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Casos de cães intoxicados por drogas batem recorde no Reino Unido; entenda

Pets, especialmente raças motivadas por comida, estão testando positivo para cannabis e nicotina após passeios em locais públicos

RPet|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Número recorde de cães intoxicados por drogas no Reino Unido, principalmente por cannabis e nicotina.
  • Em 2025, houve 633 casos de intoxicação, um aumento de 42% em relação ao ano anterior.
  • Cães, como labradores e golden retrievers, são as principais vítimas por consumirem restos contaminados em locais públicos.
  • Especialistas recomendam levar animais imediatamente ao veterinário em casos de suspeita de intoxicação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma labradora foi resgatada de trilha após intoxicação por cannabis Reprodução/Facebook/Lochaber Mountain Rescue Team

No Reino Unido, um centro de emergência toxicológica veterinária está lidando com número recorde de animais de estimação intoxicados por drogas recreativas. Segundo informações compartilhadas com o jornal The Guardian, o serviço recebe pelo menos uma ligação por dia sobre pets que ingeriram drogas, principalmente cannabis e produtos com nicotina.

Em 2025, as linhas de emergência especializadas em envenenamento animal receberam 633 ligações relacionadas a essas substâncias, um aumento de 42% em relação ao ano anterior. A expectativa é que o número de ocorrências de 2026 seja ainda maior.

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De acordo com especialistas ouvidos pelo jornal, os cachorros são as principais vítimas, especialmente raças motivadas por comida, como labradores, golden retrievers e beagles. Além disso, os cães costumam passear na rua com mais frequência do que outros pets, como gatos.

“É realmente notável o que os cachorros decidem comer. Os gatos pensam antes de comer, por isso há menos casos de gatos [envenenados] do que de cães”, disse Nicola Robinson, chefe do VPIS (Serviço de Informação sobre Envenenamento Veterinário).

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Entre os casos relatados estão animais que comeram restos de alimentos contaminados, fezes ou vômito de usuários de drogas, além de chicletes com nicotina e líquidos para cigarros eletrônicos descartados em locais públicos.

“É impressionante a quantidade de animais de estimação que a consomem [cannabis] em locais públicos – em becos, parques públicos ou até mesmo em áreas rurais como bosques”, continuou Robinson.

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Um dos casos mencionados pelo The Guardian é o de Tokyo, uma labradora que passou mal durante uma caminhada no Ben Nevis, a montanha mais alta do Reino Unido. Segundo a tutora Christina Bluhme, a cadela perdeu o movimento das patas e chegou a ficar inconsciente durante o trajeto.

Uma equipe de resgate de montanha precisou transportá-la em uma maca até uma clínica, onde veterinários identificaram sinais de intoxicação por cannabis. Após receber carvão ativado e passar uma noite internada, Tokyo se recuperou.

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O episódio serviu de alerta para tutores da região. Para Robison, em casos como esse, é essencial levar o animal imediatamente ao veterinário. “Não recomendo que os donos percam tempo ligando para a Linha de Informação Toxicológica Animal. Levem o animal ao veterinário e deixem que ele ligue para obter orientações sobre o tratamento, se necessário”, disse a veterinária.

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