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Tyler, the Creator exalta a cultura brasileira e promove encontro com fã mirim em SP

Sozinho no palco, Tyler provou a força do ‘show de um homem só’

Música|Mariana MorelloOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Tyler, the Creator fez um show emocionante no Brasil, com forte conexão com o público em São Paulo.
  • O artista elogiou a cultura brasileira, citando ícones como Gal Costa e João Gilberto.
  • Durante a apresentação, Tyler interagiu com os fãs e manteve um ritmo intenso, mesmo lidando com asma.
  • Um momento marcante foi o encontro com um fã mirim, reforçando a conexão pessoal e emocional que ele teve com o público.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sow foi uma experiência única — especialmente para os fãs mais atentos Mariana Morello/Reprodução Instagram @tutuzinhomachado/Montagem R7

O show de Tyler, The Creator deste domingo (22), no último dia de Lollapalooza Brasil, deixou os nervos do público à flor da pele e alguns olhos marejados no gramado do Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Logo na segunda música, os fãs mais antenados já puderam perceber que Tyler mudou a setlist prevista (a primeira de várias surpresas guardadas para o público brasileiro).


Com 1h25 de duração, o show mais longo do artista na América Latina até agora aconteceu em terras brasileiras. O resultado foi uma experiência única — especialmente para os fãs mais atentos.

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Desde os primeiros versos, o público respondeu à altura: cantando alto, pulando e acompanhando até os versos mais rápidos, em uma troca constante de energia. Tyler, por sua vez, devolvia tudo em dobro.


Mesmo lidando com asma, o artista praticamente não parou em cena, sustentando o ritmo com intensidade impressionante.

Sozinho no palco, Tyler provou a força do “show de um homem só”. A ausência de corpo de baile ou grandes estruturas cenográficas não comprometeu a apresentação — embora pudessem amplificar ainda mais a experiência, especialmente considerando o peso de um encerramento de festival. Ainda assim, o que se viu foi domínio absoluto de palco.


Conexão com público

A conexão com o público brasileiro ganhou contornos próprios. Em meio aos tradicionais cantos de “Tyler, gostoso”, que animaram o artista a ponto de ele mesmo puxar o coro em alguns momentos, Tyler também brincou com a expectativa dos fãs: “Essas foram as coisas novas que eu vi que vocês gostaram, mas se não se importam…”, disse, insinuando a chegada dos sucessos mais antigos.

E eles vieram. A apresentação se transformou em uma viagem nostálgica, com direito a faixas que não vinham aparecendo em outros shows — como I Thought You Wanted to Dance, raridade ao vivo.


O artista também fez questão de exaltar a cultura brasileira: “A quantidade de música que sai desse lugar… Gal Costa, João Gilberto, Marcos Valle… eu amo isso tanto. Sua cultura é tão bonita. Então, o fato de eu poder ter vindo aqui… muito obrigado, de verdade”.

Outro momento marcante veio com o remix de Tamale, quando Tyler brincou que queria mostrar para os amigos de Los Angeles onde estava — incentivando o público a gritar “São Paulo” o mais alto possível.

Em contraste com a euforia, Like Him trouxe um respiro emocional. A carga sentimental da faixa tomou conta do Autódromo, com muitos fãs visivelmente emocionados e até chorando.

Um traço curioso — que se repetiu em outros shows da América Latina — foi a reação do público ao mencionar a longa espera por sua volta ao Brasil, desde a última passagem em 2011 com o Odd Future e o cancelamento de 2018. Entre vaias e risadas, Tyler entrou na brincadeira, transformando até a impaciência em parte do espetáculo.

Emoção dos fãs

O show foi encerrado com See You Again, em um dos momentos mais cantados da noite..

Mas talvez o impacto mais bonito esteja fora das análises técnicas. Assistir ao show pelos olhos marejados de quem esperou anos por aquele momento dizia muito: grupos de amigos, fãs sozinhos e, principalmente, muitos homens negros que se reconhecem na potência de Tyler e no que sua trajetória representa.

Ver alguém semelhante ocupar um espaço de tanto destaque e sucesso também é, para muitos, uma experiência profundamente simbólica.

E, fora do palco, um último momento reforçou essa conexão. Vídeos do encontro entre Tyler e o pequeno Arthur Machado viralizaram nas redes: o fã mirim, fantasiado como a estética do álbum Chromakopia, foi convidado pelo artista — após ser visto na plateia — para assistir ao show de um lugar privilegiado. No backstage, ganhou abraços e atenção, ao lado da mãe, que também entrou na brincadeira.

O gesto veio poucos dias após uma polêmica envolvendo outra headliner do evento, Chappell Roan, e acabou funcionando como um contraponto espontâneo: um lembrete de que, para além do espetáculo, são esses pequenos encontros que também enriquecem a experiência coletiva.

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