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Aos 87 anos, Jorge Ben Jor encanta 51 mil fãs em noite de clássicos e muita emoção

Cantor trouxe a “Alquimia Popular Brasileira” em apresentação única para a capital paulista

Música|Mariana MorelloOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Jorge Ben Jor celebrou 64 anos de carreira com um show para 51 mil pessoas no Nubank Parque, em São Paulo.
  • O show contou com 36 sucessos de sua carreira, incluindo medleys e improvisações, e teve a participação especial de Paula Lima.
  • Momentos emocionantes incluíram homenagens a Tim Maia e a presença de dançarinos negros durante a apresentação de "África Brasil".
  • O evento terminou com 51 mil vozes cantando "Taj Mahal", com participações de artistas como Samuel Rosa e Baby do Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com fôlego invejável, Ben Jor não deu descanso nem para o público, nem para a banda Lali Moss/30e

No sábado (17), 51 mil pessoas se reuniram no Nubank Parque, em São Paulo, para celebrar os 64 anos de carreira de um dos artistas mais influentes e reconhecidos da música brasileira: Jorge Ben Jor. O carioca trouxe a “Alquimia Popular Brasileira” em apresentação única para a capital paulista em um show completo, extenso e repleto de emoção.

Em atividade desde 1962, Ben Jor, hoje com 87 anos, fez um show de duas horas e meia de duração, com direito a guitarra afiada, microfone ligado e um setlist de 36 dos sucessos encontrados nos mais de 25 álbuns de inéditas (considerando discos ao vivo, coletâneas e EPs na discografia, são mais de 40 lançamentos).

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Ter o privilégio de compartilhar a minha história por meio da música é um sentimento único. E receber todo esse carinho de volta me dá ainda mais energia para continuar fazendo o que tanto amo. Fica aqui o meu agradecimento a cada um de vocês que fez parte dessa noite inesquecível. Salve Simpatia!

(agradeceu o músico pelo Instagram)

A trilha escolhida contrariou a expectativa de que a apresentação seria uma grande homenagem a um dos discos mais aclamados da obra de Ben Jor: A Tábua de Esmeralda (1974). Inspirado em textos herméticos e na figura de alquimistas históricos, o álbum fala de amor, paixão, história e lança a “alquimia musical”.

Em Minha teimosia, uma arma pra te conquistar, o artista compartilhou um pouco do processo criativo por trás do álbum. “A inspiração eu peguei de um amor de um grande filósofo alquimista. Ele tinha uma amada que era perversa com ele, e ele ia para o laboratório e ficava dias e noites sem dormir, pensando nessa mulher. Até o dia em que ele alcançou a alquimia e conquistou essa mulher”.

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No palco, o carioca esteve acompanhado da tradicional Banda do Zé Pretinho e de um quarteto de cordas. Nos vocais de apoio, uma surpresa: a icônica Paula Lima, junto de Mammah Trindade.

“Jorge Amado nosso!!!! Que noite! Que alegria! Que emoção!!!! Obrigada por tanto! Obrigada pelo convite!!!!! Foi presente dos mais lindos que recebi!!!! Parabéns e obrigada pelo show histórico e mais até perfeito! Eu te celebro!!!! Te amo pra sempre”, declarou Paula Lima em uma publicação de Jorge.

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Jorge Ben Jor traz medleys matadores ao palco

Com fôlego invejável, Ben Jor não deu descanso nem para o público, nem para a banda. O show teve poucas pausas e as músicas se encaixavam umas nas outras em medleys matadores.

Muitas vezes, a impressão era de que o artista estava improvisando, e os músicos tentando acompanhar, emendando Santa Clara Clareou com A Minha Menina e País Tropical com Spirogyra Story.

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No palco, o carioca esteve acompanhado da tradicional Banda do Zé Pretinho e da cantora Paula Lima Lali Moss/30e

Em outro momento, o arranjo juntou as clássicas Que Maravilha, Magnólia, Ive Brussel, Menina Mulher da Pele Preta e O Telefone Tocou Novamente antes de Oba, Lá Vem Ela.

E foi após esta última que Jorge ficou visivelmente emocionado. “Essa música mexe comigo há tanto tempo”, confessou.

Mas foi ao fim de Alcohol que a maior emoção do show chegou. O cantor trocou o refrão original por uma declaração ao estádio inteiro, com as lágrimas escorrendo por baixo dos óculos escuros: “Eu gosto tanto de vocês, p....”.

Ben Jor recebe convidados especiais no palco

O clima de celebração e homenagem também abriu espaço para um aceno ao eterno Tim Maia, com Do Leme ao Pontal e W/Brasil (Chama o Síndico).

E, em um dos momentos mais bonitos da noite, Jorge convidou dançarinos negros para descer e dançar, enquanto declamava África Brasil.

Ao final, a catarse: 51 mil vozes cantando Taj Mahal a plenos pulmões. No palco, nomes como Samuel Rosa, Rael, Baby do Brasil, Simoninha e Rappin’ Hood surgiram para celebrar o mestre da forma mais especial e honrosa que existe: em vida.

Jorge então se despediu: “Muito obrigado, até a próxima, se Deus quiser. Salve, simpatia!”.

Salve, Jorge Ben Jor!

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