Pai de Henry Borel desabafa após Monique ser perdoada
Pai de Henry Borel desabafou sobre o julgamento e a decisão de perdão a Monique Medeiros.
Bebê Mamãe|Do R7

O pai do menino Henry Borel, Leniel Borel, fez um longo desabafo após a conclusão do julgamento. A mãe do menino, Monique Medeiros, e o padrasto dele, Jairo Souza Santos Júnior, foram julgados pela partida de Henry.
Na madrugada desta quinta-feira (04), a juíza Elizabeth Machado Louro revelou a sua sentença. Ela revelou que Jairo foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação.
Enquanto Monique Medeiros recebeu o perdão judicial pela morte de seu filho. Monique, inclusive, já deixou o Instituto Penal Talavera Bruce em Bangu, Rio de Janeiro, na tarde de quinta-feira (04).
Pai de Henry Borel fala sobre a decisão da juíza
Agora, o pai de Henry Borel desabafou em suas redes sociais. Leniel criticou duramente a decisão do perdão de Monique. Leniel começou seu desabafo dizendo: “Mataram meu filho pela terceira vez. A primeira vez foi em 8 de março de 2021. Quando Henry Borel, uma criança de apenas 4 anos foi brutalmente assassinado. A segunda vez foi quando sucessivos adiamentos e manobras fizeram a justiça demorar anos para julgar os responsáveis. Uma família inteira foi obrigada a reviver sua dor repetidas vezes”.
Ele ainda disse: “E hoje…sinto que mataram meu filho pela terceira vez. Recebo com profunda revolta e indignação a decisão que concedeu perdão judicial à mãe de Henry. Respeito as instituições. Mas respeito não significa silêncio”.
“Como pai jamais conseguirei compreender como alguém que estava presente, acordada, no mesmo apartamento e na mesma noite pode sair sem qualquer pena…Enquanto uma criança termina morta”.
O pai de Henry Borel continuou: “Meu sentimento hoje não é apenas de tristeza. É de preocupação. Porque esta decisão ultrapassa a história do meu filho. Ela envia uma mensagem para toda a sociedade. Qual é o limite da responsabilidade de quem tinha o dever de proteger uma criança?”.
“Esta é a pergunta que milhares de pais e mães estão fazendo hoje. Este caso já não pertence apenas ao Henry. Pertence às milhares de crianças que sofrem violência dentro de suas próprias casas. Pertence às vítimas que não tem voz”.
Leniel seguiu dizendo: “Ao longo da história, houve momentos em que a sociedade precisou escolher entre a conveniência e a verdade. A tradição cristã nos lembra que Barrabás foi libertado enquanto o inocente foi condenado”.
“Essa passagem permanece viva porque nos obriga a refletir sobre as escolhas que fazemos como sociedade. Não vou me calar. Não por vingança. Mas por justiça. Por Henry. Por cada criança que sofre violência atrás de portas fechadas. Por cada criança que ainda pode ser salva”.
Ele concluiu dizendo: “Não lembrem apenas da forma como meu filho morreu. Lembrem-se do Henry sorrindo. Brincando. Sendo feliz. É esse Henry que carrego no coração todos os dias. E é por ele que continuarei lutando até o último dia da minha vida”.
Em outro desabafo, o pai de Henry Borel ainda disse: “Enterrei meu filho há mais de cinco anos. Hoje, sou obrigado a conviver com uma decisão que jamais conseguirei compreender como pai. A dor permanece. A revolta permanece. E a pergunta também: quem protege as crianças quando aqueles que deveriam protegê-las falham? Por Henry, eu não vou me calar”.
Madrasta de Henry Borel desabafa após o julgamento
A madrasta de Henry Borel, Larysse Borel, também desabafou sobre o julgamento. Ela compartilhou uma foto de sua filha com Leniel, a pequena Valentina, dois anos, olhando uma foto do irmão Henry.
Larysse então começou dizendo: “Hoje me solidarizo com você, Henry! Pouco falado nesses últimos 11 dias, pouco comentado, muitas narrativas, muito ego, muito se falava sobre ciúmes e vida dos pais mas esqueceram de você, quem mais precisava de amor e carinho naquele dia”.
A madrasta de Henry Borel ainda concluiu dizendo: “O maior absurdo já visto na história, estive naquele Tribunal todos os dias, vi um discurso de misoginia no meio da morte de uma criança, que não teve, a oportunidade de estar aqui hoje. Eu vi o recalculo e a manipulação do conselho de sentença e sei que não foram eles que decidiram a decisão final, mas Deus, Ele não falha. Ele viu. Me solidarizo com Leniel, pai da minha filha e com toda família paterna que até hoje sente essa dor incessante e excruciante. Ainda espero que a justiça seja realmente feita”.

















