‘Eles Vão Te Matar’: filme dirigido por ‘Tarantino russo’ chega na hora certa aos cinemas
‘Um filme para quem gosta de filmes’, diz o produtor-executivo Carl Hampe em entrevista exclusiva ao R7
Cine R7|Larissa Lopes
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os fãs de Quentin Tarantino estão órfãos do diretor desde 2019, quando ele lançou Era Uma Vez em.. Hollywood. A partir desta quinta (26), podem matar um pouquinho da saudade, pelo menos em uma versão alternativa. Chega aos cinemas Eles Vão Te Matar, novo trabalho de Kirill Sokolov, que ja foi chamado de “o jovem Tarantino russo”.
Assim como no trabalho do diretor americano, a obra de Sokolov usa e abusa da violência gráfica. Em Eles Vão Te Matar, a ligação se dá também pelas diversas referências ao cinema.
“É um filme para quem gosta de filmes”, disse Carl Hampe, produtor executivo do longa, em entrevista exclusiva ao R7. Segundo ele, esse é o melhor momento para lançar longas de terror no cinema.
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“É uma oportunidade para fazer histórias únicas e novas, uma coisa original. Esses filmes são os de maior sucesso no mundo agora, porque [assistir no cinema] é uma experiência boa. Não é só espetáculo, não é só CGI [imagens geradas por computador]”, afirma Hampe.
O terror vive um momento de reconhecimento da indústria. O Oscar 2026 premiou Pecadores (Melhor Ator, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia e Melhor Trilha Sonora Original), Frankenstein (Melhor Design de Produção, Melhor Figurino e Melhor Maquiagem e Cabelo) e A Hora do Mal (Melhor Atriz Coadjuvante), entrando para a história como a edição que mais contemplou o terror.
O que esperar do filme?
Eles Vão Te Matar mostra Asia Reaves (Zazie Beetz) se candidatando a um emprego como empregada doméstica em um casarão misterioso em Nova York, nos Estados Unidos, sem saber o histórico de lá: todos que entraram, nunca saíram — pelo menos, não vivos.
Apesar da promessa de misturar terror e comédia, o longa-metragem não fica tanto nesse último gênero e só vai arrancar risadas mesmo de quem já se diverte com o estilo gore.
É o tipo filme que você já sabe como vai terminar, mas não faz ideia do que pode acontecer até lá. E a história não deixa o espectador sentir tédio, porque a ação começa nos primeiros minutos.
“Se você vai para o lado da comédia, um pouco mais do que precisa, não funciona”, diz Hampe. “Nesse filme, tem muita violência, mas é sempre como uma expressão de comédia também. Não é sério, não é uma coisa pesada, é uma história divertida”, completa o produtor.
Espectadores desavisados não vão gargalhar na cadeira do cinema, mas não há como negar que a comédia é o único gênero possível para abrigar o roteiro de Kirill Sokolov e Alex Litvak, que tem personagens caricatos, críticas sociais e preenche quase o filme todo com lutas, correria e sangue jorrando — além de braços e pernas sendo cortados como se fossem um pedaço de bolo.
A motivação da protagonista é grande, já que sua irmã mais nova, Maria Reaves (Myha’la), está desaparecida. E é aí que a atriz Zazie Beetz, de Coringa, impressiona com a potência do próprio corpo e a habilidade com armas, lutando contra os milionários que moram na mansão e querem matá-la a todo custo.

Em uma das lutas, o enquadramento escolhido pelo diretor lembra muito o jogo Street Fighter, como se estivéssemos assistindo a Chun-Li e Ryu trocando golpes até a morte.
Os ricaços que moram no Virgil, o casarão misterioso para onde a protagonista vai, trocam a imortalidade por alguns sacrifícios. No próprio filme, eles são descritos como “idiotas que querem viver para sempre” — entre eles, estão Kevin (Tom Felton), Lily (Patricia Arquette) e Sharon (Heather Graham).
Quem inspirou o ‘Tarantino da Rússia’?
Segundo o produtor executivo Carl Hampe, as referências do “Tarantino da Rússia” foram os clássicos A Divina Comédia — Inferno, de Dante Alighieri, e A Revolução dos Bichos, de George Orwell.
O nome do casarão onde se passa a maior parte do filme se chama Virgil em referência ao personagem Virgílio, o guia de Dante no Inferno e Purgatório na obra.

Além disso, cada andar na mansão misteriosa do filme se refere aos pecados cometidos no livro de Dante. Os níveis do imóvel que são revelados ao espectador são os da gula, onde fica a cozinha, e o do sexo, além de pequenos vislumbres de outros.
Já a referência a Orwell fica clara quando conhecemos o personagem chamado de ‘The Head’, um porco que comanda tudo no casarão.
“Tenho muito orgulho desse filme. Trabalho antes de começar a filmar e até o final, [quando chega] no cinema, fico bem ao lado do diretor”, explicou Hampe. E o produtor revelou muita admiração por Sokolov: “Ele é incrível, preparado, criativo e tem uma cabeça única, sabe? Gosto muito de trabalhar com ele”.
Cinema first!
Mesmo com uma enxurrada de serviços de streamings, ir ao cinema ainda é a melhor opção, de acordo com Hampe, que trabalhou em Hellboy (2019), Punhos de Sangue (2016) e Caçadores de Emoção: Além do Limite (2015).
“Em filmes de terror, é bem melhor ir ao cinema, porque é uma experiência com outras pessoas. Se você assistir sozinho, não vai ser igual”, opina o produtor executivo. “A melhor coisa é se sentar ao lado de alguém que gosta de terror e ter uma experiência comunitária.”
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