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Val Kilmer feito por IA em novo filme é início de caminho sem volta para Hollywood

Ator, que morreu no ano passado, vai ter toda as suas cenas em ‘As Deep as the Grave’ feitas por computador

Cinema de Segunda|Lello LopesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Val Kilmer, que morreu em abril de 2025, aparecerá no filme "As Deep as the Grave" por meio de tecnologia de inteligência artificial.
  • Todas as imagens do ator serão geradas digitalmente, marcando uma nova era em Hollywood com o uso de atores mortos em filmes.
  • A família de Kilmer apoiou a decisão de usar sua imagem digital, ressaltando a importância do projeto para o ator e sua conexão com a história narrada.
  • O filme contará a história real de arqueólogos na tentativa de traçar a história do povo Navajo, com a participação de Tom Felton e Abigail Breslin no elenco.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Imagem de Val Kilmer criada por IA para o filme 'As Deep as the Grave' Divulgação

Val Kilmer morreu em abril do ano passado, aos 65 anos. Mas vai aparecer em um novo filme, As Deep as the Grave (Tão Fundo Quanto o Túmulo, em tradução livre), ainda sem data para ser lançado. O problema é que ele não gravou nenhuma cena para o longa: todas as suas imagens serão geradas por inteligência artificial.

A ideia, caso seja mesmo levada para frente, vai marcar o início de uma nova era em Hollywood: o uso das imagens e vozes de atores mortos em projetos totalmente novos.


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Ok, isso não é exatamente inédito. Em 2016, Rogue One: Uma História Star Wars teve várias cenas com o personagem Grand Moff Tarkin, “interpretado” por Peter Cushing, que morreu em 1994.

A técnica, entretanto, foi diferente. Usaram um ator como modelo e inseriram o rosto de Cushing digitalmente no personagem na pós-produção.


Agora, com a popularização das ferramentas de inteligência internacional, a tendência é que cada vez mais a gente veja nas telas atuações totalmente digitais.

Coerte Voorhees, roteirista e diretor de As Deep as the Grave, justifica a recriação de Val Kilmer por IA no filme. Segundo ele, o ator estava inicialmente atrelado ao projeto, mas precisou abandoná-lo em 2020 após as complicações de um câncer de garganta.


“Ele era o ator que eu queria para esse papel. O filme foi concebido inteiramente para ele. Baseou-se em sua herança indígena americana e em sua ligação e amor pelo Sudoeste. Eu estava olhando a lista de elenco outro dia, e ele estava pronto para filmar. Ele estava passando por um momento muito, muito difícil de saúde e não pôde participar”, afirmou Voorhes em entrevista à Variety.

O filme conta a história real dos arqueólogos Ann e Earl Morris, relatando suas escavações no Canyon de Chelly, no Arizona, na tentativa de traçar a história do povo Navajo. Tom Felton e Abigail Breslin também estão no elenco.


Segundo Voorhes, a família de Keaton aprovou a decisão de usar uma imagem artificial do ator no filme.

“A família dele não parava de dizer o quanto achava o filme importante e que o Val realmente queria fazer parte disso. Ele realmente achava que era uma história importante e queria ter o seu nome associado a ela. Foi esse apoio que me deu a confiança para dizer: ‘Ok, vamos fazer isso’. Apesar de algumas pessoas poderem considerar isso controverso, era o que o Val queria”, afirmou Voorhes.

Para alimentar a inteligência artificial, Voorhes usou imagens antes de Kilmer (algumas cedidas pela própria família), cenas de filmes, gravações recentes e o registro de voz do ator.

“Ele sempre encarou as tecnologias emergentes com otimismo, como uma ferramenta para expandir as possibilidades da narrativa. Esse espírito é algo que todos nós homenageamos neste filme específico, do qual ele foi parte integrante”, escreveu Mercedes Kilmer, filha de Val, em nota oficial.

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