‘Street Fighter’ comete o pior erro de uma adaptação de game de luta: não ter luta
Filme baseado no clássico dos arcades estreou nos cinemas brasileiros na última quinta-feira (15)
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Parece óbvio: uma adaptação para o cinema de um game de luta tem que ter luta. Mas a galera que fez Street Fighter, que estreou na última quinta-feira (15), se esqueceu disso. O filme até monta o cenário, mas deixa de lado os confrontos dos personagens para contar duas histórias que não se conversam.
Ok, o filme não chega a ser a catástrofe da versão com Jean-Claude Van Damme e Raul Júlia lançada em 1994, mas desperdiça uma ótima oportunidade de entreter o público com alguns dos personagens mais clássicos dos videogames.
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A história se divide em dois arcos principais. Em um deles, Ken Masters (Noah Centineo), um astro em decadência, tenta a redenção ao entrar em um campeonato mundial de luta de rua, justamente o mesmo torneio que o seu irmão de criação, Ryu (Andrew Koji), ganhou antes de sumir. A adição de Akuma (Joe Anoa’i) como o vilão dessa parte só deixa tudo pior.
Na outra ponta está Chun-Li (Callina Liang), uma investigadora que tenta se infiltrar na organização comandada por M. Bison (David Dastmalchian) em busca, acima de tudo, de uma vingança pessoal.
O diretor Kitao Sakurai, que também é um dos roteiristas do filme, não consegue equilibrar essas duas histórias em uma trama minimamente coerente. E, para piorar, o elenco também não ajuda.
Noah Centineo ficou bombadão para viver o Ken, só que não entrega nada do tom cômico exigido pelo roteiro. Andrew Koji conseguiu uma proeza pior: ele fez o Ryu com carisma negativo. E até mesmo o bom ator David Dastmalchian se perdeu em uma versão extremamente caricatural do Bison.
Mas nada disso seria um grande problema se as lutas fossem legais. Só que, inexplicavelmente, o filme decide não mostrar quase nada dos combates do torneio de street fighter.
É claro que os personagens se enfrentam em alguns momentos, mas as brigas acontecem fora do torneio e parecem banais. A sensação que fica é que o melhor da ação já foi mostrado nos trailers.
O que é uma pena, porque todo o material de divulgação dava indícios de que o filme seria, pelo menos, divertido. Algumas boas ideias sobrevivem, como a história se passar na década de 90. Outras naufragaram na tosquice, como o CGI esquisitíssimo de Jason Momoa como Blanka.
O resultado é um monte de personagem perdido em missões desinteressantes, enquanto poderiam estar trocando porrada em tela. Tudo para abrir o caminho para uma sequência, que ainda não foi confirmada.
A esperança dos fãs é que possa acontecer com Street Fighter o que rolou com o seu maior rival, Mortal Kombat. O primeiro filme da outra franquia também deixou de lado as lutinhas para apostar em uma história chatona. A sequência, que saiu no começo do ano, botou a ação e os personagens em cima do ringue. Ficou muito mais legal e deu muito mais dinheiro. É óbvio.
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