Entenda como os cães alteram a qualidade do ar dentro de casa, segundo estudo
Pesquisadores mediram gases e partículas liberadas pelos cachorros em diferentes situações
RPet|Do R7
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Assim como os humanos, os cães também emitem componentes químicos e alteram a qualidade do ar dentro de casa, segundo um estudo publicado na revista Environmental Science & Technology que analisou como os pets interferem na composição do ar de um ambiente fechado.
Pesquisadores mediram gases, partículas e microrganismos liberados pelos animais em diferentes situações, como repouso e momentos de interação com humanos.
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Para evitar interferências, os experimentos foram realizados em uma câmara climática. Os pets passaram por um processo de adaptação e receberam visitas dos tutores para reduzir o estresse. Graças ao ambiente isolado, qualquer mudança detectada no ar foi atribuída aos cães.
O estudo observou que cachorros e humanos exalam níveis semelhantes de dióxido de carbono. No entanto, os pets produzem mais amônia. “Um cão que exala a mesma quantidade de CO2 que um humano produzirá significativamente mais amônia. Essa diferença provavelmente se deve à sua alimentação mais rica em proteínas, ao seu metabolismo único e à sua respiração acelerada, que é uma das maneiras pelas quais eles controlam a temperatura corporal”, explicou Dusan Licina, uma das responsáveis pela pesquisa.
Além dos gases, os cientistas observaram que atividades simples como sacudir, coçar e até receber carinho liberam partículas no ambiente, incluindo poeira, pólen, fragmentos vegetais e micróbios. Cães de grande porte chegaram a emitir de duas a quatro vezes mais microrganismos do que humanos.
Embora alguns estudos indiquem que ter um cachorro em casa melhora a saúde fisiológica dos humanos, para os pesquisadores, é necessário haver mais estudos sobre como os poluentes emitidos por cães afetam seus tutores.
“Apesar das evidências contraditórias sobre o efeito protetor da posse de cães contra asma e alergias, o risco elevado é normalmente observado apenas em indivíduos sensibilizados. Compreender esses efeitos na saúde exige um exame específico dos poluentes emitidos pelos cães e seu impacto na exposição em ambientes internos — uma área que permanece em grande parte inexplorada", diz um trecho do estudo.














