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Preso em operação da PF, MC Ryan deixa IML com camiseta de grife de R$ 11 mil

Funkeiro e MC Poze do Rodo foram presos, suspeitos de lavagem de dinheiro para o tráfico

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • MC Ryan e MC Poze do Rodo foram presos na Operação Narco Fluxo da PF, suspeitos de lavagem de dinheiro para o tráfico internacional.
  • A operação envolveu 200 policiais e resultou em 33 prisões e apreensões de bens avaliados em mais de R$ 20 milhões.
  • Investigação aponta que os suspeitos utilizavam a imagem de artistas para ocultar a origem de grandes quantias ligadas a atividades ilegais.
  • A defesa de MC Ryan afirma que não teve acesso ao processo que está sob sigilo, enquanto a PF continua a análise do material apreendido.

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Mc Ryan deixa IML Central
Mc Ryan foi preso por suspeita de lavagem de dinheiro para o tráfico internacional Eduardo Martins / Brazil News

MC Ryan, de 25 anos, foi visto deixando o IML (Instituto Médico Legal) Central, em São Paulo, na tarde desta quarta-feira (15), após realizar exame de corpo de delito. O funkeiro e o MC Poze do Rodo foram presos durante Operação Narco Fluxo, deflagrada pela PF (Polícia Federal), por suspeita de lavagem de dinheiro para o tráfico internacional.

Ryan, que ostentava uma vida de luxo nas redes sociais, estava usando uma camiseta da grife espanhola Balenciada, à venda por R$ 11 mil.


MC Ryan
MC Ryan deixa o IML Eduardo Martins / Brazil News
Ryan durante uma festa em Bertioga, no litoral de São Paulo
Ryan foi preso durante uma festa em Bertioga, no litoral de São Paulo Eduardo Martins / Brazil News

Como foi a operação?

A Operação Narco Fluxo, como foi nomeada, mobilizou cerca de 200 policiais que cumpriram 90 mandados de busca, apreensão e prisão, localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal.

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Durante o cumprimento dos mandados, foram realizadas 33 prisões. Além disso, foram apreendidos dinheiros em espécie, documentos, equipamentos eletrônicos e carros de luxo, que, somados, valem mais de R$ 20 milhões. Os bens dos investigados também foram bloqueados.

O cantor MC Ryan SP é um dos principais alvos da operação. Ele foi preso em uma festa no bairro Riviera de São Lourenço, em Bertioga, litoral de São Paulo. Outro detido foi o funkeiro carioca MC Poze do Rodo, que estava em sua casa, no Recreio dos Bandeirantes, zona Sudoeste do Rio de Janeiro.


Segundo as investigações, o grupo usava a imagem de artistas e empresas para ocultar a origem do dinheiro, que teria ligação com atividades ilegais. O esquema envolvia transferências bancárias, uso de criptoativos e transporte de grandes quantias de dinheiro em espécie.

Marcelo Maceiras, delegado da PF, afirmou: “Essas pessoas públicas com muitos seguidores conseguem movimentar grandes quantias sem chamar a atenção dos sistemas de compliance das autoridades e dos bancos. Então eles são muito úteis e facilmente recrutáveis por essas organizações”.


De acordo com a PF, os investigados criavam redes de empresa e contas para mascarar as movimentações, dificultando o rastreamento que vem do tráfico, empresas de apostas e rifas ilegais. Em alguns casos, os valores passavam por diversas contas, inclusive no exterior, antes de retornar ao Brasil com aparência legal.

A defesa de MC Ryan SP disse que não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos. E destacou que todos os valores que transitam nas contas do cantor possuem origem devidamente comprovada.

Já a de MC Poze do Rodo informou que ainda não teve acesso ao teor de mandado de prisão e que deve se manifestar na Justiça.

Além deles, Raphael Sousa Oliveira, idealizador de uma página de fofoca que possui mais de 27 milhões de seguidores, e Chrys Dias, influenciador que soma 15 milhões de seguidores, também foram presos.

Frederico Moreira, advogado de Raphael, disse: “Não há nenhum tipo de envolvimento de prática ilícita do Sr. Raphael com qualquer atividade criminosa, com qualquer pessoa relacionada a essa investigação”.

Agora, a PF segue analisando todo o material apreendido para entender a dimensão do esquema e identificar outros envolvidos.

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