Suspeito de tirar a vida da bebê Helena fala pela 1ª vez
Um dos suspeitos por ter tirado a vida da bebê Helena, Francisco Ray Rodrigues, se pronunciou
Bebê Mamãe|Do R7

Um dos suspeitos de ter tirado a vida da bebê Helena de apenas 10 meses, Francisco Ray Rodrigues de 22 anos, falou pela primeira vez. Ele e seu primo Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, estão detidos desde segunda-feira (13), quando a menina Helena partiu.
A bebê Helena estava com sua mãe, Yzabelle Rodrigues, seu tio e a esposa dele em uma pequena festa no apartamento de Francisco Ray Rodrigues em Fortaleza. Francisco Ray tinha um relacionamento casual com a mãe da criança. O primo de Francisco Ray, Roberto Levy, também estava no local.
A mãe relatou que dormiu em uma cama com sua filha e com Roberto Levy que estava embriagado. ”Eu tava com a minha filha, amamentando. Quando eles (os dois homens) iam chegando na porta eu falei: ‘Levy, me dá um copo de água’. Ele voltou, me deu o copo de água e do jeito que eu tava bebendo a água, ele se jogou na cama do lado da minha filha, como ele era muito pesado, ainda deitou em cima do braço dela. O que eu fiz para ela não cair, puxei o bracinho dela, coloquei ela de baixo do meu braço porque caso ele ou ela se mexessem eu sentiria”, disse Yzabelle para a RECORD.
A mãe ainda contou: “Só que eu apaguei. Quando eu acordei a minha filha já tava em outra posição, ela não dormiu daquele jeito, a minha filha tava com a cabeça para cá e as perninhas em cima de mim. E ele, como ele era muito grande, tava em cima da cabeça da minha filha. Eu empurrei ele e sai correndo desesperada. Ela era minha única filha, quem me conhece sabe o tanto que eu desejei ela. Ela era tudo que eu tinha na minha vida. Tudo!”.
A bebê Helena foi levada ao hospital, onde foi confirmada a morte e também levantada a possibilidade de ela ter sofrido abuso. Por isso, Francisco Ray Rodrigues e Roberto Levy Oliveira Magalhães foram detidos. Ainda não foi concluído o laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) que irá indicar se de fato houve abuso ou não e qual foi a causa da partida da bebê.
Suspeito no caso da bebê Helena afirma não ter tirado a vida dela
Por meio de sua advogada, Gleicy Kelly Leitão, um dos suspeitos de ter tirado a vida da bebê Helena, Francisco Ray Rodrigues, se pronunciou. “O meu cliente é o Francisco Ray, até então namorado da mãe de Helena. O que a gente tem até o momento com base nos depoimentos colhidos em sede de delegacia, que o Ray permaneceu na sala do imóvel durante todo o evento, durante todo o momento. Ele alega que não tem culpa direta ou indireta sobre qualquer evento de qualquer natureza que tenha ocasionado o falecimento da Helena”, disse a advogada.
Ela também relatou qual é a versão de Francisco Ray sobre o que aconteceu. “De acordo com os depoimentos, de acordo com meu cliente, eles vinham de um aniversário e ficaram na residência, continuaram bebendo, festejando. Em um determinado momento o seu primo Levy, que é um homem de sobrepeso estava embriagado e foi pro quarto dormir. Os depoimentos coincidem com a entrevista da mãe da Helena que fala que em determinado momento quando Levy deitou sobre o braço de sua filha e ela retirou, puxou”.
A advogada ainda contou o que Francisco Ray acredita que ocorreu com a bebê Helena. “De acordo com os depoimentos, de acordo com o meu cliente o Ray, o que aconteceu foi uma fatalidade onde Levy deitou por cima de Helena e houve um esmagamento. Houve uma compressão corporal. Que até mesmo de acordo com a medicina legal, com a literatura médica, pode ocasionar alguns sangramentos por vários orifícios, até mesmo sangramentos retais”.
A advogada destacou que espera o laudo da Pefoce sobe o que ocorreu. “Então, o que nós temos neste momento é uma investigação que se faz aguardar o laudo que vai ser emitido pela Pefoce. Então, oficialmente não se tem informações acerca da causa morte e se houve de fato abuso, não se sabe ainda”.
Ela concluiu dizendo: “Só após o laudo. O que se sabe até o momento são os depoimentos e a tese defensiva é de que ocorreu uma morte acidental por esmagamento e isso gerou um sangramento que a princípio pode ter sido confundido com um indício de abuso. Mas tudo isso é muito precipitado, é tese defensiva baseada nos fatos e baseada nos depoimentos. O que a gente precisa realmente é esperar o laudo”.


















