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Madrasta do menino Gustavo fala pela 1ª vez após ser detida

A madrasta do menino Gustavo impressionou ao falar sobre o caso pela primeira vez.

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A madrasta do menino Gustavo impressionou ao falar Reprodução: Polícia Civil

A madrasta do menino Gustavo Veloso Feitosa se pronunciou pela primeira vez depois de ter sido detida junto com o pai dele. Kathellen Moreira da Silva, de 23 anos, e o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza foram detidos em Palmas no Tocantins por suspeita de terem tirado a vida do menino Gustavo de apenas três anos.

A prisão aconteceu na madrugada de quinta-feira (06) poucas horas depois da Polícia Civil ter pedido à Justiça a prisão preventiva do casal. Agora, foi revelado o que a madrasta do menino Gustavo falou.


Kathellen pediu por meio de seus advogados a substituição da sua prisão preventiva por medidas cautelares ou por prisão domiciliar. Ela usou como argumento o fato de que amamenta a sua bebê de apenas cinco meses. A bebê é fruto do relacionamento dela com o pai do menino Gustavo, o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza.

O advogado da madrasta, Júlio César Suarte, argumentou que a condição de mãe que amamenta não teria sido analisada pela justiça quando a prisão foi determinada. O advogado de Kathellen também alega que a maternidade dela é comprovada pela certidão de nascimento e que o fato de que ela amamenta também foi comprovado durante o período em que está detida.


O advogado de Kathellen também argumenta que o fato da mãe e do pai da bebê terem sido detidos ao mesmo tempo deixaram-na afastada dos genitores. Kathellen e Igor Gustavo seguem detidos pela partida do menino Gustavo.

Madrasta e pai dispensaram a babá no dia que Gustavo foi achado sem vida


Os investigadores já descobriram que o pai do menino Gustavo, Igor Gustavo Veloso de Sousa, e a madrasta dele, Kathellen Moreira da Silva, dispensaram a babá na segunda-feira (03) dia em que o menino foi achado sem vida. A babá não chegou a ver o menino neste dia.

Os investigadores acreditam que na segunda-feira (03) quando a babá chegou na residência o menino Gustavo já tinha falecido.


O delegado Eduardo Menezes, da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que acredita que o crime aconteceu no domingo (02). Que foi o pai quem tirou a vida do menino ao agredi-lo e que depois passou as horas de domingo até por volta de 16:30 do dia seguinte tentando construir uma versão sobre o que teria acontecido, com o objetivo de tirar sua responsabilidade.

O pai Igor Gustavo alegou para a polícia na segunda-feira (03) que o menino havia se afogado. Contudo, o laudo do Instituto Médico Legal constatou que não havia indícios de afogamento. O laudo concluiu que a criança partiu após sofrer múltiplas agressões e até abuso.

Diante das evidências, o pai e a madrasta foram detidos pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e tortura.

Madrasta estaria ciente do que aconteceu com o menino

Durante coletiva de imprensa, o delegado Eduardo Menezes afirmou que é “humanamente impossível” que a madrasta estivesse na residência e não tivesse ouvido ou testemunhado as agressões contra o garoto Gustavo.

O delegado afirmou: “Esse menino sofreu e muito provavelmente, na verdade, certamente, gritou bastante. Fica muito difícil conceber que essa mulher, que estava ali ao lado, no cômodo ao lado, não tenha ouvido tudo, não tenha acompanhado essas agressões. No momento em que ela não toma nenhuma providência para evitar esse resultado, ela vai também responder na omissão por esses crimes”.

No seu depoimento para a Polícia Civil, Kathellen relatou que era responsável pelos cuidados diários do menino Gustavo durante as visitas dele. Cuidados estes como dar banho, alimentar e determinar horários de dormir. De acordo com a investigação, essas tarefas põem Kathellen na condição de responsável legal por proteger a integridade da criança.

A madrasta do menino Gustavo junto com o pai dele Reprodução: Polícia Civil
A madrasta do menino Gustavo falou e surpreendeu Reprodução: Arquivo Pessoal
Madrasta e pai do menino Gustavo foram detidos Reprodução: Polícia Civil

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