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A canção da entrada das seleções na Copa do Mundo

Clássico do grupo The Alan Parson Project é escolhida pela organização da competição para recepcionar os atletas de todas as seleções

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A música da entrada das equipes na Copa do Mundo de 2026 Foto: Rawpixel / Domínio Público

Você que tem acompanhado a Copa do Mundo 2026 tem notado uma melodia icônica no momento em que as seleções entram no gramado.

Ela se chama Sirius e é um clássico do lendário grupo de rock progressivo The Alan Parsons Project.


Sirius, uma canção que integra o álbum Eye In The Sky de 1982 transcendeu as barreiras do rock progressivo para se consolidar como um hino atemporal, sinônimo de vitórias e momentos épicos, especialmente no universo esportivo.

Essa peça instrumental de quase dois minutos não é apenas uma introdução, mas um portal sonoro que se abriu para o sucesso, marcando gerações e colecionando admiradores em contextos que vão muito além dos estúdios de gravação.


O gênio por trás dessa criação, Alan Parsons, imaginava Eye in the Sky como a faixa de abertura de seu sexto trabalho de estúdio. Contudo, a intuição de que uma introdução impactante seria crucial, seguindo a tradição de álbuns anteriores, o levou a experimentar Sirius.

Parsons construiu a faixa em seu Fairlight CMI, conjurando um riff que, a partir de um sample de clavinet com delay de fita, se solidificou.


A sintonia inicial não era perfeita com a faixa principal, mas a banda rapidamente percebeu o potencial da peça para se tornar a ponte musical ideal, regravando-a para alinhar as tonalidades.

Sirius: a ascensão de um hino esportivo

A partir de 1984, Sirius encontrou seu lar nas quadras do Chicago Bulls, impulsionada pela visão do locutor Tommy Edwards, que a descobriu em um cinema local. A canção se fundiu à era dourada do basquete, tornando-se a trilha sonora das entradas triunfantes do time titular e testemunha silenciosa dos seis campeonatos da NBA conquistados na década de 1990.


Não demorou para que outras equipes, como Phoenix Suns, Utah Jazz e San Antonio Spurs, adotassem a mesma estratégia sonora, ecoando o poder de Sirius como catalisador de emoções e expectativas.

Desde 2006, uma versão arranjada por Ethan Stoller e Jamie Poindexter da Kaotic Drumline mantém viva a chama da tradição nos jogos dos Bulls.

A versatilidade de Sirius é notável, permeando diversas facetas do entretenimento. No cinema, a faixa marcou presença em produções como Anchorman 2: The Legend Continues, Cloudy with a Chance of Meatballs e Beating Hearts (2024)

O documentário Michael Jordan to the Max, de 2000, escolheu-a como sua abertura, solidificando ainda mais sua associação com o ícone do basquete.

Sirius não é apenas uma música; é um fenômeno cultural que continua a inspirar e emocionar, solidificando seu lugar como uma das peças instrumentais mais influentes da história.

Ouça:

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