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Zuenir Ventura, jornalista e imortal da ABL, morre aos 95 anos

Ele deixa a mulher, Mary Ventura, e os dois filhos do casal, Elisa e Mauro

Famosos e TV|Do R7, com Agência Brasil e Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O jornalista e escritor Zuenir Ventura, autor de obras como "1968 - o ano que não terminou" e "Cidade Partida", faleceu aos 95 anos.
  • Zuenir ocupava a cadeira número 32 da Academia Brasileira de Letras desde 2015, sucedendo Ariano Suassuna.
  • Ele iniciou sua carreira no jornalismo como arquivista em 1956 e ocupou diversos cargos em veículos renomados ao longo dos anos.
  • Em 2008, recebeu um troféu especial da ONU por sua contribuição à defesa dos direitos humanos no Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Zuenir Ventura ocupava a cadeira de número 32 da ABL Tomaz Siva/Agência Brasil - 06.03.2015

O jornalista e escritor Zuenir Ventura, autor, entre outras obras, dos clássicos “1968 - o ano que não terminou” e “Cidade Partida”, morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos. A morte foi confirmada pela ABL (Academia Brasileira de Letras).

Zuenir Ventura ocupava a cadeira de número 32 da ABL, na qual sucedeu o escritor Ariano Suassuna, desde março de 2015.

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A Cadeira 32 tem como fundador o jornalista, professor e poeta Carlos de Laet e tem como patrono o poeta, professor, jornalista, diplomata e teatrólogo Araújo Porto-Alegre. Depois foi ocupada por Ramiz Galvão, Viriato Correia, Joracy Camargo, Genolino Amado e Ariano Suassuna, antes de Ventura.

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Quem era Zuenir Ventura

Zuenir nasceu no dia 1º de junho de 1931, no município mineiro de Além Paraíba. Aos 11 anos, mudou-se para Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro e, sem abandonar os estudos, ajudava seu pai - que era pintor - e chegou até a trabalhar como office boy.

Queria ser professor e, ainda jovem, ganhou uma bolsa de estudos no colégio, em troca de dar aulas para as crianças do então primário.

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Aos 20 anos, mudou-se para o Rio, onde cursou Letras Neolatinas na Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ).

Carreira no jornalismo e sucesso na literatura

O escritor começou no jornalismo como arquivista, em 1956, e, no início da década de 1960, conquistou uma bolsa de estudos para o Centro de Formação dos Jornalistas de Paris.

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De 1963 a 1969, Zuenir teve vários cargos em diversos veículos: foi editor internacional do Correio da Manhã, diretor de Redação da revista Fatos & Fotos, chefe de reportagem da revista O Cruzeiro, editor-chefe da sucursal-Rio da revista Visão-Rio.

No fim de 1969, realizou para a Editora Abril uma série de 12 reportagens sobre “Os anos 60 – a década que mudou tudo”, posteriormente publicada em livro.

Em 1971, voltou para a revista Visão e seguiu como chefe de redação da sucursal-Rio até 1977, quando se transferiu para a revista Veja, com o mesmo cargo.

Em 1981, Zuenir mudou-se para a revista IstoÉ, como diretor da sucursal. Em 1985, foi convidado a reformular a revista Domingo, do Jornal do Brasil, onde ocupou depois outras funções de chefia.

Em 1988, Zuenir Ventura lançou o livro “1968 - O ano que não terminou”, cujas 48 edições já venderam mais de 400 mil exemplares.

Já em 1994, lançou “Cidade partida”, um livro-reportagem sobre a violência no Rio de Janeiro, traduzido na Itália, com o qual ganhou o Prêmio Jabuti de Reportagem.

Em 2008, Zuenir Ventura recebeu da ONU um troféu especial por ter sido um dos cinco jornalistas que “mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no país nos últimos 30 anos”. Correspondentes Estrangeiros.

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