Adote um pet e desfrute da licença PETernidade

Para facilitar a adaptação, empresas concedem folga remunerada de dois dias para funcionário que adotar pet

Licença PETernidade permite dias de folga

Licença PETernidade permite dias de folga

Prefeitura do Rio/Subvisa/Nelson Duarte

Quando Marcolino da Silva e Silva adotou a cadelinha Zuleyka Jullyane, uma vira-lata que perambulava pelo bairro, não esperava contar com um novo benefício trabalhista.

O pai de pet de primeira viagem não tinha ideia do direito de ficar dois dias em casa para que a nova moradora pudesse se adaptar ao lar. Sem essa informação preciosa, o vacilão resolveu adotar “ZuJu” justamente numa sexta-feira, aproveitando o sábado e o domingo, seus dias normais de folga, para a adaptação.

Chegando ao trabalho na segunda-feira pela manhã, já com a cadelinha adaptada e feliz, seus colegas o incentivaram a reivindicar seu direito “PETernidade”. Convencido, Marcolino informou ao RH sua necessidade de sair após o almoço para buscar a nova filha de quatro patas. É claro que todos ficaram comovidos e até aplaudiram a atitude de Marcolino, que saiu todo pomposo, agradecendo efusivamente.

Com essa pequena “manobra do bem”, além de matar o trabalho daquela tarde, o ex-vacilão ganhou mais dois dias livres, voltando à empresa apenas na quinta. Porém, seu retorno foi breve, pois o ex-esperto e novamente vacilão esqueceu que era para ter ficado em casa e acabou postando fotos de seu bate-e-volta ao litoral. Detalhe: ele nem sequer levou a “itimalia”!

Agora, Marcolino pode ficar em casa o tempo que quiser, já que a empresa o dispensou imediatamente, enquanto seus colegas lhe deram amostras grátis de ração com um cartãozinho de despedida bem fofo: “Força, ‘AUmigo’, você vai precisar!”

Esta crônica é uma ficção baseada em fatos que só acontecem em um país que faz de tudo para não dar certo.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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