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O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos foge do tom cansativo dos filmes anteriores e empolga com ação

Última parte da franquia é, sem dúvida, a mais envolvente e dinâmica

Pop|Felipe Gladiador, Do R7

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O Hobbit chega ao final com mais ação e melhor dinâmica
O Hobbit chega ao final com mais ação e melhor dinâmica

Quando foi anunciado que o livro O Hobbit, de J. R. R. Tolkien, seria adaptado aos cinemas, muitas pessoas comemoraram, afinal O Senhor dos Anéis foi um dos maiores fenômenos cinematográficos de todos os tempos. No entanto, houve uma divisão de opiniões quando a decisão de transformar um único livro em três filmes foi tomada. Havia mesmo a necessidade de desmembrar a história em tantas partes? A resposta é fácil: não.

Por mais que a obra de Tolkien seja riquíssima em detalhes e forme um universo que pode ser explorado das mais diversas formas, a clara estratégia de marketing para lucrar deu certo, se considerarmos os altos números de bilheteria, mas falhou por deixar momentos da trilogia cansativos. O que acontece é que os três filmes estão longe de serem ruins, mas com certeza, existem partes que poderiam ser reduzidas, cortadas ou “juntadas”, caso a trama fosse distribuída em dois filmes ou até mesmo num único. Tudo bem, há de se admitir que se o livro fosse apertado em apenas uma produção, detalhes importantes ficariam de fora, mas a divisão faz com que a dinâmica seja extremamente oscilante nos filmes.


A primeira parte, Uma Jornada Inesperada, foi lançada em 2012 e não agradou por conta de seu ritmo lento e trama arrastada. Em A Desolação de Smaug, de 2013, a história engrena e começa a interessar o público, muito em parte por conta do incrível dragão que dá nome ao filme e do carisma dos personagens. Chega aos cinemas no próximo dia 11 de dezembro A Batalha dos Cinco Exércitos, parte final e, sem dúvida, mais empolgante da franquia. Há aqueles que podem dizer que tudo é, justamente, gradual e, por isso, faz sentido, mas o primeiro longa é tão monótono que assistindo a este último, fica até difícil lembrar do que aconteceu no começo da série.

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Falando especificamente de A Batalha dos Cinco Exércitos, temos um filme tenso, muito em parte por todo o clima épico de desfecho. Os efeitos especiais sempre grandiosos nos filmes de Peter Jackson estão ainda mais impressionantes aqui. O número de criaturas lindas e bizarras que passam pela tela enchem os olhos, sem falar das belíssimas locações, figurinos impecáveis e cenas de ação extremamente bem orquestradas. Aliás, finalmente mais ação, depois de dois filmes um tanto quanto contidos neste sentido. Os confrontos dos cinco exércitos do título são poderosos, frenéticos e cheios de pequenos detalhes que podem passar despercebidos, mas que, quando vistos, são incríveis.


Vale ressaltar que rola um pouco de decepção quanto à participação de Smaug. Como o segundo filme termina deixando a expectativa lá no alto para ver o dragão em ação, o desejo de muitos fãs era vê-lo dominando nesta sequência. As cenas do personagem são muito boas e cada close em seu corpo é um show à parte, pela quantidade de detalhes. Além disso, a voz de Smaug está entre as dublagens mais legais dos últimos tempos, ótimo trabalho do ator Benedict Cumberbatch e da equipe que ajuda a deixar aquele vozeirão tão assustador. No entanto, fica aqui um pequeno, mas péssimo spoiler....... NÃO CONTINUE O TEXTO SE NÃO QUISER SABER........................................

O dragão Smaug é um dos dragões mais legais já vistos nas telas dos cinemas, com certeza
O dragão Smaug é um dos dragões mais legais já vistos nas telas dos cinemas, com certeza

Smaug não aparece por mais de 15 minutos. Pois é, uma pena!


O elenco mais uma vez faz um ótimo trabalho, com destaque para Richard Armitage, o Thorin, o sempre excelente Ian McKellen, o Gandalf, e os carismáticos anões, neste filme com menos tempo para serem fofos e engraçados, já que a porrada come solta. Agora, quem rouba a cena mesmo é Cate Blanchett. A atriz, que também sempre dá show, tem apenas uma aparição no filme (muito importante, verdade seja dita), mas sério... prepare-se para buscar seu queixo no chão do cinema. A mulher arrasa!

A trilogia O Hobbit poderia ter sido “enxugada”, sim, mas nem por isso Peter Jackson entrega um trabalho ruim. O diretor é competente e sabe conduzir as coisas de um jeito a deixar tudo bastante coeso no final. Imagens belíssimas, personagens que cativam, efeitos fantásticos e muitos detalhes bem legais fazem dos filmes superiores a diversos outros blockbusters. Ouvi alguém dizer que um filme mediano de Peter Jackson ainda é melhor que vários filmes "bons" de alguns diretores por aí. Verdade. Pode ser um pouco difícil de digerir tanta coisa ao longo das três produções, mas, felizmente, o gosto que fica depois deste última parte não amarga a boca. E após cuidar de seis filmes baseados nos livros, agora chega, né? Que o diretor invista em outros projetos diferentes para a alegria de quem gosta de um bom cinema.

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