Logo R7.com
RecordPlus
R7 Entretenimento – Música, famosos, TV, cinema, séries e mais

Guiado pela emoção, Star Wars: O Despertar da Força é um novo marco da cultura pop

Filme conquista com trama bem construída, elenco afiado e fidelidade à essência da franquia

Pop|Felipe Gladiador, Do R7

  • Google News
Novo Star Wars é experiência única
Novo Star Wars é experiência única

Antes de qualquer coisa: sim, o novo Star Wars é um excelente filme. É preciso dizer isso porque a ansiedade é grande, já que estamos falando de uma das franquias mais queridas e revolucionárias da cultura pop, e a expectativa também não é menor, afinal há sempre que se colocar o pé atrás e torcer o nariz quando alguém resolve colocar as mãos em algo tão sólido, tão bem executado e, obviamente, tão adorado. Além disso, pouquíssimo foi revelado sobre a trama ou os personagens desta parte inédita, estratégia que poderia ter sido arriscada por parte da Disney, detentora dos direitos autorais da história, mas que se revela, na verdade, um grande acerto. 

Star Wars: O Despertar da Força chega nesta quinta-feira (17) aos cinemas e não apenas podemos respirar aliviados com relação ao resultado, mas podemos comemorar, porque temos na nossa frente uma aventura emocionante, empolgante e que certamente vai continuar o legado da franquia de George Lucas com louvor.


É preciso falar primeiramente dos novos rostos do elenco, que não poderiam ser escolhas melhores. O carisma da jovem Daisy Ridley, que vive a personagem Rey, é contagiante. O mesmo pode ser falado de John Boyega, o Finn, que foi alvo de infelizes comentários racistas nas redes sociais, e se destaca com facilidade em tela. A química entre os atores é forte e chega a ser curioso ver o desenvolvimento dos personagens em tela, porque a performance dos dois é tão natural e autêntica que é possível sentir como se já os conhecêssemos. Finn e Daisy já nasceram com aura de "favoritos dos fãs", sem dúvida alguma. O ator dá vida a um Stormtrooper que não quer matar ninguém e decide fugir da Primeira Ordem, nova organização maligna que surgiu dos resquícios do fim do Império, depois da morte de Darth Vader. Já ela vive uma catadora de sucata determinada, guerreira e cheia de habilidades especiais. A construção dos personagens e as atuações espetaculares deles garantem ótimas cenas. 

Há ainda o surpreendente Adam Driver, que interpreta o vilão Kylo Ren, cheio de personalidade, e rouba a cena em suas poucas aparições sem máscara, com uma poderosa atuação. Oscar Isaac, que vive o piloto Poe Dameron, também é cativante e divertido, mas tem poucas chances para ser aproveitado como deveria. Lupita Nyong'o aparece através da tecnologia de captura de movimentos como uma alienígena chamada Maz Kanata, que é meio conselheira e também manda bem, ela projeta a voz de um jeito que faz ela parecer mesmo uma senhora de idade. Andy Serkis, um dos mestres da técnica de captura (ele já viveu ícones como o Sméagol de O Senhor dos Aneis e o macaco Caesar de Planeta dos Macacos: A Origem), aparece pouco como um outro vilão, chamado Snoke, mas consegue assustar. A única decepção é a Capitã Phasma de Gwendoline Christie, não por culpa dela, mas a imponente militar de armadura cromada quase não aparece e prometia muito. Vamos esperar pelos próximos filmes.


Produtor do novo Star Wars comenta polêmica sobre preconceito: "A galáxia tem todos os tipos de pessoas"

Uma das grandes sacadas de O Despertar da Força é a mistura destes novatos com personagens, locais e elementos já conhecidos do grande público. O equilíbrio criado pelo diretor JJ Abrams é perfeito e as aparições do elenco original certamente não são mero saudosismo. Todos têm papel importantíssimo na trama deste filme, que se desenvolve de maneira ágil e muito bem construída. O que dizer, por exemplo, do Han Solo de Harrison Ford? O ator entra tão confortável em cena que não parece ter ficado tantos anos longe do personagem. E ele dá um show, bem como Carrie Fisher e sua (agora General) Leia! 


Outra boa escolha foi focar na parte mais "orgânica" dos efeitos, não somente com coisas feitas por computador, mas usando cenários reais (lindíssimos, por sinal), criaturas feitas com maquiagens e fantasias, algo que lembra muito a franquia original, e mesmo desenhando batalhas mais realistas. O uso do 3D é excelente e foge de clichês e cenas gratuitas de objetos voando na tela. 

Além dos personagens, Abrams intercala também os momentos de tensão e as gigantescas cenas de guerra com alívios cômicos e uma energia bem positiva. Vale destacar aqui a presença do robozinho BB-8, que é extremamente fofo e engraçado, assim como Chewbacca. Juntos, eles garantem algumas das partes mais impagáveis do filme. Você vai sair do cinema desejando fortemente ter um BB-8!


É realmente admirável que o longa tenha acontecimentos sombrios e uma trama com contornos mais pesados, mas que não caia em drama excessivo ou perca o tom de aventura para todas as idades. E a principal razão disso tudo é a emoção empregada em cada aspecto da produção. É difícil não se emocionar, seja você fã antigo, novo ou apenas curioso por todo o alvoroço.

Todas as escolhas de Abrams, fã assumido da série (motivo que quase o fez não aceitar o cargo), parecem guiadas por sentimentos e isso é muito importante, porque Star Wars sempre foi o arrepio, o frio na barriga, a empolgação. É essa uma das principais razões de tanta gente ter sido tocada, personagens e histórias recheados, justamente, de emoção. 

Star Wars impactou a vida de muita gente e, sem dúvida, impactou o mundo do entretenimento. A franquia conquistou mais e mais fãs ao longo dos anos. De todos os jeitos, de todas as idades, das partes mais distintas da galáxia.

Star Wars: O Despertar da Força é um novo marco da cultura pop, uma verdadeira experiência cinematográfica, daquelas para não esquecer tão cedo, de querer repetir assim que acabar. Difícil não se emocionar no cinema. Tudo isso não só por ser mesmo um ótimo filme, mas por mobilizar tanta gente, por reacender a paixão de tantos fãs, por conquistar pessoas que sequer faziam ideia do tamanho dos outros filmes, por ser uma das maiores estreias dos últimos anos, por ser o (re)início de algo grandioso. Vi muita gente que não ligava para os filmes antigos, ou que nunca tinha assistido, correndo atrás e querendo ver para poder assistir a este novo, ou mesmo gente que não curtia e resolveu dar uma segunda chance, rever. Pessoas fazendo maratonas, buscando informações, se abrindo para conhecer coisas novas. Isso é muito significativo.

É aquela metáfora meio boba, mas verdadeira, de que a Força nunca morre, apenas se renova. Se depender do que foi criado aqui, a Força estará conosco por muito mais tempo. Ainda bem.

Fãs passam 12 horas em cinema durante maratona de Star Wars. Assista abaixo!

Acesse o R7 Play e assista à programação da Record quando quiser

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.