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Pai da bebê que partiu após atendimento na UPA fala e choca

O pai da bebê Aylla dos Santos Lahyre de Oliveira desabafou após ela ter partido durante atendimento na UPA.

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Bebê Mamãe|Do R7

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Pai da bebê Aylla falou após a sua partida Reprodução: Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro

O pai da bebê Aylla dos Santos Lahyre de Oliveira que partiu depois de ter sido atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Cocotá, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, desabafou. A bebê tinha apenas um ano e seis meses quando partiu.

De acordo com o pai de Aylla, Andrey Lahyre, a pequena deu entrada na UPA na última quinta-feira (16). A menina estava incomodada com dores na gengiva, a família imaginou que o motivo seriam dentes nascendo. Por causa disso, a menina estava com dificuldades para comer.


O pai contou que na UPA  aplicaram uma injeção em sua filha, a colocaram no soro e lhe deram medicação na veia. A família acredita que isto pode ter gerado algum tipo de medicação adversa.

Fato é que a menina apresentou piora e a família não pode acompanhá-la até o setor onde foi levada. “Eu já tinha avisado que ela tinha coçado o dente a madrugada toda e nem tinha dormido. Se um adulto não consegue ficar a madrugada toda acordado, imagina uma criança de 1 ano e meio. Os dentes dela estavam crescendo. Fui para a UPA e deram muita medicação na veia da minha filha. O caso agravou e levaram ela para outra sala. O segurança me segurou com a assistente social, dizendo que eu não poderia entrar. Às 20h, disseram que minha filha subiu para a sala vermelha, mas ela já estava morta”, disse Andrey para O Dia.


Pai da menina Aylla pede respostas sobre o que aconteceu

Os pais da bebê Aylla ficaram por horas do lado de fora da UPA sem receberem informações. A morte só foi confirmada para a família às 22:00 do dia 16 de abril. E eles só conseguiram informações sobre a causa da morte após terem acionado a polícia Militar.


A informação que a família recebeu foi de que a causa da morte de Aylla seria infecção urinária, algo que os parentes contestam. A família confirma que a menina apresentava infecção urinária, mas aparentava ser algo leve, já que ela não tinha nem mesmo febre.

O pai ainda revelou que a família enfrentou transtornos no Instituto Médico Legal (IML) porque a equipe da UPA não enviou a declaração de óbito e nem o prontuário médico. Estas informações são essenciais para que a perícia determine a causa da morte. O corpo da bebê foi liberado para o enterro sem que a causa da morte fosse esclarecida.


O pai desabafou sobre ter que enterrar a filha sem saber a causa de sua morte. “E agora, como fica? Acham que eu gostaria de estar enterrando a minha filha? Ninguém quer enterrar filho. Ela era um anjo. Cadê o diploma desses médicos? Estudaram para isso? Para matar o filho dos outros? Cadê a causa da morte da minha filha? Ela está sendo enterrada sem laudo médico, porque ainda não tem. Como minha filha morre no hospital e não tem laudo?”, afirmou Andrey para O Dia.  

A menina Aylla foi enterrada no último sábado (18) e a família realizou um protesto pedindo justiça durante o enterro. “Minha filha está sendo enterrada sem que a gente saiba a causa. Isso é errado. Eu quero justiça. Nada vai trazer minha filha de volta, mas quero que essas pessoas paguem pelo que fizeram”, afirmou Andrey.

O caso está sendo investigado tanto pela polícia civil quanto pela Fundação Saúde, que é responsável pela gestão das UPAs estaduais. A Fundação Saúde afirmou em nota que abrirá uma sindicância para apurar o atendimento que foi prestado para a bebê.

A bebê Aylla partiu após ter ido na UPA, seu pai desabafou Reprodução: Arquivo Pessoal
Pai da bebê Aylla desabafou sobre ela ter partido Reprodução: Arquivo Pessoal
A UPA na qual a bebê Aylla partiu Reprodução: Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro

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