A Black Soul Rock e os projetos de Cláudio Zoli
O Enigmas do Rock conversou com o artista depois de seu show no João Rock
Cláudio Zoli se define como Black Soul Rock. É um dos maiores guitarristas e compositores do país. Já tocou com o lendário Cassiano, foi chamado de “príncipe do soul”, fundou a banda Brylho. Depois seguiu carreira solo e tem grandes sucessos na voz de artistas como Elba Ramalho e Marina Lima.
Ele esteve no palco Brasil do Festival João Rock, no último sábado, que nesta edição homenageou a Black Music. Junto com Carlos Dafé, foi convidado a tocar e cantar junto com a banda Black Rio.

Depois do show, ele recebeu com exclusividade o Enigmas do Rock no camarim, onde conversamos sobre sua música, a Black Music e seus futuros projetos. Confira abaixo:
Enigmas do Rock – Você esteve no palco onde está sendo celebrado no Festival João Rock a Black Music brasileira. Além de você, estarão no palco Sandra Sá, Tony Tornado, Seu Jorge, Paula Lima, Carlos Dafé, tantos outros que fazem a história da soul music. Como você vê essa iniciativa do Festival dedicar um palco à Black Music?
Cláudio Zoli - Eu acho, simplesmente, fantástico. Está sendo um momento histórico para a música sol brasileira muito marcante, que é exatamente ter um palco no João Rock, que é um festival que mostra a cena da música brasileira, não só do rock, do reggae, do rap, então eu achei assim fantástico ter um palco dedicado à Black Music Nacional e isso só tem a fortalecer mais ainda nosso segmento.
Eu estava conversando com o Carlos Dafé agora sobre isso: a gente traz um caldo grosso da Soul Music Brasileira e mostra para o grande público o quanto que ela faz parte também da história da música.
Você pega o Toninho Tornado que também estará no palco. Lembro lá atrás, eu com 10 anos de idade, vendo o Toninho Tornado, o primeiro negro a cantar em um Festival (Festival Internacional da Canção, em 1970) fazendo o “passinho”, tipo o James Brown. Para mim, foi super marcante. Isso é sensacional, é simplesmente um momento lendário para a música black e soul brasileira.

Enigmas do Rock – Particularmente, não gosto de rótulos: rock, soul etc. Mas como você se definiria na música?
Cláudio Zoli - Eu acho que é Black Soul Rock, por causa da guitarra que eu tenho, das influências que tenho de outros guitarristas. Eu uso a questão da guitarra com driver e tal, então tem uma mistura de Black Rock também no som, porque a minha escola também foi essa guitarras. Quando eu comecei a tocar guitarra, eu conheci todos os guitarristas de blues e a gente via o Jimmy Page do Led Zeppelin, ouvia o Deep Purple. Então, eu trago nas minhas influências esses guitarristas também, e no meu show tem essa coisa do Black Rock mesmo, na hora de pisar no pedal, de fazer um som, de me inspirar no Hendrix, de fazer essa mistura da Black Soul Rock, que é pop e que engloba mais ou menos o meu som, minha música.
Enigmas do Rock – Quais os próximos passos do Cláudio Zoli?
Cláudio Zoli - Pretendo gravar um disco tributo ao Cassiano, com uma mini orquestra, pegar músicas inéditas deles, outras que ele já gravou, e fazer um show em sua homenagem, cantando as músicas dele. Outro projeto vai ser com meus filhos, João e Pedro. E tem o projeto acústico do Cláudio Zoli. Pegar músicas como A Namoradeira, À Francesa e trazer em um contexto acústico.
Vou fazer esse projeto com a gravadora Trama, com o João Marcelo Bôscoli. Eu aproveitei essa ideia dele porque eu tenho cinco discos que foram gravados pela Trama. O João Marcelo me convidou para fazer um programa com ele e fazer uma regravação dessas músicas. Para não ficar igual como quando eu toco no show, vou trazer para o acústico. Além dos sucessos, gravar talvez uma ou duas inéditas, mas trazer o meu trabalho totalmente acústico.
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