Zuenir Ventura, jornalista e imortal da ABL, morre aos 95 anos
Ele deixa a mulher, Mary Ventura, e os dois filhos do casal, Elisa e Mauro
Famosos e TV|Do R7, com Agência Brasil e Estadão Conteúdo
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O jornalista e escritor Zuenir Ventura, autor, entre outras obras, dos clássicos “1968 - o ano que não terminou” e “Cidade Partida”, morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos. A morte foi confirmada pela ABL (Academia Brasileira de Letras).
Zuenir Ventura ocupava a cadeira de número 32 da ABL, na qual sucedeu o escritor Ariano Suassuna, desde março de 2015.
A Cadeira 32 tem como fundador o jornalista, professor e poeta Carlos de Laet e tem como patrono o poeta, professor, jornalista, diplomata e teatrólogo Araújo Porto-Alegre. Depois foi ocupada por Ramiz Galvão, Viriato Correia, Joracy Camargo, Genolino Amado e Ariano Suassuna, antes de Ventura.
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Quem era Zuenir Ventura
Zuenir nasceu no dia 1º de junho de 1931, no município mineiro de Além Paraíba. Aos 11 anos, mudou-se para Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro e, sem abandonar os estudos, ajudava seu pai - que era pintor - e chegou até a trabalhar como office boy.
Queria ser professor e, ainda jovem, ganhou uma bolsa de estudos no colégio, em troca de dar aulas para as crianças do então primário.
Aos 20 anos, mudou-se para o Rio, onde cursou Letras Neolatinas na Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ).
Carreira no jornalismo e sucesso na literatura
O escritor começou no jornalismo como arquivista, em 1956, e, no início da década de 1960, conquistou uma bolsa de estudos para o Centro de Formação dos Jornalistas de Paris.
De 1963 a 1969, Zuenir teve vários cargos em diversos veículos: foi editor internacional do Correio da Manhã, diretor de Redação da revista Fatos & Fotos, chefe de reportagem da revista O Cruzeiro, editor-chefe da sucursal-Rio da revista Visão-Rio.
No fim de 1969, realizou para a Editora Abril uma série de 12 reportagens sobre “Os anos 60 – a década que mudou tudo”, posteriormente publicada em livro.
Em 1971, voltou para a revista Visão e seguiu como chefe de redação da sucursal-Rio até 1977, quando se transferiu para a revista Veja, com o mesmo cargo.
Em 1981, Zuenir mudou-se para a revista IstoÉ, como diretor da sucursal. Em 1985, foi convidado a reformular a revista Domingo, do Jornal do Brasil, onde ocupou depois outras funções de chefia.
Em 1988, Zuenir Ventura lançou o livro “1968 - O ano que não terminou”, cujas 48 edições já venderam mais de 400 mil exemplares.
Já em 1994, lançou “Cidade partida”, um livro-reportagem sobre a violência no Rio de Janeiro, traduzido na Itália, com o qual ganhou o Prêmio Jabuti de Reportagem.
Em 2008, Zuenir Ventura recebeu da ONU um troféu especial por ter sido um dos cinco jornalistas que “mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no país nos últimos 30 anos”. Correspondentes Estrangeiros.
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