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‘Cartão de visitas’: estudo revela que gatos se reconhecem pelo cheiro da urina

Pesquisadores observaram a chamada resposta de Flehmen, quando o gato fica com a boca aberta ao investigar um odor

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo revela que gatos se reconhecem pelo cheiro da urina, que funciona como um "cartão de visitas".
  • Ácidos graxos de cadeia ramificada (AGCRs) são responsáveis pela "assinatura química" individual de cada gato.
  • Comportamento de investigação com a boca aberta, conhecido como resposta de Flehmen, ajuda na detecção de cheiros.
  • Gatos diferenciam cheiros familiares de novos, com reações mais rápidas a urinas conhecidas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Espécie consegue diferenciar um gato de outro, de acordo com a pesquisa Pexels

O cheiro da urina pode funcionar como uma espécie de “cartão de visitas” entre os gatos, segundo um estudo publicado na revista científica Current Biology. Pesquisadores identificaram substâncias químicas que ajudam os animais a reconhecer marcas deixadas por outros indivíduos e a diferenciar um gato de outro.

A pesquisa aponta que os responsáveis por essa identificação são os ácidos graxos de cadeia ramificada (AGCRs). Cada gato apresenta uma combinação própria dessas substâncias na urina, formando uma “assinatura química” individual.


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Para investigar como os animais reagem aos diferentes odores, os pesquisadores observaram a chamada resposta de Flehmen, quando o gato fica com a boca aberta ao investigar um cheiro. O comportamento ajuda a levar determinadas substâncias químicas até o órgão vomeronasal, relacionado à detecção de feromônios e outros sinais químicos.

Os testes mostraram que os gatos apresentavam esse comportamento com menos frequência quando eram expostos repetidamente à urina do mesmo animal.


Já quando uma nova amostra era apresentada, o tempo de resposta aumentava. Para os pesquisadores, isso indica que os gatos conseguem diferenciar cheiros familiares de novos.

Os cientistas ainda encontraram combinações de ácidos dentro de pequenas gotículas nos rins dos gatos. A hipótese apresentada é que as substâncias funcionem como reservas capazes de manter a assinatura química do animal mesmo quando ele muda a alimentação ou hábitos.

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