O que aconteceu ao recém-nascido achado em caixa com bilhete
Foi revelado o que aconteceu com o recém-nascido achado na caixa de papelão em Pernambuco.
Bebê Mamãe|Do R7

Foi revelado o que houve com o bebê recém-nascido que foi encontrado dentro de uma caixa de papelão com um bilhete. O bebê foi achado no dia 2 de abril em uma rua na cidade e Barra de Guariraba, no agreste de Pernambuco.
Quando foi achado, o recém-nascido estava na caixa de papelão, coberto por uma manta azul. Ele tinha poucas horas de vida e junto com o bebê havia um bilhete. O bilhete supostamente foi escrito pela mãe biológica da criança.
No bilhete, a pessoa fala sobre o que a teria levado a abandonar o filho recém-nascido na rua. A pessoa começou dizendo: “O nome dele é (não será revelado para preservar o bebê) nasceu no dia 2 de abril, pela manhã, umas 7:30 na minha casa. Estou deixando ele aqui porque não tenho condições de criar. Já tenho dois filhos bebês e cuido sozinha, sem ajuda do pai”.
A pessoa ainda continuou dizendo: “Ele não foi planejado. Só fiz uma consulta pré-natal, quero mandar para a adoção. Mas tive medo e acabei deixando ele aqui. Cuidem bem dele por favor. Eu sinto muito”.
Após ter sido achado, o recém-nascido foi encaminhado ao Hospital da Mulher do Agreste em Caruaru. O bebê chegou a este hospital pesando 3,9 kg e apesar das condições em que foi encontrado, seu estado era estável.
Para onde o recém-nascido achado na caixa de papelão vai
As últimas informações que se tem sobre o recém-nascido que foi achado dentro da caixa de papelão são de que ele permanece internado. “Ele tá estável, vem avançando clinicamente de forma positiva. Só necessita de alguns cuidados referentes a parte de alimentação. Como houve essa ruptura do vínculo materno muito cedo, a gente tá precisando trabalhar com equipe multidisciplinar, fonoaudióloga, enfermeiras e médicos para que ele aprenda a se alimentar. Então, hoje a principal questão dele é essa”, explicou Bárbara Florêncio, Diretora do Hospital da Mulher do Agreste para o TV Jornal Interior.
A diretora do hospital continuou: “Quando ele chegou clinicamente estava bem, não tinha nenhuma grande questão que necessitasse de uma atenção especial. Foi feita uma avaliação da equipe médica que constatou isso. A gente optou por deixar ele tendo um cuidado mais detalhado para observar como está a evolução, mas ele vem evoluindo bem”.
A diretora do hospital então revelou para onde o recém-nascido será encaminhado após deixar o hospital. “O hospital foi notificado pela vara da infância responsável pelo caso que ele vai ser encaminhado para uma casa abrigo no município de Recife”, explicou ela.
O caso está sendo investigado pela polícia civil como abandono de incapaz. Mas até o momento os pais da criança não foram identificados. Ninguém contatou as autoridades com informações sobre quem seriam os familiares deste bebê.
“Em regra, sim, é abandono de incapaz, tanto que a polícia civil está investigando e classificou esse ato como abandono. Até pelo bilhete que ela deixou, havia até um certo receio de entregar para a adoção e sofrer alguma punição. Mas a lei justamente resguarda essa possibilidade para que não ocorra um abandono de incapaz. E para que ela possa livremente entregar essa criança e para que seja acolhida e não seja um procedimento público. Ela pode se valer do sigilo do acolhimento e não sofrer ainda mais com a estigmatização”, afirmou Rodrigo Silva, presidente da comissão de direito das famílias de Caruaru para o TV Jornal Interior.

















