Justiça determina que Trump pague US$ 5,8 milhões a escritora por assédio sexual
Presidente trava batalha judicial desde que jornalista publicou trecho de suas memórias em 2019, no qual o acusa de estupro
Após Donald Trump ter sido considerado responsável por abuso sexual e difamação em uma ação civil julgada em 2023, um juiz federal dos Estados Unidos finalmente autorizou, nesta quarta-feira (8), o pagamento de uma indenização de quase US$ 5,8 milhões à vítima — a jornalista, autora e colunista americana Elizabeth Jean Carroll, que escrevia para a revista Elle americana.
O valor, que foi acrescido de juros, estava bloqueado enquanto o presidente americano recorria da decisão, mas a Suprema Corte rejeitou, em 29 de junho, a análise do recurso.
Trump, então, apresentou novo recurso nesta terça-feira (7). Segundo os advogados, o empresário poderia sofrer “prejuízos irreparáveis” caso Carroll cumprisse a decisão de doar o dinheiro.
O republicano afirmou ainda que tem direito à imunidade presidencial.
Trump x Carroll
O presidente trava batalha judicial contra a jornalista desde que ela publicou trecho de suas memórias em 2019, no qual diz ter sido estuprada pelo magnata em 1996, em um provador de loja em Nova York.
Trump negou as acusações e a acusou de mentir em seus relatos em duas ocasiões: uma em 2019 e outra em 2022.
A indenização pela condenação por difamação, estimada em US$ 83,3 milhões, ainda é alvo de recurso.
O relato de Carroll foi publicado no livro de memórias Para que Precisamos dos Homens? Uma Proposta Modesta.
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