Melhor Não Ler Por engano, carteiros recebem treinamento de resistência de materiais

Por engano, carteiros recebem treinamento de resistência de materiais

Em vez de manuseio de encomendas frágeis, carteiros aprendem resistência de materiais e submetem encomendas a todo tipo de intempérie

Vai uma entrega aí?

Vai uma entrega aí?

Alexas Fotos/Pixabay.com

Por conta de uma onda de reclamações durante a pandemia, quando houve um aumento significativo na demanda de envios de encomendas, os Correios abriram uma sindicância para descobrir o motivo de tantas entregas chegarem avariadas.

Um vídeo de celular feito por um morador do bairro de Santíssima Paciência, em Rio Largo da Serra, foi usado nas investigações. Nele, um carteiro aparece golpeando uma caixa, tanto com as mãos quanto com os pés e, em seguida, atirando-a contra a parede da residência do destinatário. Embora amassada, a embalagem não cedeu completamente, o que foi devidamente anotado pelo carteiro que, logo após, resolveu submeter o pacote a mais dois testes: resistência à umidade e a objetos perfurantes.

Para isso, atiçou um dos cachorros da vizinhança e lançou a encomenda sobre ele. Imediatamente o cão atacou a caixa, mordendo-a e babando intensamente sobre ela, enquanto o carteiro observava atentamente, sem deixar de fazer seus apontamentos. Em seu relatório final ficou constatado que, embora tenham certa resistência, embalagens de papelão não suportam ataques de animais raivosos.

O resultado preliminar da sindicância apontou que, por um erro de digitação no número do edifício, os carteiros – assim como os carregadores de malas dos aeroportos – foram enviados para o Curso de Treinamento de Resistência de Materiais, que fica no número 69 da Avenida do Conhecimento, em vez de serem encaminhados para o número 96, onde está localizado o Curso para Manuseio de Materiais Frágeis.

Esta crônica é uma ficção, mas poderia não ser...

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