Reviravolta sobre crianças de Bacabal é revelada após 4 meses
Reviravolta sobre crianças desaparecidas em Bacabal surgiu depois de quatro meses.
Bebê Mamãe|Do R7

Uma reviravolta importante ocorreu no caso das duas crianças de Bacabal no Maranhão que ainda estão desaparecidas. Os pequenos Ágatha Isabelly, seis anos, e Allan Michael, quatro anos, estão desaparecidos há mais de quatro meses.
As crianças sumiram juntamente com o seu primo, Anderson Kauã, oito anos. Anderson Kauã, porém, foi achado três dias após o desaparecimento. Mas nenhum sinal de Ágatha Isabelly e Allan Michael foi encontrado desde o desaparecimento.
As buscas pelos pequenos no meio da floresta e nos rios e lagos da região contaram inicialmente com mais de mil pessoas entre forças de segurança e voluntários, mas já há vários meses estes esforços se encerraram. E sem respostas.
Nesta segunda-feira (18), uma reviravolta importante aconteceu no caso. Uma comissão da câmera dos deputados federais está em Bacabal no Maranhão a fim de obter informações sobre como estão as buscas.
Os delegados que atualmente são responsáveis por este caso se encontraram com esta comissão. E os delegados surpreenderam ao concederem uma rara atualização do caso. O delegado Murilo disse: “A investigação não parou. Naquele início né, a mobilização tensa para procurar as crianças parou, mas a investigação em si, ela não parou”.
Uma pessoa teria levado as duas crianças de Bacabal
O delegado Murilo então destacou qual é a principal hipótese sobre o desaparecimento das crianças. “Posso dizer que nenhuma vertente, nenhuma corrente está sendo abandonada. A maior especulação que se tem é que houve uma terceira pessoa só que essa terceira pessoa sequestrou os dois meninos”, contou.
Mas ele destacou que outras linhas também são investigadas e falou sobre uma suposta testemunha do caso. “Mas também tem outras linhas de investigações, não só essa. Tudo está sendo levantado. Por exemplo, surgiu um mês atrás a história que uma pessoa teria testemunhado a travessia das crianças em uma canoa. E essa pessoa teria dito para um terceiro, que disse para outro, enfim, passou por três elos. Foi feita toda uma investigação, encontramos a pessoa que teria visto a travessia das crianças”.
“E ai chegamos na pessoa e a pessoa disse que não houve nada daquilo que foi só uma especulação e não se confirmou. Era uma pessoa que nem tinha condições físicas de estar lá no local. Em São Paulo uma pessoa teria visto em um hotel e entrou em contato com a gente e foi mandado verificar, chegou-se lá no local e o que chamou atenção, a pessoa que não tinha CPF era do Marrocos, então realmente não tinha CPF. As crianças eram parecidas mesmo, idade parecidas, mas não eram. Todas as linhas de investigação estão sendo apuradas”, afirmou o delegado.
O Coronel Túlio, que participou da equipe de buscas na floresta pelas crianças, também falou para a comissão. Ele afirmou que não acredita que os irmãos estão na floresta. “O trabalho das forças de segurança nas buscas foi de excelência. Não foram encontradas porque, na minha opinião, não estavam lá! Porque se estivessem teriam sido achadas”, disse o coronel.
Ele ainda concluiu dizendo: “Tudo que poderia ter sido feito nas buscas, foi feito. O sistema de segurança trabalhou integrado e organizado. Todo o sistema de segurança trabalhou unido e tentando realizar. Agora cabe realmente a investigação, o que a gente poderia ter feito ali, foi feito!”.
Mãe das crianças de Bacabal fala sobre a comissão
A mãe das crianças desaparecidas de Bacabal, Clarice Cardoso, também se encontrou com a comissão dos deputados. “Eu recebi o convite de que eles estariam vindo para cá pra Bacabal para uma reunião e me convidou para que eu estivesse presente aqui também. E eu aceitei o convite e espero que tenhamos um resultado, que não seja só política e é o que eu espero, uma resposta, porque eu preciso de uma resposta”, afirmou Clarice para André Luís.
Clarice ainda ressaltou sua necessidade por respostas sobre o que aconteceu com seus filhos. “Eu necessito de uma resposta! Preciso saber o que aconteceu com meus filhos, eu nunca vou perder minha esperança, nunca vou perder minha fé porque meus filhos vão ser encontrados vivos. Eu acredito que eles estão vivos, é isso que meu coração de mãe fala! Que a gente tenha uma resposta o mais rápido possível porque quatro meses já é demais”, afirmou.

















