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Assassin’s Creed Black Flag Resynced: uma aventura de piratas que vai além do mar

Remake moderniza um dos jogos mais celebrados da franquia, melhora combate, furtividade e navegação. Além de adicionar novos conteúdos à história de Edward Kenway

Refúgio Geek|Cauê TeixeiraOpens in new window

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Foi fácil entender por que a aventura de Edward Kenway se tornou tão lembrada pelos fãs divulgação Ubisoft

Minha primeira experiência com a franquia Assassin’s Creed aconteceu justamente com Black Flag Resynced. Por isso, a comparação com outros capítulos da série não é tão simples, mas também tornou a experiência interessante: mesmo sem conhecer profundamente os jogos anteriores, foi fácil entender por que a aventura de Edward Kenway se tornou tão lembrada pelos fãs.


O remake reconstrói do zero o jogo de 2013 usando a versão mais recente da engine Anvil. A história acompanha Edward Kenway, um pirata que acaba envolvido no conflito entre Assassinos e Templários durante a Era de Ouro da Pirataria. A aventura passa pelo Caribe e coloca o jogador entre batalhas navais, exploração, combates em terra e momentos de furtividade.


Um Caribe que impressiona

O mar é provavelmente o maior destaque divulgação Ubisoft

Um dos primeiros aspectos que chamam a atenção é o visual. O mar é provavelmente o maior destaque. A água cristalina, as ondas, o clima e a iluminação ajudam a criar um Caribe bastante convincente.


Em vários momentos, a vontade é simplesmente parar o barco e observar o cenário. Quando Edward entra na água, a impressão fica ainda mais forte: a transparência do mar e a possibilidade de explorar áreas submersas dão ao ambiente uma dimensão que vai além de simplesmente servir como caminho entre uma ilha e outra.


O remake utiliza recursos como traçado de raios, iluminação global, novos sistemas de clima e uma renderização completamente modernizada da água. Também há destruição de elementos do cenário e transições fluidas entre diferentes áreas do mapa.

As batalhas navais são um dos grandes destaques

O remake utiliza recursos como traçado de raios, iluminação global, novos sistemas de clima divulgação Ubisoft

Foi nas batalhas entre navios que encontrei um dos maiores desafios do jogo. No começo, controlar a embarcação, posicionar o Gralha e escolher o momento certo para atacar pode parecer complicado.

Depois que o jogador entende os movimentos e aprende a utilizar melhor o arsenal, porém, os confrontos ficam muito mais divertidos. O arsenal naval ganhou novos recursos, como barris de estilhaços, canhões de oito libras e novos modos de disparo. As facções inimigas também foram reformuladas, fazendo com que diferentes embarcações apresentem estratégias e equipamentos próprios.

A exploração ainda está diretamente ligada à navegação. É possível mergulhar, procurar destroços, encontrar tesouros e descobrir novas áreas do mapa.

E a aventura em terra?

O remake modernizou esse sistema com novos movimentos, como saltos manuais, deslocamentos laterais e movimentos para ganhar altura divulgação Ubisoft

Se as batalhas navais são uma das novidades mais marcantes da experiência, a movimentação pelas cidades e ilhas é responsável por entregar uma boa parte da identidade de Assassin’s Creed.

Foi particularmente divertido experimentar o parkour pela primeira vez: correr pelos telhados, escalar construções e realizar os tradicionais saltos de Edward dá uma sensação de liberdade que combina bem com a proposta de um pirata que também se torna um Assassino.

O remake modernizou esse sistema com novos movimentos, como saltos manuais, deslocamentos laterais e movimentos para ganhar altura.

A furtividade também foi reformulada. Edward pode se agachar em praticamente qualquer lugar, enquanto iluminação e sombras passaram a influenciar a possibilidade de ser detectado. Outra novidade é a possibilidade de mergulhar em diferentes pontos para se aproximar de áreas costeiras sem ser percebido.

O que mudou em relação ao jogo original?

O jogo também incentiva a revisitar áreas já conhecidas para encontrar novos itens e desbloquear conteúdos

Black Flag Resynced não é apenas uma atualização visual. A Ubisoft reconstruiu o jogo e aproveitou a oportunidade para modificar sistemas importantes.

O combate terrestre recebeu um sistema de aparos baseado em tempo e reação, além de novas finalizações e combinações envolvendo pistolas. A furtividade ficou mais flexível e o parkour ganhou novos movimentos.

A própria aventura também foi ampliada. Há novas missões e cenas, conteúdos relacionados a personagens como Barba Negra e Stede Bonnet, novos cânticos para a tripulação e animais de estimação que podem acompanhar o jogador no Gralha.

Entre as novidades está ainda um novo capítulo de fim de jogo, chamado A World Without Gold, com oito missões centradas em Barba Negra, além de uma nova missão relacionada ao personagem.

Uma história que funciona mesmo para quem está chegando agora

Como primeiro contato com Assassin’s Creed, não senti que precisava conhecer toda a história da franquia para acompanhar a aventura.

Edward Kenway é um protagonista fácil de acompanhar justamente porque sua trajetória mistura ambição, pirataria, conflitos pessoais e a descoberta gradual de um universo muito maior do que aquele que ele imaginava.

A presença de figuras históricas da pirataria, como Barba Negra, Anne Bonny e Calico Jack, também ajuda a criar a sensação de estar participando de uma aventura ambientada em um período importante da história.

Vale a pena explorar além da história principal?

Sim. E esse é um dos pontos que mais pode aumentar a duração da experiência.

Quem seguir apenas a campanha principal consegue terminar a aventura em aproximadamente 20 horas, mas esse número cresce bastante para quem decide explorar o mapa, cumprir missões secundárias, melhorar o Gralha, procurar colecionáveis e tentar completar todos os objetivos.

O jogo também incentiva a revisitar áreas já conhecidas para encontrar novos itens e desbloquear conteúdos. Para quem gosta de completar tudo, a experiência pode ficar consideravelmente maior do que a campanha principal.

Assassin’s Creed Black Flag Resynced foi uma ótima porta de entrada para uma franquia que eu ainda não conhecia.

O visual é um dos grandes pontos fortes, especialmente a representação do mar e do Caribe. As batalhas navais exigem algum tempo de adaptação, mas se tornam muito divertidas depois que o jogador domina os controles. Em terra, o parkour, os combates e a furtividade dão variedade à aventura.

O resultado é um jogo que consegue equilibrar exploração, ação, pirataria e narrativa, sem depender apenas da nostalgia de quem jogou o original.

Para quem já conhece Black Flag, o remake oferece uma versão modernizada e expandida de uma aventura conhecida. Para quem, como eu, está entrando agora na franquia, funciona também como uma apresentação bastante eficiente ao universo de Assassin’s Creed.

Assassin’s Creed Black Flag Resynced está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, incluindo Steam Deck. O jogo foi lançado em 9 de julho de 2026.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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