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Sucesso está no DNA da música sertaneja, diz professor da EMESP Tom Jobim

Estilo musical tem origem na cultura popular paulista a estrutura semelhante aos Beatles

Pop|Juca Guimarães, do R7

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A dupla Alvarenga e Ranchinhos são exemplos de sucesso do estilo
A dupla Alvarenga e Ranchinhos são exemplos de sucesso do estilo

O sucesso popular da música sertaneja não está relacionado apenas ao volume de execuções nas rádios. De acordo com o professor Marco Prado, do curso de História da Música Popular da EMESP (Escola de Música do Estado de São Paulo) Tom Jobim, o estilo sertanejo tem raízes na tradicional música caipira, que se desenvolveu por todas as regiões do País a partir do interior de São Paulo na década de 1920 do século passado.

— A música caipira tinha muita força e apelo popular. Era uma introdução falada seguida pela parte ritmica da viola com um acompanhamento vocal. As letras falavam sobre temas próximos e de fácil identificação com o público.


Na parte do curso que fala sobre a história da música sertaneja, o professor Prado conta que a música sofreu uma evolução sem perder as raízes tradicionais, ampliou o público sem perder a identidade. Artistas como Tonico e Tinoco, Alvarenga e Ranchinho ou Chitãozinho & Xororó são sempre lembrados, principalmente na forma de cantar: em duas vozes (a primeira e a segunda) com intervalos de terças.

— Houve a modernização do estilo com a inclusão de outros instrumentos como a guitarra, o contrabaixo e a bateria. Além disso, a produção e a gravação receberam uma atenção especial. Em relação à música, os sertanejos passaram a adotar um formato mais parecido com o que é popular no rádio.


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O professor Prado explica que a estrutura da música sertaneja atual é a canção. "Tem a parte A, o refrão, a parte B e o refrão novamente. É uma estrutura muito frequente na música moderna, os Beatles e o Tom Jobim usaram bastante", disse.


A predominância do sertanejo nas listas de músicas mais tocadas, segundo o professor, também tem relação com a frequência de shows e o profissionalismo dos artistas sertanejos. "A preocupação com a luz, a qualidade dos músicos e a produção é grande. Além disso, eles estão sempre atentos à inovação, por exemplo, com bailarinos e efeitos especiais. Tudo isso causa uma impressão muito positiva no público.

Outro ponto forte do estilo sertanejo atual é a temática das letras e resgate às tradições. "Os artistas sempre fazem regravações de antigos sucessos ou prestam tributos nos shows cantando músicas de duplas mais antigas. Geralmente, as letras falam sobre temas que geram empatia com o ouvinte, por exemplo, amor, amizade, diversão, fé e alegria.


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Entre as teorias formuladas pelo professor Prado, uma que chama a atenção indica que popularidade da música sertaneja é anterior a chegada do rádio no País e que, por ter se concentrado no Rio de Janeiro, a indústria radiofônica demorou para dar perceber a importância da música caipira e do sertanejo.

— Artistas como Tonico e Tinoco gravaram centenas de discos. Isto indica um público grande que, até um determinado momento da história, não tinha o seu gosto musical representado nas rádios.

Entre 1999 e 2015, o estilo sertanejo esteve oito vezes no topo da lista das 100 músicas mais tocadas no País, segundo levantamento da Crowley Analysis Broadcast do Brasil, feito exclusivamente para o R7.

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