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Estudo revela benefícios da convivência entre crianças com deficiência e gatos

Durante os encontros, participantes aprenderam a interpretar a linguagem corporal dos felinos e utilizar técnicas de treinamento

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um estudo da Oregon State University mostrou que o treinamento de gatos pode aumentar a responsabilidade de crianças com deficiências de desenvolvimento.
  • O programa de Treinamento Assistido por Gatos (TAG) incluiu 36 crianças e seus gatos, divididos em grupos de intervenção e controle.
  • As crianças do grupo de intervenção mostraram maior participação nos cuidados com os gatos e fortalecimento do vínculo com os animais.
  • Os resultados são preliminares, mas indicam que gatos podem ser uma alternativa viável em intervenções assistidas por animais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pesquisa acompanhou 36 crianças entre 8 e 17 anos e seus respectivos gatos polly_sh/Unsplash

Um programa de treinamento envolvendo gatos domésticos ajudou a aumentar a responsabilidade de crianças com deficiências de desenvolvimento nos cuidados com os animais e também fortaleceu alguns aspectos da relação entre os participantes e seus gatos, segundo um estudo realizado por pesquisadores da Oregon State University, nos Estados Unidos.

A pesquisa acompanhou 36 crianças entre 8 e 17 anos e seus respectivos gatos. Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: 18 crianças participaram de um programa de Treinamento Assistido por Gatos (TAG), enquanto as outras 18 ficaram em um grupo de controle.


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O programa contou com seis sessões de 45 minutos, realizadas semanalmente ou a cada duas semanas. Durante os encontros, as crianças aprenderam a interpretar a linguagem corporal dos gatos, interagir de maneira adequada e utilizar técnicas de treinamento. Também receberam tarefas para praticar em casa, como ensinar comandos e identificar brinquedos e petiscos preferidos pelos animais.

Os resultados indicaram um aumento significativo na participação das crianças nos cuidados com os gatos. A pontuação média relacionada à responsabilidade passou de uma média mais baixa para um aumento de 1,56 ponto no grupo que participou da intervenção. Já o grupo de controle apresentou uma redução média de 0,91 ponto.


A pesquisa também identificou mudanças nas atividades realizadas em conjunto. Antes do treinamento, 44,4% das crianças do grupo de intervenção afirmavam ensinar coisas novas aos gatos. Após as sessões, o percentual subiu para 94,4%. O número de participantes que disseram passear com os animais também aumentou, passando de 27,8% para 77,8%.

Os efeitos também foram observados no comportamento dos gatos. Seis animais que inicialmente apresentavam um padrão de apego considerado inseguro passaram a ser classificados como tendo apego seguro à criança no acompanhamento realizado um ano depois. Essa mudança não foi observada de forma semelhante no grupo de controle.


Além disso, os gatos do grupo de intervenção passaram a procurar mais a proximidade das crianças seis semanas após o treinamento. Esse efeito, porém, não permaneceu estatisticamente significativo na avaliação realizada um ano depois.

Para os pesquisadores, os resultados mostram que os gatos podem exercer um papel mais ativo em intervenções assistidas por animais, área tradicionalmente dominada por cães e cavalos.


“Este estudo mostra que os gatos podem ser participantes ativos, e não apenas companheiros passivos”, afirmou Monique Udell, professora da Oregon State University e uma das responsáveis pela pesquisa. Segundo ela, quando crianças e gatos trabalham juntos durante o treinamento, a experiência pode fortalecer o vínculo entre os dois e estimular comportamentos positivos.

A adesão ao programa também chamou a atenção dos pesquisadores. Todas as crianças do grupo de intervenção participaram das seis sessões, resultando em uma taxa de frequência de 100%. As tarefas realizadas em casa tiveram uma taxa média de conclusão de 81%.

Apesar dos resultados, os autores ressaltam que o estudo é preliminar. A amostra foi pequena, com apenas 36 crianças, e os participantes sabiam se estavam ou não recebendo a intervenção, o que pode influenciar algumas respostas. Por isso, os pesquisadores defendem novos estudos, com grupos maiores e acompanhamento mais amplo.

Ainda assim, a pesquisa sugere que gatos domésticos podem ser uma alternativa em intervenções assistidas por animais, especialmente para crianças que já possuem um forte vínculo com seus pets. A possibilidade de realizar as atividades com um animal que já faz parte da rotina familiar também pode facilitar a continuidade dos benefícios fora do ambiente de pesquisa.

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