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Novo filme da franquia ‘Extermínio’ troca sensibilidade por histrionismo

Longa estreou na última quinta-feira nos cinemas brasileiros

Cinema de Segunda|Lello LopesOpens in new window

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Ralph Fiennes está completamente fora da casinha em 'Extermínio: O Templo dos Ossos' Divulgação

Extermínio: A Evolução foi um dos grandes filmes do ano passado ao contar de maneira sensível um drama familiar que se desenvolve no meio de uma sociedade perdida no caos. Já Extermínio: O Templo dos Ossos, que estreou na última quinta-feira (15), joga tudo isso pela janela e abraça o histrionismo.

A história começa justamente quando A Evolução acabou: com o garoto Spike (Alfie Williams) sendo capturado pelo grupo de desajustados comandado por Jimmy (Jack O’Connell).


Se no filme anterior o que importava era a jornada individual de Spike, primeiro para achar o seu lugar no grupo onde morava e depois em busca de uma cura para a doença de sua mãe, agora o que temos é a explosão do caos.

Ok, a mudança de tom de um filme para o outro é super válida. O problema é que a construção dessa nova dinâmica se perde pela falta de profundidade nos temas que pretende abordar e nas soluções fáceis que a diretora Nia da Costa toma.


O pano de fundo é um discurso religioso que vai unir o grupo do Jimmy com o Dr. Kelson, personagem de Ralph Fiennes que fez sucesso no filme anterior. Se junta a isso a tentativa de humanização de Sansão (Chi Lewis-Parry), o gigantesco alfa dos infectados (lembre-se: os zumbis são pessoas com uma espécie de vírus da raiva).

O material, entretanto, nunca é bem trabalhado. As únicas coisa que sobressaem são a gritaria e a violência gráfica, a começar pela primeira cena, com sangue espirrando para todos os lados.


Assim, o talento de atores como O’Connell fiquem soterrados por uma caricatura. É triste ver, por exemplo, que o Spike, do ótimo Alfie Williams, tenha virado um personagem tão apagado. E é constrangedor o caminho tomado por Ralph Fiennes com o seu Dr. Kelson, principalmente em uma cena de dança lá pro final do filme.

Mas o show vai continuar. O próximo filme da franquia já foi confirmado. E a ligação óbvia que, no final, O Templo dos Ossos faz com o original dá a esperança de que a série iniciada em 2002 por Danny Boyle volte aos trilhos.


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