiz negou que a bebê se afastasse do padrasto e da mãe
Ao longo de sua curta vida, a bebê Alice passou por três internações médicas, uma delas foi por traumatismo cranioencefálico. No dia 13 de outubro, a menina deu entrada no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e foi posteriormente transferida para o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib).
Na ocasião, os médicos constataram os indícios de que ela estava sofrendo agressões no ambiente familiar e notificaram o Conselho Tutelar. O Conselho Tutelar de Samambaia, por sua vez, fez um pedido de urgência para afastar a criança do convívio com a mãe, o padrasto e a babá. Ela ficaria sob os cuidados de um abrigo do Conselho Tutelar.
Contudo, no dia 22 de outubro, o juiz Alexandre Pamplona Tembra negou este pedido do Conselho Tutelar de afastar a menina da mãe e do padrasto. A criança continuou morando com sua mãe e com seu padrasto e apenas três dias depois, no dia 25 de outubro, a pequena faleceu em decorrência das agressões do padrasto. Não foi revelado se a mãe também irá responder pelo crime. As investigações continuam.

















