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Pai de cachorro
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Estamos de volta. Por você, Paçoca!

Eu escuto muito isso de diversas pessoas: que o Paçoca despertou a vontade de ter um cachorro, que por causa dele isso aconteceu

Pai de Cachorro|Celso ZucatelliOpens in new window

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Seguimos a missão do nosso amado Paçocão Arquivo pessoal

Hora de voltar a escrever. Entendi isso nesta viagem que estou fazendo para comemorar meu aniversário, como sempre faço este mês. E vou explicar por que fiquei tanto tempo longe e como entendi que precisava voltar.

Eu estou num avião voando de Zagreb, na Croácia, para Belgrado, na Sérvia. Hoje é o último dia de fevereiro e minhas férias estão quase acabando. Eu estava aqui procurando no celular uma imagem para usar numa edição e, claro, encontrei muitas fotos lindas do Paçoca.

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Primeiro, deixa eu explicar minha ausência: o luto. O Paçoca morreu no dia 26 de agosto do ano passado, mas ele já estava ficando doente um pouco antes e isso, claro, estava mexendo comigo porque eu sabia que a hora da despedida estava chegando, mas não queria falar disso.

Aliás, aproveitando, deixa eu fazer um desabafo e um pedido: quando perguntar a idade de um cachorro e ele for idoso, jamais diga: “tadinho, como tá velhinho” ou qualquer coisa do tipo. Isso faz muito mal para o tutor que já está angustiado com aquela fase. Pode não parecer, mas é um comentário cruel.

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Como o Paçoca era um cara muito conhecido, as pessoas acompanhavam a vida dele de perto e sabiam que era um senhorzinho, mesmo aparentando estar bem de saúde. E eu acabava ouvindo muito isso, o que me fazia mal. Minha resposta sempre era: mas ele tá ótimo. Algumas vezes era verdade, outras não, mas era um jeito de cortar a conversa. Então, um pedido: evite este tipo de comentário.

Outra coisa muito importante: a pergunta “quanto dura?” não apenas está errada (já que cachorro não é bateria), como é desnecessária. Se você realmente quer saber, procura no Google ou pergunta pro ChatGPT “quantos anos ele vive?”, não pro tutor.

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Esta não foi uma fase fácil pra mim e o desabafo acima deixa isso bem claro. Como o nome do blog diz, sou um pai de cachorro e um pai que estava sofrendo com o medo de perder seu primogênito, seu melhor amigo.

Por isso, não me animava a escrever por aqui. Só houve uma exceção, o caso do cão Orelha, porque impedir os maus-tratos contra animais é dever de todo pai.

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E qual o motivo, nas minhas férias, que me fez entender que eu precisava voltar a escrever? Um post emocionante da minha amiga Paulinha Krausche no Instagram (que eu reproduzo nas fotos desta publicação) dias depois de perder seu filho de quatro patas, o Bolt, primo do Paçoca.

As várias fotos dela com o Paçoca e a Tapioca fizeram meu coração transbordar de amor, mas o texto dela lembrando que foi graças ao meu filhão que o Bolt foi para a casa dela e que aquilo ofereceu os anos mais felizes da família, me trouxe de volta. Obrigado, Paulinha.

Eu escuto muito isso de diversas pessoas: que o Paçoca despertou a vontade de ter um cachorro, que por causa dele isso aconteceu, que o nome do cachorro da família é Paçoca por causa dele…

Foi muito bom lembrar disso e ter a certeza de que devo seguir fazendo a mesma coisa nas minhas redes sociais, na TV e aqui.

Aliás, também decidi, como fiz ao repostar a linda publicação da Paulinha, reativar o Instagram do Paçoca e da Tapi com conteúdo dos irmãos dele. Por que, se isso fizer outras famílias ganharem a alegria de ter um ou mais cachorros em casa, seguimos a missão do nosso amado Paçocão.

Estamos de volta, cara. Por você.

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