Val Kilmer feito por IA em novo filme é início de caminho sem volta para Hollywood
Ator, que morreu no ano passado, vai ter toda as suas cenas em ‘As Deep as the Grave’ feitas por computador
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Val Kilmer morreu em abril do ano passado, aos 65 anos. Mas vai aparecer em um novo filme, As Deep as the Grave (Tão Fundo Quanto o Túmulo, em tradução livre), ainda sem data para ser lançado. O problema é que ele não gravou nenhuma cena para o longa: todas as suas imagens serão geradas por inteligência artificial.
A ideia, caso seja mesmo levada para frente, vai marcar o início de uma nova era em Hollywood: o uso das imagens e vozes de atores mortos em projetos totalmente novos.
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Ok, isso não é exatamente inédito. Em 2016, Rogue One: Uma História Star Wars teve várias cenas com o personagem Grand Moff Tarkin, “interpretado” por Peter Cushing, que morreu em 1994.
A técnica, entretanto, foi diferente. Usaram um ator como modelo e inseriram o rosto de Cushing digitalmente no personagem na pós-produção.
Agora, com a popularização das ferramentas de inteligência internacional, a tendência é que cada vez mais a gente veja nas telas atuações totalmente digitais.
Coerte Voorhees, roteirista e diretor de As Deep as the Grave, justifica a recriação de Val Kilmer por IA no filme. Segundo ele, o ator estava inicialmente atrelado ao projeto, mas precisou abandoná-lo em 2020 após as complicações de um câncer de garganta.
“Ele era o ator que eu queria para esse papel. O filme foi concebido inteiramente para ele. Baseou-se em sua herança indígena americana e em sua ligação e amor pelo Sudoeste. Eu estava olhando a lista de elenco outro dia, e ele estava pronto para filmar. Ele estava passando por um momento muito, muito difícil de saúde e não pôde participar”, afirmou Voorhes em entrevista à Variety.
O filme conta a história real dos arqueólogos Ann e Earl Morris, relatando suas escavações no Canyon de Chelly, no Arizona, na tentativa de traçar a história do povo Navajo. Tom Felton e Abigail Breslin também estão no elenco.
Segundo Voorhes, a família de Keaton aprovou a decisão de usar uma imagem artificial do ator no filme.
“A família dele não parava de dizer o quanto achava o filme importante e que o Val realmente queria fazer parte disso. Ele realmente achava que era uma história importante e queria ter o seu nome associado a ela. Foi esse apoio que me deu a confiança para dizer: ‘Ok, vamos fazer isso’. Apesar de algumas pessoas poderem considerar isso controverso, era o que o Val queria”, afirmou Voorhes.
Para alimentar a inteligência artificial, Voorhes usou imagens antes de Kilmer (algumas cedidas pela própria família), cenas de filmes, gravações recentes e o registro de voz do ator.
“Ele sempre encarou as tecnologias emergentes com otimismo, como uma ferramenta para expandir as possibilidades da narrativa. Esse espírito é algo que todos nós homenageamos neste filme específico, do qual ele foi parte integrante”, escreveu Mercedes Kilmer, filha de Val, em nota oficial.
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