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‘O Drama’ convida o público para debate inquietante sobre a complexidade das relações

Longa estrelado por Zendaya e Robert Pattinson promete surpreender com narrativa hipnotizante

Cine R7|Lays Emily

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Robert Pattinson e Zendaya são as estrelas de 'O Drama' Reprodução/Instagram/@thedrama

Para quem chega aos cinemas esperando uma comédia romântica, os primeiros minutos de O Drama, protagonizado por Zendaya e Robert Pattinson, podem até parecer familiares. No entanto, após a apresentação afetuosa dos personagens Emma e Charlie, o que se revela é um plot twist intenso.

O filme, que estreia nesta quinta-feira (9) nos cinemas brasileiros, mostra um casal prestes a celebrar a cerimônia de casamento enquanto revisita memórias do passado.


⚠️Cuidado, a partir daqui tem spoilers da trama!!! ⚠️

Em um desses momentos, a dupla se encontra com os melhores amigos, e o que poderia ser apenas um instante de nostalgia se transforma com a revelação de que Emma planejou um ataque a tiros na escola em que estudava durante a adolescência.


O segredo sobre o passado da personagem de Zendaya é inspirado no Massacre de Columbine, um tiroteio escolar que ocorreu em 1999 nos Estados Unidos. O histórico conturbado da protagonista desperta uma confusão emocional em Charlie e um conflito entre os amigos.

Zendaya e Robert conseguem convidar o público, gradualmente, para dentro do ‘drama’ do casal, e a intimidade de ambos parece transbordar as telonas. A tensão é quase palpável, como se a qualquer momento algo pudesse ‘explodir’.


O silêncio, os olhares e as interações entre a dupla tornam as complexidades individuais e as dinâmicas de parceria um tema compartilhado por todos no cinema.

Os amigos, brilhantemente interpretados por Mamoudou Athie e Alana Haim, trazem o alívio cômico para o debate intenso do longa, e a direção de Kristoffer Borgli consegue fazer do desconforto um personagem familiar.


Já Zendaya entrega, mais uma vez, uma atuação sensível e elaborada. Pattinson não fica atrás e evoca confusão e intensidade de forma persuasiva.

O filme, no entanto, não consegue abordar a temática do massacre com a profundidade e a seriedade que o assunto exige.

Não que seja o principal foco da narrativa, mas é perceptível que, por vezes, esse contexto se reduz a um pano de fundo para o ponto central da narrativa: os desafios do amor no cotidiano, o debate moral nas relações interpessoais e as dinâmicas dos relacionamentos contemporâneos.

A fluidez, o imediatismo, a percepção sobre os outros, a sobrevivência de uma relação duradoura: todos esses aspectos estão ali orbitando a história, enquanto Borgli nos leva a questionar quem está com a ‘razão’ no enredo do casal.

Seria o maior desafio das relações entender a complexidade do outro? Amar seria sinônimo de aceitação? O passado é um fator determinante para a duração de uma relação ou os erros do presente podem ser ressignificados?

São esses questionamentos que o filme provoca de forma vulnerável, cômica e conflitante. Quase como uma crônica cinematográfica, O Drama promete entregar ao público o que o próprio título evoca.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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