‘Devoradores de Estrelas’: ficção científica com Ryan Gosling une ciência, humor e emoção
Longa dirigido por Phil Lord e Christopher Miller estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (19)
Cine R7|Marcus Francisco
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Por mais criativa que seja, a ficção científica frequentemente explora o espaço em seus devaneios sobre os avanços científicos da humanidade, seja com clássicos como Alien ou sucessos modernos como Interestelar. A bola da vez é Devoradores de Estrelas, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (19).
Dirigida por Phil Lord e Christopher Miller, as mentes por trás de Homem-Aranha no Aranhaverso, e estrelada por Ryan Gosling, a obra é adaptação do livro de mesmo nome lançado em 2021. O livro foi escrito por Andy Weir, autor de Perdido em Marte, adaptado às telonas por Ridley Scott em 2015.
Veja também
No filme, Ryland Grace (Ryan Gosling), um professor de ciências, acorda de um coma induzido em uma nave espacial acompanhado de dois tripulantes mortos. Sem memórias, ele logo vai aos poucos desbloqueando lembranças sobre sua vida.
Grace descobre que foi recrutado por Eva Stratt (Sandra Hüller) para uma força-tarefa internacional que tenta impedir que o Sol seja devorado por um corpo celeste misterioso.
A missão tem baixíssimas chances de sucesso. Aí entra o título do filme no original, Project Hail Mary, em referência a uma jogada desesperada do futebol americano, quando o quarterback lança a bola em direção à área adversária, na tentativa de fazer um companheiro pontuar de qualquer jeito.
A história tem toda uma ciência teórica própria que serve como um fio condutor da narrativa, um caso parecido com Interestelar, que até rendeu um livro escrito pelo físico Kip Thorne.
Com a originalidade nos conceitos, a produção escapa de se tornar um longa genérico de espaço e contorna um problema recorrente do gênero, quando filmes desgarram da ciência e partem somente para o não real.
Mas não consegue escapar do clichê de lidar com a solidão do vazio espacial. Mesmo assim, o filme funciona graças à forte atuação de Ryan Gosling.
Com um elenco enxuto, Devoradores de Estrelas aposta em longas sequências do ator sozinho ou interagindo com seres não humanos. Os quase monólogos se somam à imensidão dos efeitos visuais e da película filmada em IMAX, que podem ser considerados o “carro-chefe” da produção.
O isolamento de Grace dura até que o personagem encontra Rocky (James Ortiz) — o ponto de maior destaque do filme. Rocky é um alienígena em formato de rochas que se comunica por grunhidos, e logo se identifica com o protagonista pela situação em que ambos se encontravam.
É até estranho pontuar que a química entre um personagem humano e uma pedra alienígena entrega desde comédia a um nível elevado de drama, mas é o que acontece.
Rocky tem um carisma que não se vê nem em protagonistas de blockbusters e consegue imprimir emoção à narrativa, que falta em muitas ficções científicas, especialmente quando teorias e conceitos se sobrepõem à humanidade das histórias.

Sandra Hüller é outro ponto de destaque. Eva, a personagem da atriz alemã, é colocada como um catalisador do medo pelo fim do mundo.
Uma das principais cenas da personagem — presente em um dos trailers — envolve um karaokê de Sign of The Times, de Harry Styles. Eva contrasta a coragem de um karaokê com a introspecção da personagem, que também se via em um nível de solidão — um claro paralelo com o protagonista.
Devoradores de Estrelas é uma produção feita para se assistir nas telonas, dado o investimento em tecnologias IMAX, mas não se sustenta só por isso. O longa encontra o equilíbrio entre os visuais deslumbrantes e a narrativa que flutua entre o drama e a comédia, sendo uma grata surpresa ao espectador.
✅Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp
















