BTS de volta ao Brasil após sete anos: o que esperar dos shows do grupo de k-pop no país?
Em nova fase da carreira após período de serviço militar obrigatório, banda chega com um novo álbum que é um agradecimento aos fãs
Música|Do R7
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Após sete anos de espera, o BTS está prestes a reencontrar os fãs brasileiros.
O grupo sul-coreano retorna ao país para três apresentações em São Paulo, nos dias 28, 30 e 31 de outubro de 2026, marcando uma nova fase da carreira após o período de serviço militar obrigatório dos integrantes e uma longa pausa nas atividades em grupo.
A última passagem do septeto pelo Brasil aconteceu em maio de 2019, quando RM, Jin, Suga, J-Hope, Jimin, V e Jungkook realizaram duas apresentações no Allianz Parque, em São Paulo, como parte da turnê Love Yourself: Speak Yourself. Desde então, a trajetória do grupo passou por transformações profundas.
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Retorno após o serviço militar
A principal mudança ocorreu entre 2022 e 2025, período em que os integrantes interromperam as atividades coletivas para cumprir o serviço militar obrigatório na Coreia do Sul. Jin foi o primeiro a se alistar, enquanto Suga foi o último a concluir o serviço, em junho de 2025.
O retorno oficial do grupo foi confirmado pela gravadora Big Hit Music, responsável pelo gerenciamento do BTS.
O reencontro dos sete membros com os fãs aconteceu inicialmente em uma transmissão ao vivo realizada em julho de 2025, durante as comemorações do 12º aniversário da banda, acompanhada simultaneamente por cerca de 8 milhões de pessoas na plataforma Weverse.
O que esperar dos shows no Brasil?
A expectativa para as apresentações é de uma produção de grande escala.
A turnê mundial Arirang começou em abril de 2026 na Coreia do Sul e foi planejada para percorrer cidades na Ásia, América do Norte, Europa e América do Sul.
Além das músicas inéditas do novo álbum, os fãs esperam ouvir sucessos que marcaram a trajetória do grupo ao longo da última década, além de possíveis referências aos projetos solo desenvolvidos durante o hiato.
Embora o repertório oficial das apresentações brasileiras não tenha sido divulgado, o retorno ocorre em meio à fase mais madura da carreira do grupo.
Outro fator que aumenta a expectativa é o crescimento da popularidade global do BTS desde sua última visita ao Brasil.
O grupo consolidou sua presença internacional, ampliou sua base de fãs e fortaleceu sua influência na indústria musical mundial ao longo dos últimos anos.
Álbum inédito marca nova fase
A volta do BTS veio acompanhada de um novo projeto musical. Em 20 de março de 2026, o grupo lançou Arirang, seu quinto álbum de estúdio, com 14 faixas inéditas.
O trabalho representa o primeiro grande projeto coletivo após a pausa e reúne composições inspiradas nas experiências pessoais dos integrantes durante os anos de afastamento.
O álbum foi concebido como uma forma de agradecimento aos fãs que permaneceram ao lado do grupo durante o período em que os artistas estiveram cumprindo suas obrigações militares.
O disco também faz referência à tradicional canção folclórica coreana “Arirang”, símbolo cultural da Coreia, e aborda temas ligados à identidade, amadurecimento e superação.
Impacto econômico e mobilização dos fãs
O retorno da banda também deve gerar forte movimentação econômica, uma vez que a nova turnê pode movimentar bilhões de reais em diferentes mercados, impulsionada pela venda de ingressos, produtos oficiais, hospedagem, turismo e consumo relacionado aos eventos.
Para o chamado ARMY, nome dado aos fãs do BTS, a volta do grupo ao Brasil representa o fim de uma longa espera e a oportunidade de reencontrar os artistas em uma fase renovada da carreira, marcada pela experiência adquirida durante os anos de projetos individuais e pelo retorno à formação completa.
Projetos solo fizeram a banda crescer
Durante a pausa, cada integrante desenvolveu projetos individuais de sucesso.
Jungkook alcançou destaque internacional com o álbum Golden, enquanto Jimin conquistou espaço nas paradas globais com os álbuns Face e Muse.
Suga lançou D-Day sob o nome artístico Agust D e realizou uma turnê solo mundial.
RM apresentou trabalhos como Indigo e Right Place, Wrong Person, explorando sonoridades experimentais.
Já J-Hope, Jin e V também ampliaram suas identidades artísticas por meio de lançamentos próprios e projetos paralelos.
Essa experiência individual é apontada como um dos fatores que podem influenciar a nova fase do grupo, trazendo maior diversidade musical aos shows e ao repertório do BTS.
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