O dia em que ganhei um elogio do ídolo Oscar, o momento mais marcante para um fã
Ele também era apaixonado pelos animais e um paizão de cachorro como eu; e é claro que sempre brincava com o Paçoca quando a gente se encontrava

Mandei esta foto para o Oscar no sábado passado. Encontrei na galeria do meu celular quando procurava uma imagem para um post. Eu estava com saudade dele, e fazia muito tempo que a gente não se encontrava, mesmo morando tão perto.
Aquelas coisas da vida que nos deixam distantes de pessoas que são importantes pra gente e que não deveriam acontecer. Porque é muito bom estar perto dos amigos.
Conheci o ídolo Oscar Schmidt no estúdio, numa entrevista. Ele já não jogava mais e se preparava para começar mais uma carreira de sucesso, como palestrante.
“O maior palestrante do Brasil”, como ele dizia e tinha toda razão. Era uma brincadeira com a altura, mas quem viu a palestra dele sabia que ele poderia muito usar este slogan para descrever o conteúdo.
Família e esforço formavam o coração da palestra dele. O amor e a parceria com a Cristina, a dedicação dele nas quadras… Lembro dele contando que ficava treinando arremessos sem parar depois que todo mundo já tinha ido embora da quadra e com apenas uma espectadora, a Cris. Não foi por acaso. Ele soube potencializar o talento para conquistar o mundo.
Eu ainda tive o privilégio de estar ao lado dele na cobertura das Olimpíadas de Londres, em 2012. Sério: imagina o que é você estar ao lado do Oscar Schmidt na transmissão de um jogo de basquete? Era o cara, o maior de todos, o gênio, o MÃO SANTA, ao seu lado. Obrigado, meu Deus, por esta oportunidade.
Mas o momento mais marcante para mim foi num bate-papo simples, quando aconteceu o impensável para um fã: ganhar um elogio do ídolo.
Ele me disse algo que me faz prestar atenção até hoje durante longas falas na TV ou no palco. Oscar, como eu disse, se preparava como ninguém para suas missões e desafios e já estudava técnicas de comunicação eficiente para sua nova carreira.
Ele falou que gostava de me assistir porque, quando eu estava improvisando, eu não usava artimanhas, como esticar o É. Eu nunca tinha percebido que eu não fazia isso. Ele tinha. E me fez um elogio. Nunca vou esquecer disso, amigo.
Eu chamava o Oscar de “Pequeninho” quando o encontrava e ganhava de presente aquele abraço de urso, que me levantava.
Oscar também era apaixonado pelos animais e um paizão de cachorro como eu. E é claro que sempre brincava com o Paçoca quando a gente se encontrava.
Irmão, obrigado por tantas alegrias nas quadras, pelas mensagens de respeito pela família e, principalmente, pelo privilégio da sua amizade. Um beijo, Pequeninho.
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